domingo, 21 de dezembro de 2008

no ranger das
horas ocas

não estou mais aqui

minha passagem foi
no brado do instante

pedaço despido de
mar ondulando ócio

num homem pedra

que merda

(lau Siqueira – poema vermelho)

DA POESIA E DO COTIDIANO
Logicamente que nem todos com o mesmo grau de inventividade, mas todo poeta tem um ponto de partida. Por mais rudimentar, portanto, o método existe. Particularmente, insisto em escrever poemas há décadas. Sem grandes pretensões de colher boas leituras e muito menos de colecionar elogios consagrados. No meu circo, ando em círculos construindo ciclos (brincadeira... rsrsrs). Então, aproveito o clima natalino para agradecer aos visitantes. Mesmo os silenciosos. Agradeço especialmente os que catalogaram o Poesia Sim para acompanhamento. Aos amigos que por aqui transitam, enfim! Um bom Natal! Sejamos felizes, pois certamente merecemos.

TEMPO DE MUDANÇA
O ano de 2009 está aí, batendo na porta. Vamos deixá-lo entrar! Vamos recebê-lo com suavidade e coragem. Que venham os novos dias, cheios de dificuldades, mas também cheios de desafios a serem vencidos. Caminharemos com essa busca pelas “imperfeições da batida” (viu, Marcelo D2), na construção de uma poesia incompleta. Uma poesia que jamais se bastará. Todavia, será imprescindível exatamente por isso.

MUDANÇA DE TUDO
Mudar as coisas de lugar. Ajeitar os livros nas estantes. Mudar a posição das coisas na casa. Mudar de casa, talvez. O tempo guarda necessidades na mudança de tudo. Cruzar a intempérie dos dias de cabeça erguida. Com a dignidade de quem sonha e acredita. Afinal, mano, “é nóis na fita”.

poema sujo

calma ferreira
não vou gullar seu poema

apenas quero dizer que
me comovem as horas incontáveis que
transitam neste milênio que começa
com bafo de rabo sujo

é quando a poesia bufa os seus pensares
e o pensamento brilha onde não há mais

nada

(...)

não jogo lixo no chão

(lau siqueira – poema vermelho)

PEQUENAS FRASES...
Mínimas, às vezes. Mas, como atordoam! É como se estivéssemos sempre com algum setor da existência em desabrigo, mergulhado no esquecimento...

6 comentários:

Pavitra disse...


lau, tudo é mesmo um álibe inexprimível:

essa sua poesia
que tbm me traz estios

o elemento químico
e alquímico
das suas palavras

e seus poemas vermelhos
me tingindo


beijão! e feliz natal!


p.s. eu tbm não jogo lixo no chão - reciclo! rs

Dina disse...

Eu senti apreensão, e não suavidade, nas entrelinhas dos votos para 2009. Não sei por quê.

fred disse...

Feliz Natal também para você e para os seus, Lau.
Grande abraço

Miguel Barroso disse...

abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

Clarissa Marinho disse...

"Cruzar a intempérie dos dias de cabeça erguida. Com a dignidade de quem sonha e acredita."
Que 2009 seja sempre permeado dessa esperança bonita e dessa positividade.Feliz 2009!
;*

L. Rafael Nolli disse...

Lau, muito bacana esses poemas vermelhos. Sempre muito bom o material encontrado aqui. Abraços.