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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

DOIS MIL E OITO OU OITENTA
Um ano vivido com ternura e delicadeza para os que visitam o Poesia Sim! Que os sentimentos sejam profundos honestos e bons. Que as alegrias sejam fartas. Que as tristezas vividas sejam apenas as necessárias. Que as esperanças estejam vestidas de luta. Que o amor seja um gesto incondicional e constante. Que as certezas sejam poucas, mas certeiras. Que as dúvidas nos ensinem a pensar. Que a poesia seja o palco de todas as linguagens. E que todas as linguagens tenham como missão traduzir a nobreza e o privilégio de estarmos vivos.

VAIDADE MÉDIA
Não me impressionam os olhos secos da calmaria. Por isso remexo as algemas milenares do meu próprio umbigo traduzido em signos no branco da folha ou mesmo no alaúde virtual do Word. Um branco que não me permite espetar a vaidade com meus dedos roídos.
É assim quando pensamos que estamos inteiros, mas, estamos inteiramente enganados.

benazhir e o bruto

morreu porque
não temia o que pensava

era altiva como altivos são os
arvoredos que deságuam na verde
resistência aos estampidos

- sangue no olho da história

os assassinos de um homem
embrenhado nas trevas
e de uma mulher eivada de luz

eles continuam vestindo os olhos
da morte

como a morte que há no olhar
calhorda de george bush
e bin laden

GILSON PERANZETTA
Ontem a cidade viveu a extensão das suas possibilidades com o concerto de Gilson Peranzetta e Nelson Faria. Eles arrancaram na pele as emoções das pessoas. O encantamento estampado ao olhar de uma lua que surgia tímida no céu de Tambaú...
Hoje pela manhã, eu, Gilson e Eliane demos um rolê pelo centro histórico de João Pessoa. São pessoas do bem e sabem caminhar com dignidade pelo mundo, ancoradas no próprio talento.

O ELOGIO DO ENGANO
Nunca pensei que um erro crasso pudesse salvar a lisura. Em outras palavras: os deuses e as deusas (todos e todas) podem não escrever certo ou errado, mas ao que parece, reconhecem as linhas tortas. Melhor esquecer o que não repercute no silêncio das memórias tardias.

BABILAK BAH
Outro momento de muitos encantamentos nas areias de Tambaú, foi a apresentação do grande amigo de velhas datas, Babilak Bah. Babilak trouxe para o centro da cena musical brasileira a sua experimentação com a sonoridade das enxadas. Babilak, Gilson Peranzeta e outros fizeram parte do Festival Música do Mundo, que sempre acontece na última semana de dezembro em João Pessoa-PB.

E POR FALAR EM VAIDADE, ONDE ANDA VOCÊU?...
“Lau Siqueira dedica às palavras um alto grau de experimentalismo, não só na forma como no conteúdo dos poemas que compõe o livro”. (Hugo Pontes, no Jornal da Cidade - Poços de Caldas-MG, 19/12/07)

5 comentários:

héber sales disse...

Caro Lau, o que ocorreu a Benazhir merece a condenação de todos que acreditam na democracia e na liberdade de opinião/expressão. Agora tem uma coisa muito estranha naquele partido dela: o poder passa de pais para filhos desde que foi fundado. Agora mesmo acabaram de eleger o filho dela, de apenas 19 anos, o presidente do partido e seu sucessor. Eu estou desconfiado de que algo de podre no reino da Benazhir. Se eu estiver lendo pistas falsas, por favor me avise.
Um abraço e feliz ano novo!

Analuka disse...

Caro amigo amado Lau, da alma lunar e alada: lendo as palavras desta tua última postagem, algo me fez pensar, de novo, sobre as sincronicidades: as letras que falam sobre os "olhos de morte" remeteram-me ao seu avesso ou contraponto, as palavras sobre o "olhar da morte", que acabei de postar lá em Ânkoras & Asas, minutos antes de receber tua mensagem no mundo orkutiano!...
Sim, profundas e necessárias reflexões, estas sobre a delicadeza e a brutalidade do bicho humano... Beijos pintados, meu querido.

Márcia disse...

2008 feliz-feliz, meu poetamigo- mais-que-querido. E que nele, a gente consiga se ver mais. ;)
Beijo em tu, em Gabi, em Maíra e Mariana.

javier milanca disse...

hola amigo brasilero de apellido de poetas, le escribo desde Chile para decirle que tiene un muy buen blog y sus recomendaciones son muy interesantes.le doy mi direcci{on de blog por si lo visita javiermilanca.blogspot.com
abrazos desde la distancia de chile, pero desde la cercan{ia de la poesía

PeterPan disse...

Procurei pessoas que partilhassem o mesmo interesse, a mesma paixão que Eu sinto pela poesia. Pessoas do mesmo país que Eu... PORTUGAL! No entanto, apareceram milhares de pessoas de todos os cantos do mundo, mas nenhuma de Portugal... É triste...! Portugal sempre desvalorizou a poesia e nesta minha nobre casa não tenho futuro como poeta. Decidi visitar este blogue, visto que me saltou a atenção o interesse que você tem pela poesia.

Obrigado por existirem pessoas como você que dão atenção à poesia e não a tratam mal.