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domingo, 11 de maio de 2008

ANA HATHERLY

o e
ai e ie o e
o o é
o ai é
ou u eu
e e e
o a a a é
e ou e eu
i e e e i
e eu ou i
é ai é eu
eu a e e
e e ai uo
u e e ua
u i ie e
o o e e
a e e à
(o e, poema de Ana Hatherly em “um calculador de improbabilidades” – Quimera - 1ª edição 2001)

CONVERSANDO COM SERGUILHA
Hoje conversei um pouco no msn com o poeta português, Luis Serguilha sobre o panorama da poesia de língua portuguesa. Falamos dos portugueses Helberto Helder, Ana Hatherly, Luiza Neto Jorge e de brasileiros como Delmo Montenegro, pernambucano, meu grande amigo e poeta dos mais inventivos. Luis também me falou em Ronald August, um gaúcho que nunca ouvi falar e sequer encontrei na net. Alguém aí sabe algo desse poeta?

SOBRE ANA HATHERTLY
Ana nasceu no Porto, em 1929 e iniciou a sua carreira literária em 1958. É poeta, ensaísta, pesquisadora e artista plástica. Destacou-se na poesia experimental portuguesa dos anos 60 e 70, sendo um dos nomes mais representativos da vanguarda portuguesa.

POESIA MARGINAL
Parece que continua rendendo a polêmica entre Amador Ribeiro Neto e Chacal, sobre poesia marginal. Agora no site Cronópios. Amador afirma que, esteticamente, não existe a poesia marginal. Concordo plenamente com ele. Existia sim uma certa conexão espontânea entre uma certa juventude desbundada que escrevia poemas no final dos anos 70. O que Amador está coberto de razão é quando destaca o desprezo dos marginais, de um modo geral, pelos clássicos. Mas, não era bem pelos clássicos e sim pela leitura. Incrível como a leitura era um fator secundário, para a maioria dos marginais. No entanto, salvaram-se alguns nomes com uma história que não pode ser desprezada, como Nicolas Behr, Ulisses Tavares e o próprio Chacal.

LIA DE ITAMARACÁ
Não perco. Se voltar à João Pessoa mais uma vez, não perco. Se eu estiver em alguma cidade e ela também, não perco. É uma rainha negra no palco. Incrível o carisma da Lia de Itamaracá. Um show de cultura popular nordestina, de altíssimo nível. Muita energia movimentando a moçada. Lia é merendeira de uma escola pública estadual, na ilha de Itamaracá-PE. É gênio da raça! Foi tombada como patrimônio vivo do estado de Pernambuco.

COMO UM RIO
Tou invisível de palavras. E um homem invisível de palavras toma a atitude do silêncio. O silêncio absoluto de todas as palavras. O extremo fim de todas as distâncias. Tou incógnito dos sentidos. E meu coração parece um rio...

POEMA DO MEU LIVRO
“O GUARDADOR DE SORRISOS”


por que
escrevo
poemas curtos?


(eu
ando
em
busca
do
silêncio)

4 comentários:

Constança Lucas disse...

Ana Hatherly tem um livro publicado aqui no Brasil chamado A idade da Escrita -é muito bom

abraços
Constança

Alice disse...

Oi querido!
Trago boas novas...
Se puder aparecer...

Beijo,
Alice

www.asmaravilhasdopaisdealice.blogger.com.br

Clarissa Marinho disse...

"Tou incógnito dos sentidos. E meu coração parece um rio..."
Gostei.Vou copiar e usar! hehe

Anônimo disse...

Pois é... hoje me deu vontade de POESIA SIM.
Mergulhar, me embeber
no rio de metáforas
tecidas em um rio de seda,
memória mal-contida em mil abraços...
Tem um muro ali, bem diante de nós.
Intrasponível...
Saudades Lauzito.
Beijos de Beatriz... adormecida...
Aham!