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norte









em
meio
aos
hotéis
de um
luxo
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visível
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onde
esc
ombros
de
modern
idade
abando
nada


(lau siqueira – poema vermelho)


O MELHOR DA FESTA
Porto Alegre tem se destacado por eventos cujo objetivo é a promoção do autor e da produção literária pampeana. O Festipoa Literária é um deles. Dia 21 próximo será o lançamento da coletânea deste importante festival literário, às 20h, no Boteco do Pé, na João Alfredo 571, Cidade Baixa. Participam da coletânea: Alexandre Brito, Altair Martins, Ana Mariano, Caio Riter , Carlos André Moreira, Carol Teixeira, Cassio Pantaleoni, Cris Cubas, Diego Petrarca, Edgar Vasques, Guilherme Moojen, Ítalo Ogliari, José Antônio Silva, Laís Chaffe, Leandro Dóro, Leonardo Marona, Luis Pimentel, Luis Fernando Veríssimo, Marcelo Spalding, Márcio-André, Maria Rezende, Monique Revillion, Olavo Amaral, Paulo Tedesco, Reginaldo Pujol Filho, Rafael Bán Jacóbsen, Ricardo Silvestrin, Rodrigo Rosp, Rubem Penz, Sidnei Schneider, Telma Scherer, Walmor Santos.

UMA FRASE DE GANDHI“Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo.”

LIVRARIA SÓ RAIVA
Em Brasília, a trabalho, na ultima sexta, dia 9, não resisti a sobremesa. Como sempre, de longe, fico babando quando vejo uma vitrine de livraria. Mas, a alegria quase sempre dura muito pouco. A potente Livraria Saraiva espelha a trsite tendência do mercado do livro no Brasil. A vitrine estava abarrotada de auto-ajuda. Nada de literatura. Dentro da loja o que mais me entristeceu foi o espaço para a poesia. Exatamente um palmo para a poesia brasileira e um palmo para a poesia estrangeira. Parece que o mercado do livro fez um pacto com a mediocridade.

ESCRITORES DISCUTEM PROFISSÃO
Se estivesse em Porto Alegre, com certeza não perderia por nada o debate que está sendo proposto pela AGES – Associação Gaúcha de Escritores. No próximo dia 17, das 9 às 17 horas, no auditório do Instituto Cultural Norte Americano, em Porto Alegre, vai rolar um encontro de escritores gaúchos, cujo tema central dos debates será a profiss~iolalização dos escritores. Os interessados devem procurar mais detalhes no site da AGES, www.ages.org.br.

O ESCRITOR E O MERCADO DO LIVRO
Há quem diga que não devemos nos preocupar com isso. No entanto, Monteiro Lobato, na pensava assim. Em 1930 existiam pouco mais de 20 livrarias em todo o país (e certamente bem melhores que a maioria que existe hoje). Querendo distribuir seus livros pelo país, ele escreveu uma carta-circular para donos de mercearias, farmácias, padarias, bancas de jornais com a seguinte pergunta: “você quer vender também uma coisa chamada livro?” Conseguiu com isso, mais de 2000 pontos de vendas espalhados pelo país. Lobato subverteu a lógica e as estruturas do mercado da época. Hoje, com a internet, não deveríamos estar pensando em algo semelhante?

O PAPEL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
Na verdade deveríamos estar minimamente organizados para cobrar políticas públicas para o livro e para o escritor. Mas, o que parecia ser um canal, o Movimento Literatura Urgente, ainda hoje se limita praticamente à indignação do amigo poeta Ademir Assunção, apesar de ter reunido centenas de escritores em um manifesto. O incompreensível, penso, passa a ser o desprezo do escritor brasileiro pelo assunto. Vou levantar o tema no meu outro blog, Pele Sem Pele. A próxima postagem começará a abordar o mercado do livro e nas próximas, o papel das políticas públicas.

UM POEMA DE HOPKINS



....Quis ir para um lugar
............Onde não falte fonte,
Nem grasse gelo áspero e bifronte;
....Só lírios para olhar.


.....Pedi para ficar
...........Onde o vento não ouse,
Silente, a verde vaga ao porto pouse;
.....Longe, o clamor do mar.

(Paragem-Paraísoo – Uma noviça toma o véu, poema de Gerard Manley Hopkins, do livro A\ Beleza Difícil, com tradução de Augusto de Campos. Editora Perspectiva-SP)

Comentários

susannah disse…
Seu "Asa Norte" me leva a uma Brasília cinquentona que nao se cuida... Incrível como essa cidade pode mexer com a gente. A minha Brasília de lua em brasa brilha sobre um deserto de vento-poeira, pura vertigem nas avenidas expressas interligando quadras dispersas mas localizadas rigorosamente pela rosa-dos-ventos. cidade estranha que entranha na gente... Depois te envio o poema nascido lá mesmo...
Angel Cabeza disse…
Lau, teu Asa Norte, além de mostrar a desconstrução da palavra, usado maravilhosamente pelos grandes poetas concretistas, embora não seja concreto, vai de encontro com a modernidade desconstruída da ideia do poema. Liguei tua mensagem a fôrma do poema e os dois se casam perfeitamente.

Brasília está largada, uma modernidade que já foi ultrapassada. Agora, um amontodado de retorcidos sonhos que não acordam mais.

Excelente poema!

Abraços do amigo.

Angel Cabeza
www.angelcabezza.blogspot.com
Amei o poema em vermelho!
É de uma originalidade ímpar!

Beijo,
doce de lira
Mirse Maria disse…
Mágico e belo poema, Lau!

Na desconstrução, o encontro inefável da mensagem do poema!

Parabéns!

Beijos

Mirse

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