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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Tinto Seco


Querido diário. Vírgula.
Novalinha. Sou um cidadão do meu tempo. Ponto. Olho ao redor e vejo que a esperança habita somente os olhos de quem luta. Ponto. Vejo lampejos de medusa. Ponto. Vejo tudo pelo olhar que assusta. Ponto. Vejo a louca entre a viagem e a musa. Ponto. Ponto. Ponto. Vejo a vida difusa. Ponto. Inconclusa. Ponto. E ponto. Ponto.


(do meu quarto livro, Texto Sentido)

ELEONORA FALCONE
“Cantora de voz bem pessoal, afinada, Eleonora Falcone faz uma equilibrada mistura de ritmos regionais com intenção pop/rock.” José Teles – Jornal do Commércio (Recife, 27/09/08). Esta é a minha amiga querida, Eleonora Falcone que estará no próximo dia 1 de fevereiro, às 19h, no Papagaio Pirata, o novo point da música paraibana. Para quem não conhece, fica exatamente ali no Ponto Extremo Oriental das Américas, na Capital das Acácias-PB - Av. Cabo Branco, 4696 (próximo à Praça de Iemanjá). Ingressos por apenas 5 pilas. Para completar a noite, o som universal da ótima Néctar do Groove. Imperdível! Veja um pouco de Eleonora no seu site!

JOSÉ SARAMAGO
“Não sei como o perceberão as crianças de agora, mas, naquelas épocas remotas, para as infâncias que fomos, o tempo aparecia-nos como feito de uma espécie particular de horas, todas lentas, arrastadas, intermináveis. Tiveram de passar alguns anos para que começássemos a compreender, já sem remédio, que cada uma tinha apenas sessenta minutos, e, mais tarde ainda, teríamos a certeza de que todos estes, sem excepção, acabavam ao fim de sessenta segundos...”
(do livro “As pequenas memórias” – Cia das Letras, do genial Saramago. Um outro livro dele que indico é “A história do cerco de Lisboa.”)

ANDREA MOTTA
Na pele de muso, fico mudo. Apenas escuto os versos que vem no silêncio, depositados no ubre do Orkut. Agradeço à querida Andréa tamanha inspiração. Visite o poema pelos becos do meu Orkut.
http://www.orkut.com.br/Main#Scrapbook.aspx – Confira Andréa Motta de punho próprio.

POETAS MERIDIONAIS

Chega de Foz do Iguaçu-PR, o blog http://poeteias.blogspot.com/ apresentando o poeta Rodrigo Madeira http://poeteias.blogspot.com/search/label/rodrigo%20madeira que por aqui derramo em razão da sempre pulsante poesia brasileira que, convenhamos, não precisa das costumeiras vaidades consagradas para definir seus rumos. Sem resenhas dúbias nos grandes jornais a juventude brasileira explode em poesia mais do que nunca. Apesar dos chatos de galocha, como Millor Fernandes, entenderem exatamente o contrário.

SOBRE OBAMA E O MUNDO
Confesso que sou leitor assíduo de alguns blogs. Uns de novos, novíssimos baianos, paraibanos, paranaenses... Outros de antigos habitantes da palavra, como o poeta Antônio Cícero. É do blog do Acontecimentos que trago o para o Poesia Sim o texto mais lúcido que li sobre a chegada de Obama ao assento dos homens que detonam o mundo. Realmente, Cícero tem razão Leia aqui!

mote perpétuo


na teia do pescoço
o espelho

sou mais arrocho
que arreio

(o tinto ficou
pelo
m
e
i
o
)

o sangue também
é vermelho

volta e meia
candeio

não rimo


de
van
ei
o


(improvivo e a cores, pra minha amiga queridEunice, minha amiga margarida boreal)

4 comentários:

Mayra disse...

Papi, eu quero ir pra o show de Nora! :D
E sobre o meu tempo de infância também achava o tempo lento e gostosíssimo, eu sempre me pegava dizendo que adorava ser criança, e tinha uns mecanismos mesmo meus de deixar registrado pra sempre certos momentos ... Como um dia que estava num belo dia de sol brincando com as ondas do mar,e eu pensava assim "quero lembrar desse momento pra sempre" e assim se fez! :) " Onde está seu pensamento, aí está vc"
Te amo muito meu papi!
Obrigada por TUDO! cheiro no ôio! ahuahahuaha

Anônimo disse...

"a esperança habita somente os olhos de quem luta."

Lau, este poema transborda você, você, você...
Um beijo meu amigo.
Beatriz

Clarissa Marinho disse...

"volta e meia
candeio

híbrido & estático

não rimo


de
van
ei
o

num só tempo
triste & simpático"


Um poema que não nega seu dono!
;)

Anônimo disse...

Lau,
o eu lírico pode preferir o devaneio, mas a rima, embora não a comum aparece aí. E, particularmente, gostei da rima entre a palavra oculta "teia" e "veia". Entre "simpático" e "estático" uma possivel leitura poderia relacionar as duas palavras e fazê-las completares desse eu q devaneia e está sempre entre duas intâncias. Entretanto, a leitura me conduz contemplar toda a diversidade do triste, do estático, do simpático e sobretudo do híbrido. A quebra do verso, o ritmo fragmentado refletem tão bem quanto o espelho do segundo verso, a diferença é q um reflete o exterior e o outro o interior. Sei lá, essa foi a minha primeira impressão de leitura.
Um Beijo,
Cláudia