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Mostrando postagens de Novembro, 2008
mel de clorofila



almas queimadas
num samba de meia lua

balas perdidas nos desencorpos
castiços de jó (natimuros)

coça um alívio de arreios
dum tempo vivido no cabresto

porsupuesto

o poema não é presa da agonia

)
ah
poesia
(

poesia é abelha africana
e pólen nos becos da linguagem

como a certeza
que voejou pela fresta da
inquietude

foda-se
fiz o que pude

(lau siqueira – poema vermelho)

ESCREVER POEMAS
Buscar uma razão racional para escrever poemas é algo insano e insólito. Uma insanidade que não permanece quando as palavras saltam pelos cotovelos e formam-se convidando-nos para um bailado de significados e significantes em pulsações irmanadas ao soluço abstrato de um conhecimento imenso, imenso, profundo... sem fundo!

DO ESTALO À ARTESANIA
Não espero muito tempo. A inspiração é sempre do tamanho da minha atitude. Sento em frente ao computador (praticamente todos os dias) e escrevo um poema. Alguns impublicáveis. Muitos poemas podres. Na verdade, talvez nem poemas sejam. Mas, estou lá. Todo dia estou a posto…
mosaico antigo

o poema é a pele
de um estranho segredo

cada palavra
ou mesmo cada pedra
sorvendo a respiração
de um átomo

)átomo átomo átomo(

(

o poema é a pele
de um estranho segredo


)...

todo poema
é um vácuo

silêncio sensato

(um nada de fato)

(poema vermelho – lau siqueira)

PARA MORDER AS NECESSIDADES
Este blog foi criado de forma bastante aleatória. Descobri a ferramenta com minha filha, Mariana e logo em seguida comecei a escrever textos sem impessoalidade alguma. Poeiras de uma existência em polvorosa. Preferi não perder a intimidade com os leitores do Poesia Sim, abrindo as entranhas de coisas que passariam mordidas pelo acaso. No entanto, estou aqui para morder as minhas necessidades libertárias. Meu blog existe para morder pertinências impessoais... não mais!

UM OLHAR DE ESPANTO
Tento sempre que posso, emergir de mim mesmo. Quase impossível! Uma estranha impulsão contrapõe as residências do olhar, num espanto que se espraia pelo quarto e diz que viver é uma aventura sem fim... Enfim... fim!

MODEL…
enquanto não surgem
)))))no meu quintal((((((((((
as flores do mandacaru...




quando entre o grito
e a margem convergimos
para as possibilidades
de um pássaro sem
medo dos outros

mutantes & permeados
pela infâmia vamos aos
limites do eixo

onde as
borboletas dizem sim

e nada mais importa...

nem o segredo
que revolta

nem o certo
em linhas tortas

(poema vermelho – lau siqueira)

VIVA A LEITURA
Não há quem não fique impressionado com alguns dados do livro Retratos da Leitura no Brasil, organizado por Galeno Amorim. Por exemplo, é onde soube que em alguns estados a leitura de livros de poemas é a mais popular. Superando inclusive livros religiosos. Pode?

SEREI UMA ESTATÍSTICA?
Sou poeta e meu próprio editor. Mais recentemente, sou também agente oculto das vendas do meu livro, Texto Sentido. Sou o livreiro! Mantenho contato direto com leitores e leitoras. Vendo meu livro por um único canal: este blog – Poesia Sim, no link ao lado. Abaixo da foto da capa. No alcance do mouse! O preço é bem razoável: R$ 10,00. Po…
olhos
sombrios
por onde o silêncio
espalha suas águas
e mergulha
no impróprio desejo
de existir no pleno
êxito da palavra nó

.......(ciência & arte)

cristo e judas cara-a
-cara com os sinos
que não cabem mais
no anoitecer de
corações ungidos
pelas próprias
culpas

no mais somos algo
em torno de uma
lua em descoberta

cenário gris de
nuvem deserta

nos alambrados
de uma saudade
infame

(poemas vermelhos - ls)


ARTUR MOREIRA LIMA
Saí ontem, depois do trabalho, em direção à Campina Grande. Fui assistir o concerto do grande Artur Moreira Lima no Parque do Povo. Uma beleza, Artur tocando Piazzola! Então começaram os foguetes. Muitos e muito próximos. Artur deu uma pausa. Os foguetes pararam. Ele voltou e concluiu magistralmente o concerto. Então vieram as carreatas, mais foguetes. E um engarrafamento de campinenses eufóricos com a cassação do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, por crime eleitoral. Um momento histórico conjugando um grande concerto com a queda do império Cunha Lima.

