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segunda-feira, 30 de março de 2009

pornografia brasileira



madrugada

três meninos
ajeitam seus lençóis
de sacos e jornais
no mercado público
de mangabeira

chove

(poema do meu segundo livro, O guardador de sorrisos)

SOBRE TÍTULOS E LIVROS
“O batismo do livro” é o titulo de uma matéria do grande Bráulio Tavares - paraibano de tutano - na revista Literatura. Tudo a ver com um dos tópicos da edição anterior do Poesia Sim. O que achei interessante no texto foram algumas informações bastante curiosas, por exemplo, acerca de títulos que foram mudados na última hora. Por exemplo, a trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Veríssimo, se chamaria O Vento e o Tempo. Erico só mudou o título na hora de ir pra gráfica. Com Graciliano Ramos ia acontecendo o mesmo. Vidas Secas se chamaria O Mundo Cheio de Penas.

LUIZ OTAVIO OLIANE
Recebi uma homenagem carinhosa do poeta carioca Luiz Otávio Oliani. Vejam o e-mail que me envia: "Caro Lau Siqueira (...)
Escrevo-lhe por um motivo único. Este ano sairá o meu segundo livro de poemas. Nele, incluí texto dedicado a você. Ocorre que, após ler os livros que você me enviou , ""Sem Meias palavras" e "Texto Sentido" escrevi o poema "Processo" que ora lhe envio. Creio que o nosso trabalho tem uma tônica em não desperdiçar palavras. Espero que aprecie. Caso queira divulgá-lo, tem toda liberdade. Abraço do carioca Luiz Otávio Oliani"
Eis o poema do amigo Oliani:

PROCESSO
A Lau Siqueira
escrevo
o que desescrevo
o que não falta:
o excesso em mim

RETALHOS DO MODERNISMO
Vale a pena conhecer o blog do amigo Luiz de Almeida, um apaixonado pesquisador do Modernismo. O blog é dos mais interessantes para quem brinca com as palavras, mas leva a História da Poesia à sério. São textos, artigos, ensaios, depoimentos, entrevistas, livros. Tudo sobre a Semana de Arte Moderna de 1922. Confira! Se não puder conferir agora, procure entre os meus links. Não deu pra resistir. Vou linkar, depois peço autorização para o dono. Eis um blog que pode ser utilizado como permanente fonte de pesquisa para poetas e estudiosos do Modernismo Brasileiro.

A ONDA DO BANDEIRA
Saiu na revista Literatura que o poeta Manuel Bandeira contava sempre que aos dez anos se encontrara com Machado de Assis numa viagem de trem. Atrevido, perguntou ao já consagrado escritor: “O senhor gosta de Camões?” e recitou uma oitava dos Lusíadas. Segundo contava na época, Machado não lembrava desse texto. Já na velhice, Bandeira confessou que era mentira. Inventou essa historia para impressionar os amigos. (Quase morro de rir.)

SAIDEIRA
Do lado direito do blog tenho colocado criações de artistas paraibanos, poemas visuais, poemas concretos, poemas/processo... A partir de hoje e durante todo o mês de abril estarei apresentando uma pequena mostra de uma artista que admiro bastante pela delicadeza do traço e pela expressividade das imagens que cria. Falo da minha amiga virtual, visual e poética, Constança Lucas. ( Psiu: a mãe da Naná. )

4 comentários:

Mirse disse...

Que beleza, LAU!!!!!

Esta pornografia ditada pelo estrato gráfico, em contraste com a dura rotina dos meninos de rua.

Parabéns!!!!


Beijos

Mirze

Marco Aqueiva disse...

Caro Lau:

Recebi ontem seu Texto Sentido. Fui tomado, como o eram os poetas, pelo entusiasmo. Já o li quase todo...
Será que o amigo permitiria a publicação de um ou dois textos nas valises meta-poéticas?
Penso a princípio em poemail; "e as cartilagens do que sonhamos / caem do telhado" é visceral.
Se me permitir, desejava ainda escolher outro...
Um grande abraço,
do admirador Marco.

Cecília Borges disse...

Lau, quanto tempo não passo por aqui. Poesia e dicas bacanas.
Beijo grande!

BAR DO BARDO disse...

bons textos, digo sim.