segunda-feira, 20 de julho de 2009

farsas ocultas



quando
o riso ceder
ao apelo do lábio
volúvel

quando o riso sede



(lau Siqueira – poema vermelho)

BOLSA FUNARTE DE CRIAÇÃO LITERÁRIA
Dez autores serão contemplados com a Bolsa Funarte de Criação Literária, dois de cada região. Cada um dos contemplados deverá receber R$ 30 mil. O programa já está em sua terceira edição e você poderá obter maiores informações, aqui!

BRASILEIROS
Ainda não recebi meus exemplares da edição impressa (já nas bancas), mas podemos ver no site a publicação do meu poema mais "saidinho", Aos predadores da utopia. Aqui!

MANIFESTO MPB – MÚSICA PARA BAIXAR
Esta também eu colhi no portal Artistas Gaúchos, cujo link você pode encontrar logo na entrada do blog. Confira o manifesto
na íntegra. Na pauta, discussões relativas ao direito do autor, difusão livre e democrática da música, a criminalização do jabá, economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa, etc. Aos insatisfeitos, como eu e aos incomodados, como nós... Adelante!

MIXÓRDIA
Nunca mais tinha pensado na palavra mixórdia. Lembro dela numa última carta que me foi escrita pelo poeta potiguar, já falecido, Luiz Rabelo. O poeta me dizia que tentava escrever, mas só saía mixórdia. Lembrei ontem de Luiz Rabelo, ao ler um poema meu publicado aqui no blog. Morri de vergonha de mim mesmo. Logicamente, assim que caiu a ficha excluí o poema. Substituí por “Signo”. Escrever poemas é uma atividade árdua. Em algumas oportunidades é puro suor. Em outras, tudo dá em água. Eu tenho consciência dos meus poemas péssimos. Mas, sempre tento escrever melhor...

LUIZ RABELO
Troquei correspondência com o poeta Luiz Rabelo nos anos 80. Ele morando em Natal e eu em João Pessoa. O poeta já estava muito doente. Descobri numa antologia que havia falecido. Em 2007, numa mesa de debates do Encontro Natalense de Escritores, citei Luiz Rabelo e a sua capacidade de transitar da Poesia Concreta ao soneto. O poeta Jarbas Martins estava na mesma mesa. Emocionou-se, senti. Eram amigos. Jarbas sabia que o poeta só morre quando é esquecido. Acho pertinente quando o escritor paraibano Hildeberto Barbosa Filho diz que o maior poeta paraibano vivo é Augusto dos Anjos. Afinal, ainda é o mais lido.

POEMA DE HOPKINS

Quis ir para um lugar
Onde não falte fonte,
Nem grasse gelo áspero e bifronte;
Só lírios para olhar.

Pedi para ficar
Onde o vento não ouse,
Silente, a verde vaga ao porto pouse;
Longe, o clamor do mar.

(Paisagem paraíso – Uma noviça toma o véu, poema de Gerard Manley Hopkins, traduzido por Augusto de Campos. Do livro A beleza difícil, publicado pela Editora Perspectiva. O inglês Hopkins nasceu em 1844 e morreu em 1889.)

2 comentários:

Valeska Asfora disse...

Poesia depois que nasce não tem dono!Não deu nem tempo dos leitores acharem péssima, ou não,a humilhada poesia substituida!
Agora além de acompanhar o blog,vou copiar e colar as poesias!rs

ANORKINDA disse...

Como me gusta ler poesia e conhecer novos poetas antigos! Muito emocionante o teu falar sobre Rabelo e Augusto dos Anjos, sempre vivos!
Teus poemas sao deliciosos!

ps: inveja tenho de quem fugiu do frio feito andorinha livre e espertinha!

prazer em conhecer-te!