BIENAL DO LIVRO DE FORTALEZ…
berimbau de lua


antes que tudo
fuja aos meus pés

vou caminhando

isento das alegrias
fúteis e das tristezas
dispensáveis

vou como um bárbaro
mirando a lua

viajante do tempo

na beira de um açude
de coisas ocultas

caminho como quem
sabe das bifurcações
e dos disfarces

com medo do que
não amedronta
mais

(poema vermelho – ls)

NA CARAVANA DA LEITURA
Numa palestra brilhante da jornalista Laura Sandroni sobre Monteiro Lobato, no Centro Cultural Zarinha, aqui em João Pessoa, descobri o lado visionário do autor de Reinações de Narizinho e outros clássicos da literatura infantil. Se não estou enganado, foi a escritora Yó Limeira quem reavivou nossas memórias acerca do romance “O presidente negro”. Na verdade, o livro foi publicado com o título “O choque das raças”, em 1926. Sua primeira edição chegou ao público como folhetim, no jornal carioca A Manhã, onde Lobato falava da eleição de um negro para a Casa Branca. Duas décadas depois o título do livro foi trocando para “O presidente negro.”

O Presidente Negro
A narrat…
madrugar-me

duas formigas cruzam a parede
por detrás do monitor samsung

fugidias e anacrônicas

são palavras
na medida em que os dedos
bailam por sobre o design
do teclado

catandopalavrascatandopal
avrascatandopalavrascatan

do para surgir do espanto
num poema sem clero sem roteiro
e sem redoma

abre aspas
abstrato em conteúdo & forma
fecha aspas

preocupado com o
efeito estufa e com a bufa
da rainha da inglaterra

(suspiro)

sem incêndio de artérias

transbordando no vinhoto

um poema
outroainda que pouco

(poemas vermelhos – ls)

ÀS EMOÇÕES SELETIVAS
Enquanto sonhávamos juntos, fomos tecendo as fibras de um espelho invisível. No centro da cena, uma simbologia pagã. O fator humano preponderando sobre as esponjas macias da estratificação social. E finalmente, na velha luta do bem contra o mal, acabei me dando Lau.

ENQUANTO VÃO
ESCURECENDO AS RUAS
Chego em casa no início da noite. Pouca coisa pra fazer diante de um quadro doméstico JÁ determinado. Depois das 23h, começam a pipocar palavras na memória perdida... e a puls…
tri-bala!

olhos vermelhos
de espanto

reconheceu laços
no abraço

recebeu do barro
palavras necessárias
ao poema

( pausa
de estranhamento )

tudo num porto
quando em poesia
a vida transbordava

( )

andou pelo tempo

e o poema nada

nada nada nada nada
como um demiurgo
náufrago de lua

(Cacau, essa é tua! – ls)

BALA
Aqui é massa, lá é bala. Um show é massa aqui. Nos pampas, o mesmo show será bala. Bala é coisa que sai da boca de menino bom da zona sul de Porto Alegre. Bah! Linguagem é uma viagem. Essa foi pro Lucca.

PALAVRAS DE ÁGUIA
Um poeta paraibano está divulgando seu blog. É o meu amigo Águia Mendes. Confira: http://aguiamendes.blogspot.com/

OS FILHOS DOS HOMENS
Parece que a possibilidade de um homem parir já é realidade. Revistas dizem que Assis Brasil é tão pai literário de Daniel Galera quanto Raimundo Carreiro de Marcelino Freire. Sendo assim, quem são as mães literárias dos meninos? Mas o que está em questão é o seguinte: Oficinas literárias produzem talentos? O diálogo será na caixinha de responsa dos reca…