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sábado, 10 de outubro de 2009

tulipas


a beleza
mora no hálito
das cores

e a beleza
é frágil

como oceanos
e cordilheiras

...

sobretudo
a beleza é eterna

na memória
das coisas não
vividas

(lau siqueira – poema vermelho)

PROVOCAÇÃO NECESSÁRIA
Estava pensando sobre o que escrevi no post anterior acerca de certos aspectos da crítica. Muito especialmente acerca da crítica literária dos nossos dias e noites. Os críticos mais agudos da literatura contemporânea, geralmente, esquecem de refletir sobre suas próprias argüições. Quando escritores omitem suas culpas literárias. Na verdade, a literatura cresce na medida em que a crítica também cresce. Não se pode confundir rigor crítico com expressão de verdades estéticas congeladas. Somente isso. Sou um poeta extremamente ávido por discordar de mim mesmo. Não acredito numa crítica que não seja, minimamente, aberta às possibilidades. A Teoria Literária não é um fato consumado.

OS BUFÕES DA CENA
Sinto que, algumas vezes, a vaidade determina opiniões absolutamente desnecessárias ao debate literário. A análise da literatura contemporânea não pode ser generalizante como em alguns casos bastante emblemáticos esparramados por aí. Coisas cuspidas em veículos de uma erudição absolutamente postiça. Estamos vivendo um tempo de velocidades. Nem sempre o que está dito sustenta coerência por muito tempo. A Língua é um ser em movimento. Mutante permanente. Através dos tempos, mudou de cor, de hábitos, de sabor, de mugidos... Analisar algo em movimento com olhares de uma fotografia antiga é um risco e um passo para dentro do ridículo.

POESIA SIM
Meu blog anda um tanto quanto paralisado. Meu computador rebelou-se e o técnico é mais rebelde ainda, parece. Simplesmente não entrega a máquina. Tenho postado em uma lan na praia de Tambaú. Um lugar de turistas barulhentos e imbecilizados pelas políticas de turismo dominantes na Terra de Vera Cruz. São salas com cabines abertas. E cá estou eu no meio de gritos que, sinceramente, não consigo escutar. Sou um guardador de silêncios... Portanto, desculpem a periodicidade disforme dos últimos dias. As coisas devem melhorar. Pelo menos é o que ambiciono para a minha vida e para a vida de todos e todas nós em todos os momentos futuros, já que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”.

AOS QUE CHEGAM POR AQUI
Surpreende-me e encanta o fato de mais de 200 pessoas já terem aderido ao Poesia Sim. Este blog começou de forma bastrante despretensiosa. Sinto aumentar infinitamente a minha responsabilidade para com as palavras aqui depositadas. Aos que visitam, aos que comentam, aos que seguem... para todos e todas, ofereço minas melhores ternuras. E sigamos em frente...

THIAGO VERDEE
Um artista paraibano muito jovem e que me impressiona bastante é Thiago Veerde.
Veja!
http://www.flickr.com/photos/verdeee Tipo assim: fui!

6 comentários:

Papagaio Mudo disse...

oi Lau,

gostas de música? Villa Lobos? -Melodia Sentimental...
gostas de Cocteau? minha duas últimas postagens. Passa lá!

abç


Gustavo

Luciana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciana Marinho disse...

estou sempre por aqui, às vezes não tão visível como agora, apreciando teus belos portos de tulipas! beijinho.

marilda confortin disse...

É sempre bom te visitar, Lau.
POESIA SIM! SEMPRE!

beijo

Mai disse...

Hálito das cores e fragilidade de oceanos e cordilheiras. Disto jamais esquecerei.

Muito bom ter 'achado' um 'guardador de silêncios'.

Abraços e boa semana.

Mara faturi disse...

Querido amigo,
que lindeza " a beleza mora no hálito das cores" e mora tb por aqui;)
bjo grande e até logo mais;)
*Não tô acreditando que vou conhecer JP;)