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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Fotografobia


Guardo as imagens que recolho na memória.
Ou mesmo na falta dela.

Sou um pensador de memórias não vividas
para uma vida de tecer memórias antigas...

(lau siqueira)


VERMELHO ANTIGO
O poema acima foi escrito há algum tempo. Parece que nem no blog foi publicado. Agora, decidi recuperá-lo para os visitantes deste jardim de idílios, entulhos e conflitos. Decidi abrir com ele o livro “Poemas Vermelhos” (que será em preto e branco). Depois de concluir a seleção - provavelmente até o final do primeiro semestre de 2009 - passo a bola para a arte delicada de Constança Lucas que assinará comigo a obra.

SERENATA
A beleza é algo necessariamente suave e ao mesmo tempo agudo. Algo que não se vincula a padrões fora do impulso lívido de uma folha que cai lentamente de uma árvore, cumprindo os círculos do seu próprio destino.

POIS É...
Fiquei bem impressionado com a ousadia da livraria Poesia Incompleta, de Lisboa, destacada no post anterior. Mário Guerra, você está de parabéns! E obrigado pela visita. Aos céticos eu pergunto: será mesmo que poesia não vende?

HIPOCRISIA CONTÁBIL
Imperdível a entrevista do ministro Juca Ferreira na revista Cult, número 129. Nosso ministro teve a dignidade de denunciar o formato atual da Lei Rouanet. Realmente, é demais. O dinheiro público está financiando projetos de corporações bilionárias como o Itaú Cultural. A lei está ajudando esses tubarões na lida com os impostos. “Eu considero a lei Rouanet uma malversação do dinheiro público”, diz o ministro. Um dos mais importantes movimentos da cultura brasileira, a Semana de Arte Moderna, foi integralmente custeada pelo mecenato. É preciso mesmo mexer neste vespeiro.

UMBERTO ECO
Adoro ler Umberto Eco. Hoje comprei um livro de ensaios sobre literatura, onde se lê coisas tipo: “A leitura de obras literárias nos obriga a um exercício de fidelidade e de respeito na liberdade da interpretação. Há uma perigosa heresia crítica, típica dos nossos dias, para a qual de uma obra literária pode-se fazer o que se queira, nela lendo aquilo que nossos mais incontroláveis impulsos no sugerirem. Não é verdade. As obras literárias nos convidam à liberdade da interpretação, pois propõem um discursos com muitos planos de leitura e nos colocam diante das ambigüidades, da linguagem e da vida.” Bravo! Este é o Eco que não se repete.

O BLOG SARAMAGO
Alguém já visitou o blog do José Saramago? Lá vai o endereço:
http://caderno.josesaramago.org . Boa viagem!

COMPLEXO DE TANAJURA
Nos comentários do post anterior, minha querida Dina - que sabe tudo de formigas (e tem complexo de tanajura), questiona o fato inusitado da formiga solitária que inspirou o poema. Ela afirma que formigas andam em grupo.
Dina, essas são as formigas operárias. As poéticas são mesmo solitárias. E minhocas, Dina, andam em grupo? Minhocas solitárias são poéticas? Ou solitárias? (risos)

Fui!

6 comentários:

Dina disse...

Minhoca não anda em grupo, mas contribui com a arte, pois constrói galerias.

Pavitra disse...


Adorei o Fotografobia! rs

Nem comentarei sobre a hipocrisia contábil, pq sou contadora e, se for falar, não vai sobrar espaço por aqui.

E o blog do SaraMago é mesmo uma viagem... Acompanho de pertinho.

LAU SIQUEIRA disse...

Dina, genial! Finalmente vc diz algo genial... rsrsrsrs

Gil de todos os dias disse...

Que dica maravilhosa o blog do Saramago! Não dá pra acreditar que ele, Saramago, é gente como a gente e tem um blog!! =)

Analuka disse...

Bom passear por aqui... Abraços azuis, amigo.

Simone Gois disse...

Oi Lau,
Esses seus comentários dão uma sensação de que estamos bem próximos batendo o maior papo, muito legal.

essa da formiga poética foi dez!!!
beijos