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segunda-feira, 17 de março de 2008

CLEMENTE PADÍN

He leído el primer cuarteto

(pausa)

Ahora he terminado de leer el segundo quarteto.

(pausa)

Acabo de leer el primer terceto

(pausa)

Finalmente he leído el segundo terceto.

(Soneto do poeta e performista uruguaio, Clemente Padin. Extraído do livro La Poesia es La Poesia. Ediciones Imaginarias)

ENGENHO VELHO
Estive sábado em Engenho Velho, zona rural de João Pessoa, vendo quadrilha junina, forró, reisado... Gente do bem. Contam que por ali viveu Branca Dias, considerada uma heroína do Brasil colonial e condenada pela inquisição. Lugar de fortes energias!

ampulheta

como rio que singra
os dias escorrem

no tempo que
não volta jamais pelo
mesmo buraco

vazante da espera que
não reconhece o fim


INVERSÕES ESTÉTICAS
Nunca me preocuparam as correntes dos ventos. Caminho contra as tempestades, se preciso.

PAULO BRUSCKY
Mais uma vez estive com Paulo Bruscky, um artista importante dos anos posteriores ao concretismo. Para Paulo, a arte transgride os próprios segredos. É um pesquisador, sobretudo, de tudo que circula ao redor do mundo com arrojo estético.

MOACY CIRNE
No Rio, estive com Moacy Cirne. Também uma figura de extrema importância para a compreensão do universo artístico brasileiro nas últimas décadas. Um dos pais do Poema/Processo. O que impressiona em Moacy e Paulo é o vigor, o rigor e a capacidade de permanente superação.

3 comentários:

Nina Araujo disse...

Branca Dias
Edu Lobo
Composição: Indisponível

Esse soluço que ouço, que ouço
Será o vento passando, passando
Pela garganta da noite, da noite
A sua lâmina fria, tão fria
Será o vento cortando, cortando
Com sua foice macia, macia
Será um poço profundo, profundo
Alvoroço, agonia
Será a fúria do vento querendo
Levar teu corpo de moça tão puro
Pelo caminho mais longo e escuro
Pela viagem mais fria e sombria
Esse seu corpo de moça tão branco
Que no clarão do luar se despia
Será o vento noturno clamando
Alvoroço, agonia
Será o espanto do vento querendo
Levar teu corpo de moça tão puro
Pelo caminho mais longo e escuro
Pela viagem mais fria e sombria
Esse soluço que ouço, que ouço
Esse soluço que ouço, que ouço


Lau,eita nós,a força da mulher,tchê...quantos corpos queimaram na Inquisição...Ah,poesia libertadora...Ó como ninguém preta atenção...mando outra proçê...beijos do meu Leblon!!!

É lá...

Lá onde a poesia se pronuncia
Mágica pulsão que canta,
É preciso dizer seu nome alto,
Mato,calcário,flor de planta,
Lá onde mote cura mialgia
Minimalista artista da escrita,
É preciso viver seu pesadelo,
Pêlo,pandeiro,marguerita
É lá onde vovô Gepeto aluou,
Num boneco que é gente e fala,
Que é preciso mala pra ver a rima,
Clima,botina ,boca que embala...


Nina Araújo

Moacy Cirne disse...

Grato, rapaz, pelas amáveis palavras em seu blogue. Você, como eu e o Bruscky, além de outros, não esquecemos a "lição oswaldiana": VER COM OLHOS LIVRFES. Um grande abraço.

Álvaro Andrade disse...

comecei há pouco minha aventura por esse mundo melhor da poesia.
e aqui me pareceu um bom lugar para aprender.
voltarei.

Abraço