ANA HATHERLY

o e
ai e ie o e
o o é
o ai é
ou u eu
e e e
o a a a é
e ou e eu
i e e e i
e eu ou i
é ai é eu
eu a e e
e e ai uo
u e e ua
u i ie e
o o e e
a e e à
(o e, poema de Ana Hatherly em “um calculador de improbabilidades” – Quimera - 1ª edição 2001)

CONVERSANDO COM SERGUILHA
Hoje conversei um pouco no msn com o poeta português, Luis Serguilha sobre o panorama da poesia de língua portuguesa. Falamos dos portugueses Helberto Helder, Ana Hatherly, Luiza Neto Jorge e de brasileiros como Delmo Montenegro, pernambucano, meu grande amigo e poeta dos mais inventivos. Luis também me falou em Ronald August, um gaúcho que nunca ouvi falar e sequer encontrei na net. Alguém aí sabe algo desse poeta?

SOBRE ANA HATHERTLY
Ana nasceu no Porto, em 1929 e iniciou a sua carreira literária em 1958. É poeta, ensaísta, pesquisadora e artista plástica. Destacou-se na poesia experimental portuguesa dos anos 60 e 70, sendo um dos nomes mais representativos da vanguarda portuguesa.

POESIA MARGINAL
Parece que continua rendendo a polêmica entre Amador Ribeiro Neto e Chacal, sobre poesia marginal. Agora no site Cronópios. Amador afirma que, esteticamente, não existe a poesia marginal. Concordo plenamente com ele. Existia sim uma certa conexão espontânea entre uma certa juventude desbundada que escrevia poemas no final dos anos 70. O que Amador está coberto de razão é quando destaca o desprezo dos marginais, de um modo geral, pelos clássicos. Mas, não era bem pelos clássicos e sim pela leitura. Incrível como a leitura era um fator secundário, para a maioria dos marginais. No entanto, salvaram-se alguns nomes com uma história que não pode ser desprezada, como Nicolas Behr, Ulisses Tavares e o próprio Chacal.

LIA DE ITAMARACÁ
Não perco. Se voltar à João Pessoa mais uma vez, não perco. Se eu estiver em alguma cidade e ela também, não perco. É uma rainha negra no palco. Incrível o carisma da Lia de Itamaracá. Um show de cultura popular nordestina, de altíssimo nível. Muita energia movimentando a moçada. Lia é merendeira de uma escola pública estadual, na ilha de Itamaracá-PE. É gênio da raça! Foi tombada como patrimônio vivo do estado de Pernambuco.

COMO UM RIO
Tou invisível de palavras. E um homem invisível de palavras toma a atitude do silêncio. O silêncio absoluto de todas as palavras. O extremo fim de todas as distâncias. Tou incógnito dos sentidos. E meu coração parece um rio...

POEMA DO MEU LIVRO
“O GUARDADOR DE SORRISOS”


por que
escrevo
poemas curtos?


(eu
ando
em
busca
do
silêncio)

Comentários

Constança Lucas disse…
Ana Hatherly tem um livro publicado aqui no Brasil chamado A idade da Escrita -é muito bom

abraços
Constança
Alice disse…
Oi querido!
Trago boas novas...
Se puder aparecer...

Beijo,
Alice

www.asmaravilhasdopaisdealice.blogger.com.br
Clarissa Marinho disse…
"Tou incógnito dos sentidos. E meu coração parece um rio..."
Gostei.Vou copiar e usar! hehe
Anônimo disse…
Pois é... hoje me deu vontade de POESIA SIM.
Mergulhar, me embeber
no rio de metáforas
tecidas em um rio de seda,
memória mal-contida em mil abraços...
Tem um muro ali, bem diante de nós.
Intrasponível...
Saudades Lauzito.
Beijos de Beatriz... adormecida...
Aham!

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