águas que pulsam
pululam aos ubres
na noite insalubre

(lausiqueira - terceto para o blog Poesia é Risco)

POESIA É RISCO
O terceto acima é, na verdade, um haiquase. Foi escrito em no celular e enviado para minha amiga Luyse Costa, com quem mantenho o blog Poesia É Risco. Todo sábado postamos um poema (eu) e um desenho (ela) com tema previamente escolhido. O tema do próximo sábado é “bailarina” que, certamente, não terá a mesma origem eletrônica. Mas, que tal criarmos o hábito de escrever poemas curtos para enviá-los aos amigos, pelo nosso telefone celular?

UM RONDEL SIMBOLISTA
Paul Verlaine, um dos mestres simbolistas, dizia que o simbolismo era, acima de tudo, música. Lendo o poema abaixo, do poeta simbolista português, se pode perceber o quanto há de verdade nisso. Essa organização do poema em três estrofes, com repetição dos primeiros versos em pontos específicos de outras estrofes, forma um tipo de composição poética chamada rondel. O rondel é uma forma poética de origem medieval, muito usado na França. Todo rondela apresenta apenas duas rimas e no tempo de Camilo Peçanha, em Portugal, o rondel de 13 versos era muito popular entre os poetas.

Ao longe os barcos de flores

Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranqüila,
- Perdida voz que entre as mais se exila,
- Festões de som dissimulando a hora.

Na orgia, ao longe, que em clarões sintila
E os lábios, branca, do carmim desflora...
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranqüila.

E a orquestra? E. os beijos? Tudo a noite, fora,
Cauta, detém. Só modulada trila?
A flauta flébil.. Quem há de remi-la?
Quem sabe a dor que sem razão deplora?
Só, incessante, um som de flauta chora...

(poema de Camilo Peçanha, considerado o maior poeta simbolista português. Nasceu em Coimbra, em 7 de setembro de 1867 e morreu em Macau, no dia 1 de março de 1926)

A POESIA NÃO DISFARÇA
Tá certo, Pessoa. O poeta até pode ser um fingidor. Jamais um farsante. Porque a Poesia não disfarça. A Poesia não tem meio termo. Isso porque a linguagem da Poesia é a própria vida, com suas semânticas desavisadas, com suas imersões sem retorno... cada vez mais fundo, cada vez mais fundo... tudo!

O NOME DELE É KALUNGA
O apelido vem da infância: Kalunga. Sua mãe, Dona Maria, chamava Carlos Heráclito. Seu pai, Seu Sabino, chamava mesmo Kalunga. Eram vizinhos da minha infância, em Jaguarão. Agora reencontro Kalunga, provavelmente depois de 40 anos. Ei-lo!
Veja seu blog,

POESIA SIM
Não foi para disfarçar que coloquei o nome do blog de Poesia Sim. Precisava de umas idéias afirmativas como estímulo para seguir em frente. Então, por algum motivo, escolhi Poesia Sim como título do presente blog. Mas, certamente que é muito mais do que isso...

VOU PRA PORTO ALEGRE, TCHAU!
Está chegando o dia 11 de novembro, quando estarei embarcando para Porto Alegre para uma participação na Feira do Livro. Cidade Poema é o título do sarau que terá também a presença de Laís Chaffe, Edson Cruz e Estrela Ruiz Leminski. Vamos ler poemas, principalmente de Paulo Leminski e Alice Ruiz. Também participo de uma exposição no Castelinho, com artistas plásticos de Porto Alegre, a convite de Sônia Santos. Confira os autores convidados!

ALDEIA SESC
Também nesta sexta-feira estarei participando do Aldeia SESC, num sarau com a atriz Suzy Lopes e o poeta pernambucano Celso Noah. Será a partir das 17:30, no SESC.Centro, em João Pessoa-PB. Ainda na sexta, será lançado o CD.

POEMA DE RODRIGO DE SOUSA LEÃO

Tudo é pequeno
A fama
A lama
O lince hipnotizando a iguana

O que é grande
É a arte
Há vida em marte

(Tudo é pequeno. Poema de Rodrigo de Sousa Leão, amigo poeta falecido precocemente. Colhido do blog Lowcura - http://lowcura.blogspot.com/)

Comentários

Cgurgel disse…
aqui, novamente por aqui.
poesia!!!!
Cgurgel
Gerana Damulakis disse…
Excelente a postagem. Abraço.
Carlos Musashi disse…
Lau, parabens pelo teu trabalho! como encomendo os poemas vermelhos?
Alberis Luís disse…
Parabéns pela postagem!

:D

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