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domingo, 7 de junho de 2009

olho de saber



às vezes
sinto uma alegria cinzenta

num vôo
semente de luas


(lau siqueira – poema vermelho)

ARTIMANHAS POÉTICAS 2009
Recebi e-mail do amigo poeta Cláudio Daniel, informando que nos dias 12 e 13 de junho, no Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, será realizado o Festival Artimanhas Poéticas 2009, com a participação de nomes como Luiz Costa Lima, Paulo Henriques Brito, o meu bróder português, Luiz Serguilha, entre outros poetas, críticos e editores de revistas. Uma dica interessante para quem mora ou estará pelo Rio de Janeiro nesses dias.
A curadoria é do Cláudio. Só uma palhinha da programação: “Palestra: A crítica literária reflete a criação poética contemporânea? Com Luiz Costa Lima.”

ALGAZARRA
A palavra quando perde os sentidos, vira poema. Arte de navegar sem rios. Quando as emoções transbordam, somos nossas próprias águas. A umidade do invento num desfiladeiro de reses secas. Assim matamos nossa própria sede.

SILÊNCIO
Às vezes, transgrido o silêncio com esse oco de onde nunca desapareço.

ABISMO
Quando penso em você mergulho na palavrabismo. Sorvedouro e abissal elo simbólico da existência... Quando penso em você sinto saudades do futuro. Desse dia que passou como um bando de pássaros noturnos...

UM POUCO DE DYLAN THOMAS
“Para mim, o ‘impulso’ poético ou a ‘inspiração’ é apenas a súbita, e geralmente física, chegada da energia para a perícia e o senso estrutural do artesão.” (do livro Poemas Reunidos – 1934-53, tradução de Ivan Junqueira. José Olympio editora)

10 comentários:

Lice Soares disse...

Olá, afirmo-te que realmente vale a pena. Belíssimo espaço, pelo qual dou-te os meus parabéns.
Gostaria de receber uma visita tua.Abraços.
http://otelicesoares,blogspot.com

Adriana disse...

seu blog, sua pele.Poesia à flor.

Mirse disse...

Mais um lindo e perfeito poema, Lau!

Meu olho do saber desconfia que você não é desse mundo, é um poeta que vê anos luz à frente do tempo.

"às vezes sinto uma alegria cinzenta"....quanta coisa isto me diz.

Em abismo, senti a mim mesma, pelos últimos comentários que recebi.

Silêncio: é mesmo um oco, que se transgride.

Belíssima postagem!

Um forte abraço

Mirse

Lis Cristina disse...

Por uns instantes..Flutuei nas aguas desse rio, quando acordei me dei por um abismo..e e passei a ouvi-lo neste silêncio!Silêncio um eco e um adorno!!
beijos

Adrianna Coelho disse...


Lau, adoro o que vc escreve, sempre!

"num vôo
semente de luas"


Essa é uma das metáforas mais belas que já li... Lindo!

beijos

Nydia Bonetti disse...

O olhar de dentro é só nosso... Só nós mesmos o sabemos. Que bonito Lau.
bjo.

Flávia Muniz disse...

"arte de navegar sem rios"(riso de orelha a orelha)

Elenilson Nascimento disse...

SELEÇÃO DE POETAS PARA A COLEÇÃO LITERATURA CLANDESTINA – 2009
Estamos selecionado um novo grupo de autores para o lançamento de uma trilogia com poemas, contos e crônicas. E o primeiro volume – com poemas – já está sendo organizado. Vamos unir forças e através da ARTE mostrar que o nosso país ainda tem solução (*tem alguém aí que ainda acredita?), pois nós não fazemos ARTE para adestrar macacos! A LITERATURA precisa de um sistema mais organizado, precisamos de Políticas Públicas que prezem pela formação de leitores e ter uma visão mais profissional, porque fazer um livro não é um processo banal. Então, erguei-vos, caros poetas!

Para mais informações CLIQUE AQUI:
http://literaturaclandestina.blogspot.com/2009/06/colecao-literatura-clandestina-2009.html

Batom e poesias disse...

“Algazarra”, “Silêncio” e “Abismo” são poemas disfarçados de prosa.
Querendo me enganar? Rss

“Olhos de saber” sabe mesmo transpirar poesia...
O meu lugar de dentro é parecido com o teu.
Seremos todos assim?

Beijos
Rossana

Lou disse...

Gostei muito do que vi por aqui!

Obrigada pela visita!


Abraços,
Lou