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Mostrando postagens de Setembro, 2008
huambo
(conversando
com uma fotografia)


teares de fibra
no olhar que espanta poesia é algo
impreciso & imprestável

se não para que bebam
em suas águas as almas
barrentas elas sabem que
a sede é um embuste lirismo urbano
dominando esta impoluta
fala escrita de onde a vida
pluma ou navalha

(ls – poemas vermelhos. Poema em transformação)

VOU PRA PORTO ALEGRE, TCHAU!
Já participei de eventos literários em alguns estados: Rio Grande do Norte, Pernambuco, São Paulo... Nunca no Rio Grande do Sul. Voltar ao meu querido Portinho tem um gosto especial. Sou gaúcho. Morei anos por lá. Será como receber minha cidadania poética. Publiquei meu primeiro livro em 1993, quando já morava na Paraíba. Estou feliz pela oportunidade de participar do PortoPoesia. Dia 10, às 16 horas estarei autografando meu livro na Alameda dos Escritores e às 17h, no Museu do Esporte, vou prum debate sobre poesia com a gauderiada. Tudo no Shopping Total, na av. Cristóvão Colombo. Espero a presença dos amigos e das amigas por lá.

E POR …
zona do ébrio


no
ruído
das asas

(abelhas em vôo sobre
a relva albergada
no silêncio)

o guri noiado
acrobata de semáforo
caminhando em direção
ao cercado fumê

) bah

as mesmas asas partidas
do anjo barroco guardado
na orgia das palmas

(fosco
é o brilho
do nome)

some

(ls - poema vermelho)

Quando escreve, qual o efeito estético visado?
Quando escrevo é como se mergulhasse num oceano muito profundo. No caminho vou descobrindo peixes e algas... visões e invenções de areias e pedras com as quais vou elaborando efeitos que, muitas vezes, me surpreendem e revelam as imensas possibilidades do poema.Andando por esta vida de alegorias e espasmos começo a perceber tardiamente a desintegração do ócio

ALGARAVARIA
O texto acima foi extraído de uma entrevista minha ao blog Algaravária, do poeta e amigo Carlos Bensen.

GUSTAVO LIMEIRA
Quando lancei O Guardador de Sorrisos, em 1998, no Pavilhão do Chá, em João Pessoa, Gustavo Limeira tinha apenas 5 anos. Fez questão de recitar meus poemas numa…
retícula

na teia de um comício
guardo este sorriso
meia-boca

sem meias verdades em
palavras que transbordam
num texto sentido

enfim

:

a vida passou por aqui

!

(ls – da série poemas vermelhos)

O DEBATE EM RECIFE
Foi bom estar em Recife com gente massa, rever amigos. Fiquei aperreado porque cheguei na Livraria Cultura na mesma hora que o poeta Delmo Montenegro, o coordenador a mesa para a qual eu estava escalado. Atrasei! Na verdade, a própria mesa estava atrasada. Mas, sempre é bom participar de eventos como o Festival Recifense de Literatura. Pesa-me alguma coisa na revolta quando penso nessa discussão sobre as possibilidades do livro e da leitura. No mais, foi tudo muito fulminante.

EU NA CRONÓPIOS
Foi fulminante, por exemplo (logo após o término do nosso debate) o convite do poeta Edson Cruz, editor da revista Cronópios. Ele me convidou para assinar uma coluna na revista. Claro, aceitei. Fiquei super feliz com o convite. Trata-se de uma revista super conceituada, com um quadro de colunistas do pri…