olhar

o que não dizem
esses olhos fechados
que consomem o zinco
dos telhados antigos

onde o granizo ainda
batuca seus gemidos
numa noite que dorme
lá fora

ufa!

(ls – poemas vermelhos)


DONALDO SCHÜLER
Fiquei impressionado com a figura do Professor Donaldo Schüller, no PortoPoesia2. Aquele senhor de terno, gravata e touca de rapper na cabeça. Exatamente ele que disse ter nascido a 12 bilhões de anos, com a convicção dos eternos. Devia ter pedido o autógrafo. Comprei um exemplar de “Poesia Modernista do Rio Grande do Sul”. Donaldo Schüller é um erudito, sem pompas, sem teses... ele faz do pensar a poesia uma balada do cotidiano.

CRONÓPIOS
Comecei a escrever e tive que interromper por questões outras, a minha próxima coluna no portal Cronópios, sobre as coisas que me chamaram a atenção no Porto Poesia. Um festival de poesia diferente, pois reúne as diferentes tribos locais, numa mesma pajelança. Adorei a presença do poeta Oliveira Silveira no evento, discutindo a poesia negra. Gostei de ter conhecido Ronald Augusto. Um puta dum poeta! Encontrei Mara Faturi, poeta muito interessante que constrói hai-kais de impacto. E a simpática e talentosa Cacau. Enfim, o PortoPoesia ainda pulsa em mim.

CONDIÇÃO
Alimentar o blog significa escrever mais um poema. Tem sido assim. Necessariamente, sento em frente ao computador e começo a escrever um poema. Não espero pela inspiração. Muito menos, transpiro. O poema nasce como um cálice e meio de tinto. O contido e o transbordado em composição na toalha branca. Depois faço umas anotações para preencher os espaços daquela edição. Aliás, não foi diferente agora.

RECIFE

Amanhã vou pra Recife, pra um encontro do IPHAN. Abre-se uma janela para a perspectiva de um desenvolvimento sustentável no Centro Histórico de João Pessoa. Vamos fazer o que nos cabe. E construir, construir, construir... nesta área tombada e construída. Vamos construir novas perspectivas a partir da posse do lugar por parte da comunidade e dos que acreditam na viabilidade econômica da área.

Comentários

Não acho que escrever tenha que ser um parto difícil e doloroso. Tem que ser como uma lembrança boa, surge quando menos se espera, sem fazer força e o melhor: faz bem!
jocivan pinheiro disse…
escrever poema pra blog
é um perigo
eu não aconselho
não será como um texto sentido
(www.ratonaintimidade.blogspot.com)
Márcia disse…
Eita, vem aqui? Se der, me liga.
Saudaaaaaaaaaaaadesssssss de tu.
mayra disse…
Papi, acredito que um desenvolvimento sustentável é a palavra chave para o centro histórico de nossa cidade, que é uma aréa rica em acontecimentos importantes em todo o BrasiL e especialmente para a Paraíba. E agora vejo as inúmeras possibilidades de investir em cultura na nossa cidade... e as portas estão se abrindo!!! :)
Loba disse…
Poesia Sim!
Parece que há anos, aportei aqui um dia. Me senti pequena diante deste Poesia Sim! Talvez pela força do poema que na época eu perseguia. Hoje me libertei. Não sou poeta, nunca serei. E li com gosto toda poesia que encontrei aqui. E ela me pareceu ainda mais poesia.
Salve Poeta!
Beijo procê.
Assis de Mello disse…
Grande Lau,
Obrigado por sua postagem lá no meu blog.
Terminei de colocar lá um poema pra você. Espero que goste.
Estou trocando o link do seu antigo blog para este novo, ok ? Se quiser possop manter os dois.
Abração,
Chico
Anônimo disse…
Vixe! É tão bom teu retorno... Fico feliz diante do seu compromisso com àquele pedaço do centro histórico, pedaço esse que se estende por toda a capital. Parabéns! Isso tudo também lembra a Agenda 21 Local – Vale do Gramame.
Beijinhos sem mira ;)
paulo de toledo disse…
lau, tudo certinho?
vejo q vc conheceu meu camara-editor, o ronald. o cara, além de um editor perspicaz, é um puta poeta!
voltarei sempre.
abração

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