Translate

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

a natureza do espetáculo


amarelas
eram as flores do ipê

esparramadas nos galhos
e no palmo de asfalto
antes do chão

pétalas e mais pétalas
falando ao meu silêncio
a p r e s s a d o

exalando o indomável
escândalo da beleza

(poema vermelho – lau siqueira)

POEMA INICIAL
Não lembro se já publiquei “a natureza do espetáculo” por aqui. Foram os versos que deram origem ao blog Poesia é Risco que mantenho com Luyse Costa. Foi um poema “encomendado” pela revista CultPB. Minha amiga Luy é, seguramente, uma das boas promessas do cenário das artes visuais made in PB. O blog Poesia é Risco é feito a quatro mãos, mas com um único princípio: experimentar a proximidade das linguagens. Eis o risco concreto!

riso do vento
folia das folhas
no meu quintal


(terceto vermelho - lau siqueira)

SERIA CORPORATIVISMO?
Fiquei impressionado com a repercussão de alguns artigos que ando escrevendo para o Pele Sem Pele. Setores da universidade se portam de forma estranhamente corporativa, na defensiva. Infelizmente entenderam os artigos como ofensivos, penso eu. Não dá para se conviver com homogeneidade de pensamento onde deveria ser berço da reflexão e do bom debate. São pessoas amigas. Ainda bem. Haverão de compreender que não se trata de ofender o que de melhor existe: os que pensam - e não os que reproduzem fórmulas desgastadas.

ÉRICA MA RIA NO RIO
Quem mora do Rio de Janeiro - ou arredores do mundo – que fique ligado no que vai rolar dia 17 próximo no Mofo da Lapa. Uma das boas revelações da novíssima MPB, a roraimense Érica Maria estará mostrando aos cariocas com quantos cantos se encanta. http://www.myspace.com/escuteericamaria. Nos próximos posts, trarei detalhes do show.

CONSTANÇA LUCAS E JACQUELINE ARONIS
Gravuras em metal, gravuras digitais, poemas visuais, livros de artista e desenhos. Abertura da exposição dia 29 de setembro de 2009, terça feira, a partir das 19 horas, na Galeria Gravura Brasileira. Rua Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes, São Paulo , SP Brasil. tels. (11) 3624-0301 / 9193. Seg. a sex., 10h/18h; sáb., 11h/13h.\
http://www.gravurabrasileira.com. Eis a dica!

POEMA DE GEORGE OPPEN


Seus seios
Nus, a suave
Pequena cava na carne
Rente à axila, os tendões
Apresentando os belos seios
Tão impudentes, eriçados

Com seus íntimos
Nervos

Que tocavam, iam tocá-la
Fundo - ela resta
Na mata selvagem


(a garota zulu, POEMA DO AMERICANO George Oppen – 1908/1984. Tradução de Ruy Vasconcelos. Fonte: Revista Coyote)

.........TIPO ASSIM:
.............................Fui!
...................................

3 comentários:

Erica Maria disse...

Que muito chique!!!!
Tb já sou fã da pequena Luy, e o poesia em risco é um risco perder de ver!

e tô no Rio dia 17! uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

bjoooo

ediney disse...

gostei da leveza da tua poesia e de uma certa trsiteza colodida das palavras

O quarto do escritor disse...

Olá Lau, suave sua poesia, um prazer conhecê-la