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domingo, 17 de agosto de 2008

mimetismos

em tempo de colheita
vou caminhando pela margem
porque somente através do olhar
retenho todas as cargas

as mais pesadas cabem no esquecimento
as demais acomodo nos erros que penso
e invento

não sei para onde se estendem os braços
trabalhadores depois do engenho que os
consome ao sol de meso dia

não sei quantas jardas abarcam o enluarar
da retina
apenas comungo com o desconhecido

como se o hábito do infinito tingisse em mim
um entulho tresloucado

ainda sou visto no meio da noite imensa
como o que se expõe ao próprio medo

também comungo em ternura
o que dissolve no ar

(ls – da série poemas vermelhos)

CONSTANÇA LUCAS...
Desenhos, gravuras e livros de artista de Renata Gonçalves e Constança Lucas serão tema de debate. Quem estiver por Sampa no dia 23 de agosto, poderá participar de uma conversa com as artistas, a partir das 15 horas, na Graphias – Casa da Gravura (http://graphiascasadagravura.blogspot.com/) que fica localizada na rua Joaquim Távora, 1605 – Vila Mariana, São Paulo-SP (o ponto de referência Instituto Biológico). A exposição das artistas começou no dia 2 e prosseguirá até o dia 28 de agosto.

DEBATE EM RECIFE
No dia 30, às 17h na Livraria Cultura no Centro Histórico de Recife, estarei participando de uma mesa com o tema "Conectando as políticas do livro", dentro do Festival Recifense de Literatura. Participarão do debate, Antônio Campos (IMC/PE), Carlos Augusto Lima (CE ) Gilda Lins ( Ed. Univ/ UFPE ) e José Castilho (UNESP). A coordenação ficará por conta do poeta Delmo Montenegro.

DEBATE EM PORTO ALEGRE
No dia 10 de outubro próximo, a partir das 17 até às 18 horas, no Shopping Total, em Porto Alegre, estarei participando do PortoPoesia (http://www.portopoesia.org/index.php/2o-edicao), um festival de poesia que busca uma aproximação dos poetas gaúchos espalhados pelo mundo e aportados no querido Portinho. Mais notícias sobre o PortoPoesia, aqui: http://www.portocultura.com.br/literatura/index.php?id=8&idNot=1336

CIDADANIA GAÚCHA
Desde que a revista Literária Blau, de Porto Alegre, publicou um poema meu com uma leganda abaixo: “poeta paraibano”, percebi que alguma coisa precisava ser recolocada no lugar. Na verdade, quem me deu a cidadania paraibana foram as pessoas da Paraíba. O acolhimento do povo paraibano à minha poesia e à minha presença no Paraíso que é João Pessoa. Mas, nunca quis abrir mão de ser gaúcho. Nunca abri mão da cuia e da bomba. Nunca abri mão do chimarrão. Por isso é tão importante pra mim voltar ao portinho como poeta gaúcho. Veja aqui uma reportagem da TV Educativa sobre a última edição do PortoPoesia, http://www.youtube.com/watch?v=-z7ycre95lw

2 comentários:

Priscila Lopes disse...

Nunca tive dúvida de que você era gaúcho. Admiro a literatura do Rio Grande do Sul. Abraços!

adelaide amorim disse...

Lau, não sei o que aconteceu, mas o livro não chegou. É a fila que tá grande? Ou será que se extraviou?
Bjs