limite que vôa



derme de delicadezas
onde sobreponho o íntimo
e resoluto hábito

na verdade apenas
a umidade
do lábio

intumescido pendor dos
meus desejos impuros em
hálitos de luas excitadas

metade ausente do homem
no que respira a pele
insidiosa da ternura

matriz do que pulsa na
pele em volúpia e sentido
fálico

densidade rubra
disfarçando o vazio


(lau siqueira – poema vermelho)

PELE SEM PELE
Por puro desleixo ainda não coloquei um link para meu outro blog, Pele Sem Pele aqui no Poesia Sim. Também ainda não coloquei o link do Twitter (que estou aprendendo a usar) e muito menos para um trabalho que estou desenvolvendo com a artista plástica Luyse Costa no blog Poesia É Risco. Quem quiser conferir, pode entrar nos links que coloquei aqui, neste texto.


SÍNTESE


que a morte
me encontre
embriagado
e que não ria
ao me ver
do outro lado

(poema do meu segundo livro, O Guardador de Sorrisos- 1998)

MAIS POESIA
Não é programa do Ministério da Cultura. É apenas um pensamento meu. Estou pensando em ir colocando mais poesia aqui no blog e menos bla-bla-bla. Ao mesmo tempo ir escrevendo outros artigos sobre poesia no Pele Sem Pele. Como este que escrevi sobre a nova perspectiva da Poesia nos tempos de Orkut, twitter, blogs. Confira.

POEMA DE ARMINDO TREVISAN

Quando o poder te atrair, como um braço de guindaste,
e te elevar acima de teus próprios méritos,

pensa naqueles que os teus méritos abafaram,
e nos que serviram de escada para os teus méritos.

Pensa nos que se curvaram ao teu arbítrio,
e dobraram a cabeça para que pudesses erguer a tua.

Pensa nos homens e mulheres que o teu orgulho,
a tua presunção, a tua cobiça, obrigaram a ficar abaixo

de ti, insignificante e mísero.
E então decide se o poder vale a pena,

ou se ele é destinado, apenas, aos que descobriram
que o homem não pode exercitá-lo, senão

renunciando a si mesmo, e provando em si
que a sua força consiste no que o iguala aos outros.

(Poder, poema do livro Adeus ás Andorinhas, editora AGE, 2008. Armindo Trevisan é poeta gaúcho e o poema acima me foi enviado pelo amigo poeta, também gaúcho, Mário Pirata)

Comentários

Batom e poesias disse…
Saudade que tava daqui...

"Limite que vôa" é lindo, mas "Síntese" é muito boa.

Que a morte me encontre embriagada também, e desista de me levar...rss

bjs
Rossana
Nani disse…
papi, tu tem twitter? que massa! vou te procurar! :* vou ler o pele sem pele now. besos, papi!
Priscila Lopes disse…
Isto aqui é um passeio.
Rubicreide disse…
Lau! Muito legal conhecer teu trabalho, principalmente por eu ver ar novo em temas tão meus.

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