caminhando com poesia

tangencial



nego o espelho
que não junta cacos de um
coração sangrado feito bicho
de corte

coração de boi morto
exposto sobre os aços de uma
realidade nua



NOVO ENDEREÇO
Vou tentando me arrumar, então, noutro espaço de blog. O velho Poesia Sim virou uma zona. Não sei o que há, mas o post demora dois ou três dias para aparecer, e quando aparece é de forma repetida. Acho que aquele formato está sendo abandonado pelos provedores. Bem, de qualquer forma, estou aqui. Ah, o poema de cima é inédito. O de baixo, também.


IEMANJÁ
Hoje é dia de Iemanjá. Os orixás festejam nas areias de Cabo Branco e Tambaú. Por aí, os evangélicos reagem. A paz, meu senhores, não tem pátria nem religião.


LIVRO DA TRIBO
Chegaram as agendas da Tribo, como dizem, ou Livro da Tribo. É a forma de pagamento da Editora Tribo para com os seus autores. Este ano, quase perco o prazo. Mas, os editores Décio e Regina, gentilmente, mandaram o pedido de autorização para um poema.
Gosto de publicar na Tribo. Espero que sempre tenha um espaçozinho pra mim por lá. A relação dos editores da Tribo para com seus autores, conhecidos ou não, é exemplar. Impera o respeito. As regras são claras e são cumpridas à risca. Entra quem é selecionado e aceita. Vendendo todas as agendas que recebi da edição de 2002 consegui bancar a publicação do meu terceiro livro de poemas, "Sem meias palavras." No entanto, o melhor pagamento da Tribo é a oportunidade de partilhamento com os muitos leitores e leitoras espalhados por aí.


NAS ESCOLAS
Fui convidado por meu amigo Alexandre Santos para um papo com a rapaziada lá do CEFET, na última sexta. Foi maravilhoso. A meninada foi ótima e me agüentou um bom tempo, apesar do meu atraso. Atraso, diga-se de passagem, por obrigações de ofício. Eu estava numa entrevista na TV Miramar. Dia 12/12, estarei na Lourdinas, no lançamento de mais um livro de poemas dos alunos. Também este ano, em Minas, a Rede Pitágoras sai com poemas meus no livro didático do terceiro ano da segunda fase. Amador Ribeiro Neto, poeta e amigo, disse que está fazendo um seminário sobre o meu livro, em Letras, na UFPB. Enfim... parece que conservo meu coração de estudante.



AOS QUE ACREDITAM

Não temos pés de barro.
Nem mesmo nossos ombros
são nuvens.

Somos parte de
uma utopia que abala
o mundo.

Um sonho que transforma
o sílex em silêncio. Os que
não se rendem diante
do medo.

Os que não temem
as sombras.

Somos fabricantes de luzes.

Vaga-lumes em noite sem lua
ensinando o caminho da manhã.

Comentários

Gostei da nova casa.Já está nos meus links! Novos ares trazem sempre novas inspirações.
Xeru grande!!!
Luis Eduardo disse…
Linda poesia!Continue fabricando luzes assim
Dina disse…
O ruim desta caixa é ter de responder um verdadeiro formulário para postar uma opinião. Como assim, vocês ganham royalties pela venda das agendas da Tribo?
Constança Lucas disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Constança Lucas disse…
coração em cacos fica
depois de acordarmos de uma caminhada onirica
o melhor de tudo é que sonharemos sempre

legal o novo visual deste seu blog

abraços
Constança

http://constancalucas.blog.uol.com.br/
No lume das estrelas na nua escuridão da noite, se não há vagas pra descansar teu corpo, do outro lado da rua, há um poeta louco e vaga-lumes soltos construindo o caminhar...

Um abraço da sua fã, Vera Lima
Querido Lau, amigo de décadas. Hahahahaha, pelo menos 1 década. Recebi o seu livro. Muito bom. Mas ainda não terminei a leitura. Abraço amigo do Rodrigo.
Gisa disse…
Nossa! se acomodando mesmo neh?
boa sorte!

um xêro pra tu!
:]
Analuka disse…
Muito lindo, o teu poema utópico!... "fabricantes de luzes"... sim, sejamos loucos e poetas, sonhadores, criadores e pastores de lumes, Lau querido. Beijos alados.

(vou linkar este teu novo endereço lá no blog, então, em substituição ao antigo, tá?)
Encantada em conhecer seu espaço e seus poemas! Quem me indicou foi a Leonor Cordeiro. Voltarei mais vezes. Muito prazer!
Cristopher disse…
Muito bom. Trbalho aqui na www.bhsite.com.br com hospedagem de sites e gosto muito de poesia, elas nos fazem pensar e permitem várias interpretações.
Analuka disse…
Voltei, e é um prazer reler este poema!... Como sonhadora que sou, também creio na potência da utopia, ainda que seja apenas para funcionar como caldo às sementes do bem, da ternura, da paz, da poesia...
E, quanto ao teu último post, em relação ao que escreves sobre os livreiros, quero crer, também, que nem todos são iguais: eu mesma conheço um, aqui em Floripa, que é íntegro, honrado e apaixonado pelos livros e autores!...
Beijos alados, amigo querido.

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