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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


divina sentença


como se não fosse o fato
no oco de um todo consumado

- coração de alquimias
tramando os olhos do passado

como se não fosse um ato
- cenário de sombras sumidas
num hiato

)colheitas de abismo e arte(

num coração de alquimias
tramando os olhos do passado

minh’alma desvestida do espanto
...desnudada no acalanto
da luz do desenluarar

)colheitas de abismo e arte(

como se um açude muito
profundo
pudesse guardar um coração

ferido de morte


ls – poema vermelho. Pruma amiga que reencarnou seus afetos)

8 comentários:

BAR DO BARDO disse...

bom texto.

e com açude.

saudade do nordeste...

Alvaro Oliveira disse...

bem-vindo ao blog Alvaro Oliveira-
-poesia. com muito agrado registei
sua entrada como seguidor.
Visitei seu blog e gostei do seu
conteudo. Bonito este poema.
Tornar-me-ei seguidor do seu blog.

Um abraço

Alvaro Oliveira

José Carlos Brandão disse...

Colheitas de abismo
num coração de alquimia
ferido de morte.

Desentranho um haicai do seu poema.
Abraços.

Adriana disse...

como se um açude muito profundo
pudesse guardar um coração
ferido de morte...que lindo! mas tristinho :(

Hercília Fernandes disse...

...como se [não] fosse...

às vezes o poeta põe dúvida e/ou nega para dizer e afirma para esconder e/ou fingir nada revelar...

No final é,

"como se um açude muito
profundo
pudesse guardar um coração".

Nesse poema, o seu coração "pulsa" com toda intensidade do "impossível crível". Parabéns, lau!

*Mudando de assunto...

Tomei a liberdade de incluir dois de seus poemas, fornecendo os devidos créditos autorais, em uma postagem lá no Novidades & Velharias, conjuntamente com textos de os poetas Cisco Zappa, Fred Mattos e Marcelo Novaes.

Espero que aprecie...

Forte abraço,
Hercília.

nydia bonetti disse...

Que lindo, Lau.

nydia bonetti disse...

Lau
Uma alegria ter você acompanhando o LONGITUDES. Eu já te acompanho há tempos... (risos)
Obrigada.
Abraços
Nydia

Ada disse...

Belíssimo o poema.
Mas por quê necessariamente triste?