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Mostrando postagens de Julho, 2009
ponto

todo esplendor
é nada

o que encanta
são as
invisibilidades

(poema sem pele – lau siqueira)

ELEONORA FALCONE
“Eu tenho um pedaço de sol que guardo comigo desde menina” é o show que Eleonora Falcone estará apresentando na Livraria Cultura, em Recife, no próximo dia 01 de agosto, às 17 horas. Um show que vale a pena conferir. Para ter a certeza, veja uma palhinha no site de Eleonora. A Livraria Cultura fica no Paço da Alfândega, rua Madre de Deus, Sn, centro histórico de Recife. Telefone (081) 2102.4033.

REVISTA GRAPHOS
No próximo dia 30, quinta-feira, estará sendo lançada no restaurante Terraço Brasil, na avenida Cabo Branco, a nova edição da GRAPHOS – Revista da pós-graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba. Trata-se de uma edição dupla, com o dossiê Literatura e música popular – cumplicidades poéticas. O dossiê da edição foi organizado por Amador Ribeiro Neto, estudioso da canção, e Luiz Antonio Mousinho, editor da revista e traz artigos de Charles Perrone, Amador Ribeiro Ne…
púrpura resina



: paralisia

ímpetos
capitulados na teia
dos s e n t i d o s

tipo ira em ciclos

repassando o tambor do
murmúrio que v e d a
temporais

(profanação das chuvas

semente que brota o tempo
das coisas sumidas de tudo

impulsão de rija
e invisível resina sobre os olhos
do que não se vê


)

(poema sem pele – lau siqueira)

VERMELHO E SEM PELE
Tenho quase certeza que publiquei este poema muito recentemente aqui no blog. Mas, parece que antes de terminar de escrever esta edição, não vou mudar de idéia. Por isso, por enquanto é a ele que me refiro. Digo isso porque num post anterior publiquei um poema cujo melhor destino era a lixeira. E foi isso que fiz. Substituí pelo poema Signo, publicado no meu terceiro livro, Sem meias palavras, de 2002.

BANDEIRA NA CULT
A revista Cult número 137 está divulgando dois livros que revelam uma face pouco conhecida do poeta Manuel Bandeira, a do crítico. São dois títulos publicados pela Cosac Naif: …
farsas ocultas



quando
o riso ceder
ao apelo do lábio
volúvel

quando o riso sede



(lau Siqueira – poema vermelho)

BOLSA FUNARTE DE CRIAÇÃO LITERÁRIA
Dez autores serão contemplados com a Bolsa Funarte de Criação Literária, dois de cada região. Cada um dos contemplados deverá receber R$ 30 mil. O programa já está em sua terceira edição e você poderá obter maiores informações, aqui!
BRASILEIROS
Ainda não recebi meus exemplares da edição impressa (já nas bancas), mas podemos ver no site a publicação do meu poema mais "saidinho", Aos predadores da utopia. Aqui! MANIFESTO MPB – MÚSICA PARA BAIXAR
Esta também eu colhi no portal Artistas Gaúchos, cujo link você pode encontrar logo na entrada do blog. Confira o manifesto na íntegra. Na pauta, discussões relativas ao direito do autor, difusão livre e democrática da música, a criminalização do jabá, economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa, etc. Aos insatisfeitos…
Imagem
signo a cadeira
onde sento para
escrever poemas
sequer suspeita
da trama conceitual
que envolve
sua existência


(lau siqueira – so meu terceiro livro, Sem Meias Palavras)


POEMA EÓLICO
Um poema assim vem no vento. Sem muito pensar, sem muito sentir, sem muito desejar cada sílaba. Um poema que nasce pela necessidade do poeta e suas falas. Não há nada tão ruim nisso, penso. Escrever poemas não é obrigar-se a escrever, mas manter um trato de dignidade com a palavra. A linguagem da construção de um poema não pode estar jamais vinculada a nada. A linguagem deve ser clara, ainda que o poeta não queira, absolutamente, cumprir-se enquanto edificador de significados.

CAGANDO REGRAS
Na verdade tenho a ousadia de colocar algo assim no blog, mas jamais pensando que isto deva ser uma regra. Cada poeta tem seu processo de produção, seja pelas vias da arte, seja pelos fluxos do conhecimento adquirido nos livros, na experiência estética e, necessariamente na vida. Ainda que nada disso esteja de alguma forma vincu…
armagedom


árido
mas ainda é um rio
sumido na sobrevida
dos juncos
golpeados
pela água pouca

na batalha final do
leito com a margem

(lau siqueira – poemas vermelhos)

A NOVA POÉTICA DO BANDEIRA
O poeta Manuel Bandeira representou a simplicidade do rigor. Ou quem sabe o rigor da simplicidade. Com poemas, ele determinou alguns universos da compreensão poética. Um desses poemas foi “Nova Poética”. Um poema que é, na verdade, uma teoria. Um artesanato que propõe conceitos e determina prazos de validade para si próprio. Então... Leia o poema “Nova Poética”, do grande Manuel Bandeira! Uma contestação, uma ruptura com a poesia distante da vida que era feita naquela época (1949). Um grito consciente, honesto e lúcido para os poetas do seu tempo.

“Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco
[bem engomada,
[e na primeira esquina passa um caminhão
[salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama:
É a vi…
medoescuro


eras uma rua dentro
de um rio

e eu aprendiz de
luzes e sombras


(pausa)

viver é frágil

como criança que
acorda com medo
do escuro

(lau siqueira – poema vermelho)

ADEILDO VIEIRA
Para quem estiver por João Pessoa nos dias 15 e 16 de julho vale a dica do show “de bolso” (voz e violão) que um dos mais férteis compositores da Paraíba, Adeildo Vieira, fará no anfiteatro do Casarão 34. Os shows começarão às 20 horas e o Casarão 34, unidade da Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE, fica localizado na Praça Dom Adauto, em frente ao Palácio do Bispo.

SOBRE O VINHO
Tenho o hábito de colher uvas líquidas nas prateleiras dos supermercados. E depois vir para cá, espetar palavras no enredo gregoriano que é meu canto. (o canto que escrevo) A poesia, algumas vezes, é uma taça de tinto seco… eco… eco… eco…

REVISTA ETECÉTARA
Mais uma boa publicação virtual cresce pelos espaços da literatura. É a revista Etecétara, já em seu vigésimo número.

VALÉRIA TARELHO
Em agosto sairá o livro de Valéria Tarelho, uma da…
espiral


nenhuma flor
na impossibilidade
do segredonenhum idílio
no olhar do búfalonenhuma lágrima
que não as secas
(meu coração
é manso e absurdo)

(poesia sem pele – lau siqueira)

REVISTA COYOTE
Seguramente uma das melhores revistas literárias do país é a Coyote, editada por Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. A revista sai de Londrina, no oeste do Paraná, e percorre o Brasil. É distribuída nacionalmente pela Iluminuras. Maiores informações pelo e-mail revistacoyote@uol.com.br

UM TEXTO DA COYOTE
“Não devemos desperdiçar a graça dos pequenos momentos de liberdade de que podemos desfrutar: uma mesa compartilhada com pessoas que amamos, umas criaturas que ampararemos, uma caminhada entre as árvores, a gratidão de um abraço. Nós nos salvaremos pelos afetos. O mundo nada pode contra um homem que canta na miséria.” (Ernesto Sábato)

FERNANDO PESSOA
Pessoa não foi apenas um poeta. Pessoa foi e sempre será um idioma da poesia. Sem ele, alguns de mim não existiriam. Certamente, nem eu. Pes…
cordas vocais



a garganta é uma represa
de tudo que não pode ser ditosumidouro de palavras que
percorrem na boca o véu dos
resumos infinitos
permanência do assombro
no espelho orvalhado
das manhãs
(lau siqueira – poemas vermelhos)

A POESIA DOS GRANDES PROSADORES
Estive lendo um artigo de Rodrigo Petrônio sobre a poesia de Jorge Luiz Borges. No texto eram apontados os altos e baixos do autor de obras emblemáticas em prosa, como a História Universal da Infâmia. Conheço pouco a poesia de Borges. Mas, o livro O Elogio das Sombras poucas vezes retiro da estante para as necessárias releituras de um poeta. Penso que a grande poesia de Borges está exatamente na sua magnífica prosa e nos seus ensaios. Esse Ofício do Verso, por exemplo, é um dos meus livros de cabeceira. O mesmo ocorre com Machado de Assis, prosador genial e poeta que também mantenho delicadamente dormindo na estante. A poesia precisa provocar permanentemente o leitor. Sou do tipo de leitor que precisa conversar com os livros: para ouvir …
Imagem
RODRIGO DE SOUSA LEÃO

Com muita tristeza comunico o falecimento do querido poeta Rodrigo de Sousa Leão. Rodrigo tinha 44 anos e morava no Rio de Janeiro. No próximo dia 9, às 19 horas, a Casa das Rosas, fará uma homenagem ao poeta, com a presença de Frederico Barbosa, Cláudio Daniel, Horácio Costa e outros poetas. A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, fica localizada na Av. Paulista, 37 - Bela Vista (11) 3285.6986 / 3288.9447, em São Paulo - SP. Abri o e-mail para colocar um post, mas... diante da triste notícia, silencio... tão frágil a vida! E há quem não se preocupe com ela.