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Mostrando postagens de Julho, 2008
outros rios


mar de dentro
murro selvagem

coragem e afago
da mesma ira

átomos da sede
crispando invernias

mundo
de insumos futuristas
ancorados no ar (

digo)

no bar

(ls – poema vermelho)

O COROAMENTO DO SIMPLES
Fiquei pensando, ontem, o que seria aquele momento no bar do JM, no bairro dos Bancários. Noite adentro com Adriana, Dario, Carol, Socorro e Alessandro Tchê. Uma cena comum de amigos tomando uma pra celebrar até mesmo as amarguras. Detalhe: todas as atenções eram para a TV Globo, onde em instantes nosso amigo Tchê iria representar Chacrinha dos 19 aos 30 anos. Muita gritaria nas cenas! Muita alegria com o sucesso do amigo. Parabéns, Tchê!

MINHA LESÃO
Ando largando levemente a minha mão nos teclados. Por esses dias, por conta de uma LER (Lesão Por Esforço Repetitivo), tenho vindo pouco ao mouse e ao teclado buscar outros passos.

ILIMITES
Estamos sempre na medida do erro. A vida está sempre na medida da morte. A soberania está sempre na medida da mais profunda escravidão. Por isso não é a distância…



o poema
não é só linguagem

mas
também miragem

imagem deposta
do avesso

o poema
não é um único rito

é um grilo
no espesso caudal
do silêncio

penso
(ls - poema vermelho)
IMPRESSÃO COLHIDA
Hoje, andando pela avenida, a quarenta por hora, ouvindo Zeca Baleiro cantando coisas tipo: “as palavras são minhas, as verdades são suas”, pensei no que tenho lido e aprendido sobre essa experiência que ao mesmo tempo separa e une as coisas. O que é ao mesmo tempo forma e conteúdo. Seria esse o umbigo do (meu) gosto?

outro lado


nas palavras
que escrevo o poema
sigo em busca da seiva
de um dia passado
nas brancas nuvens de
alguma ária dormida

alguma coisa intensa
que me fez pensar
melhor sobre o direito
de estar dentro de um
oco estandarte
na celebração do eixo

na simulação de um
erro de palco
um cálculo incerto no
meio dos arremedos
de versos que saltam

como os peixes
de rio nenhum

(ls - poemas vermelhos)

CAMINHANDO
Meus dias são de vivência extrema. Cada passo, cada espaço guardado... cada espaço é um jardim e uma horta. Uma mistura d…
primeiro sol


um ensaio do corpo
na manhã que ensaca
as horas vazias

vadias
como quem zela
pelas rupturas do ócio

espetáculo do vento
sobrando nas folhas
da bananeira

um sopro desmedido
tremulando a rede

a sede
armada no vazio

- -

oráculo dos pássaros
cozendo a beleza
no silêncio

...

tudo acorda e a lua
cai em desuso

(ls – da série poemas vermelhos)

POEMAS VERMELHOS
Como já expliquei por aqui, a série de poemas vermelhos representa uma experimentação permanente. Um compromisso descompromissado. São poemas escritos na batata da hora, compondo o post atual do blog. Um planejamento da aventura que é escrever um poema. Portanto, temos por aqui palavras em ebulição. Poemas que compõe um processo criativo sustentado no destemor ao ridículo. Enfim, são poemas que poderão estar apagados em breve, modificados ou até mesmo publicados no meu próximo livro que deverá se chamar mesmo “Poemas Vermelhos” - objeto deste plantio e desta colheita.

“A GERAÇÃO QUE ESBANJOU SEUS POETAS”
Não quero dizer…
cilada

comungo com as pequenas coisas

com o que mergulha no sumidouro
das horas mortas

também com flores miúdas
que harmonizam o jardim e
com abelhas que somem
no invisível

estabeleço um tempo para a fruição do
que mensuro no pulsar das coisas
tortas e nos espaçamentos da alma

depois teço a esperança
retomando o eito do cansaço

como se os limbos da calma que degola
meus gestos pusessem em minhas mãos o
lodo cinzento do que não sou

a lua permanece intacta entre as
nuvens a devorar o uivo e um lobo
sedento de paisagens inanimadas

num sussurro ao silêncio
suprimo o hálito das estrelas e a escuridão
contempla meu olho nu

(ls – da série poemas vermelhos)

CALDO CULTURAL
Participei ontem do Caldo Cultural promovido pelo Espaço Psi, aqui em João Pessoa, falando de política cultural, vida e poesia. Um momento ímpar, uma vez que nunca tinha lido poemas meus em público. Pessoas interessantes e interessadas caminhando comigo na impermanência das idéias que me restaram depois de uma seqüência de noites e noites de sono …