blindagem


vivo neste redemoinho
como um cogumelo de ondas
invisíveis sobre a areia

um nada que se avoluma cada
vez que domino a palavra
como amante que permanece
esguio diante do amor

começo a tecer meus rios
paralelos como os rios que em
mim permanecem

cálidos e recorrentes



... uma vez vencido sou outro


(poema do meu quarto livro, Texto Sentido)

PRÊMIO SÃO PAULO DE LITERATURA
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, lança nesta sexta, 13 de fevereiro, o concurso Prêmio São Paulo de Literatura 2009. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de março e os interessados poderão acessar o regulamento no portal http://www.cultura.sp.gov.br/. Podem concorrer livros de ficção no gênero romance lançados no ano de 2008. A entrega dos documentos deverá ser efetuada por Via Postal ou no Núcleo de Protocolo e Expedição da Secretaria de Estado da Cultura (na Rua Mauá nº 51, Bairro Luz, São Paulo - SP, CEP 01028-900).

ZERO PARA A CULTURA
Minha irmã e minha sobrinha vieram de Porto Alegre passar uns dias em João Pessoa. (Saia mais barato vir para João Pessoa que pagar um aluguel no litoral gaucho, em Capão da Canoa.) Na bagagem, dois dos mais importantes jornais gaúchos. Zero Hora e Jornal do Comercio. Infelizmente pude observar que o espaço dedicado a cultura e principalmente para a cultura local é praticamente zero. No outro jornal pampeano, o Correio do Povo, não e diferente. Neste sentido a Paraíba está anos luz na frente. Os editores de cultura recebem muito bem a produção local.

RECEBIDOS
Quase nunca comento aqui, mas sempre recebo livros de poetas dos mais diferentes lugares. Esta semana, recebi uma plaquete de dois poetas que muito admiro, Paulo de Toledo e Rodrigo de Sousa Leão. Um de Santos-SP e outro do Rio de Janeiro. Também recebi o livro Excursão Incógnita, do poeta Jean N. B. Moura, nascido na Bahia e residente em Itaquaquecetuba. Repita comigo: Itaquaquecetuba, interior do estado de São Paulo. Agradeço aos poetas essa tão imensa gentileza.

ANTÔNIO MARIANO
Um guerreiro das palavras e da vida! Esse é o poeta Antônio Mariano. Além de ser um nome respeitabilíssimo na cena contemporânea da Literatura Brasileira, é um sujeito de rara sensibilidade. Ideologicamente e esteticamente muito bem definido. Mariano é, também, um grande agitador cultural na capital da Paraíba. Um amigo muito especial, cidadão digno, de quem sou fã em todos os sentidos e por quem coloco a mão no fogo seja qual for a circunstância. Finalizo esta edição com uma pequena homenagem ao poeta de “Guarda Chuvas Esquecidos” (Edições Lamparina-RJ), uma das mais densas publicações de poesia paraibana na ultima década. O poema abaixo pertence ao seu primeiro livro, O Gozo Insólito.

UM HAICAI DE ANTÔNIO MARIANO

um copo-cerveja
tantos, tontos quês a limpos
e nele me vejo


(Do primeiro livro do poeta Antônio Mariano, O Gozo Insólito, Scortecci Editora-SP, 1991)

VISITANTE MIL
O visitante de numero 1.000 (mil), por favor, escreva para o e-mail lausiqueira@gmail.com enviando o endereço para o envio de um exemplar do livro Texto Sentido. Se quiser, claro.

Comentários

BAR DO BARDO disse…
gostei dos textos.
bom conhecer a galera nova - ou nem tão nova. eu, que já estou na tão velha, fico feliz...

poiésis, sim!!!
Anônimo disse…
Caríssimo mano, grato demais pelo seu carinho e pela sua atenção. Tudo que você diz de mim eu assino em relação a você. Grande abraço, Lau.
paulo de toledo disse…
brigadão pelo toque, lau!
aquele abraço
SAM disse…
Lau,

Adorei seu poema, colocar as informações em dia ( um viva a João Pessoa!) e amei este haicai de Antonio Mariano! E tenho colocado "tantos, tontos quês a limpos..."

Beijos e bom carnaval!

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