terça-feira, 7 de julho de 2009

espiral


nenhuma flor
na impossibilidade
do segredo

nenhum idílio
no olhar do búfalo

nenhuma lágrima
que não as secas


(meu coração
é manso e absurdo)

(poesia sem pele – lau siqueira)

REVISTA COYOTE
Seguramente uma das melhores revistas literárias do país é a Coyote, editada por Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. A revista sai de Londrina, no oeste do Paraná, e percorre o Brasil. É distribuída nacionalmente pela Iluminuras. Maiores informações pelo e-mail revistacoyote@uol.com.br

UM TEXTO DA COYOTE
“Não devemos desperdiçar a graça dos pequenos momentos de liberdade de que podemos desfrutar: uma mesa compartilhada com pessoas que amamos, umas criaturas que ampararemos, uma caminhada entre as árvores, a gratidão de um abraço. Nós nos salvaremos pelos afetos. O mundo nada pode contra um homem que canta na miséria.” (Ernesto Sábato)

FERNANDO PESSOA
Pessoa não foi apenas um poeta. Pessoa foi e sempre será um idioma da poesia. Sem ele, alguns de mim não existiriam. Certamente, nem eu. Pessoa é um aprendizado que não cessa de iluminar. Seja a cada leitura, a cada informação obtida sobre o cara que um dia amou uma mulher chamada Ofélia. Para quem, aliás, escreveu “cartas de amor ridículas”. Um dos primeiros poetas a constatar que a emoção do poema é fruto de uma construção do pensamento. Coisa que duvido muito, mas, acredito.

SALVE SALVE HERMANOS
Li que o Ministério da Educação e Cultura do Uruguay determinou que a partir de 2010 as escolas públicas do país passarão a adotar o português como o seu segundo idioma. Confesso que o governo brasileiro deveria fazer o mesmo, determinar o estudo do idioma espanhol para os estudantes deste continente irmanado pela mistura das raças, dos credos, dos sentimentos e dos medos.

BIBLIOTECA DIGITAL
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO lançou recentemente a Biblioteca Digital Mundial. Lá você encontra o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais do mundo inteiro, inclusive do Brasil. O acesso gratuito pelo endereço www.wdl.org


POEMA DE CARLOS PENA FILHO

É o muito esperar que existe em torno
Que me destina a ação desbaratada.
A morte é bem melhor do que o retorno
ao nada.

Não nasce a pátria agora, o sonho mente,
mas, em meio à mentra, sonho e luto
pois sei que sou o espaço entre a semente
e o fruto.

(Tiradentes, poema de Carlos Penna Filho – Os Melhores Poemas, Global Editora)

2 comentários:

H. R. Cenci disse...

Interessante teu blog! Parabéns!

Batom e poesias disse...

Um coração manso jamais será absurdo.
Lindo poema, Lau.
Saudades virtuais sim, são abusrdas, mas existem mesmo assim.
bjs
Rossana