teoria literária



das águas turvas
nascerá o que não brota
nos jardins e nos prados

onde a vida punga
como equação do silêncio


(poema vermelho – lau Siqueira)

TEORIA LITERÁRIA...
Ainda comento por aqui, com um pouco mais de calma, as definições de Afrânio Coutinho sobre a literatura e suas teorias. Comprei ontem o livro. São conceitos preliminares e manejos de um gênero da arte onde as cores são forjadas na imaginação de quem lê. Tenho lido algumas teorias e, confesso, cada vez entendo menos. Principalmente porque acabo sempre discordando de mim mesmo. Vejamos: seria a literatura algum tipo de arte visual?

TEORIA LITERÁRIA!
Na verdade, penso que um poema (por exemplo) nunca está pronto. Não somente pelos conceitos de Umberto Eco. Cada leitura é um complemento. Cada leitura, na verdade, é uma nova forma de reescrevê-lo. Portanto, o escritor de poemas é sempre ele e mais alguém que o lê e arranca das sombras o que o próprio fato criativo, consolidado, não conseguiu. O leitor de poemas é, portanto, também um poeta. Até porque todo leitor de poemas é um “sonhador inflamado” que, segundo Bachelard, é um poeta em potencial.

PONTO DE CEM RÉIS
Um artigo sobre uma das áreas mais tradicionais da cidade de João Pessoa e sua história de intervenções. Este é o último post do meu outro blog, o Pele Sem Pele. Na verdade, uma abordagem de um aprendiz do olhar.

(POEMA DE GRITAR PELOS BECOS)

O TEMPO
PREPARA SEUS VERBOS
NA SOLUÇÃO DA ESPERA

DO QUE CAMINHA
QUANDO O SOL PERDE
SEU HORIZONTE SANHAUÁ

TECENDO AOS POUCOS
O INSTANTE QUE NÃO PASSA
EM OUTRO QUE NUNCA CHEGA

COMO UMA
SAUDADE QUE PULSA

...................CINZENTA & NÍTIDA

Este poema, escrevi especialmente para o blog Poesia É Risco, que mantenho com a minha amiga querida e desenhista, Luyse Costa. Todo sábado postamos uma nova parceria. Não se trata de desenho ilustrando poema, mas de um diálogo de linguagens. Eu acredito em, Luyse Costa! Olha aqui!

SEM PC
Estou com meu PC na mais pura rebeldia. Mais rebelde que ele, somente o técnico que marca e não vai à minha casa colocar moral na virtualidade do meu quarto. Por esse motivo, postar no blog virou um desafio. Fui

Comentários

KEBRAN disse…
GRACIAS POR PASARTE POR MI BLOG
EL KEBRAB
susannah disse…
Arte visual, a literatura? Eu poderia recorrer ao "verbivocovisual" com que os poetas concretos denominaram a poesia que eles faziam e que, na verdade, está na natureza da palavra poética, em níveis de complexidade diferentes em cada produção. Depois da imprensa a palavra não foi mais a mesma no ocidente. Se a poesia já primava pela visualidade com os gregos, sua presença pictórico-gráfica sempre encantou os poetas que se seguiram. Não basta mais dizê-la, é preciso vê-la também. E a ironia disso tudo tb é que com e depois do verso livre, devemos buscar saber o que é o verso metrificado, pois a poesia acabou perdendo rigor. Eis a teoria literária de volta no panorama. Não para tolher, como nos tempos clássicos, mas para nos fazer lembrar que poesia e literatura trazem um rigor de construção que não surge alhures e nem se perde algures, mas que se constrói com base na linguagem, cuja natureza liberta precisa ser conhecida e roteirizada por quem se dedica a essa tarefa de produzir no barro e do barro o que não se perde no meio do caminho, pois continua incomodando e surpreendendo na superfície da água iluminada da tela do papel.

Bjs!
Olá!

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