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domingo, 4 de abril de 2010

assimétrico

& compulsivo




pensamento
é plano sem planos
que aos brotos revela
ramagens


( jamais raízes )


sinais amputados duma
pele tramitando seus
imensos contrários


mastigando palavras
inundadas duma beleza
absolutamente inútil

 
(lau siqueira – poema do próximo livro, Poesia Sem Pele)

 

POESIA SEM PELE
Conforme já anunciei por aqui, no final deste ano deverei lançar mais um livro de poemas. O título? Poesia Sem Pele. O prefácio que já foi encomendado e aceito ficará a cargo da escritora e professora paulista Susannah Busato. Para o texto da orelha, convidei também outra grande amiga (mineira) que ainda não confirmou. O projeto gráfico já foi encomendado à paraibana Tânia Miranda e deve fazer a diferença em relação às minhas publicações anteriores. O poema acima integrará esta nova coletânea.



NA BIENAL DE FORTALEZA
O III Encontro do Fórum da rede Nordeste do Livro e da leitura irá acontecer nos dias 10 e 11 de abril, na Bienal de Fortaleza. O Fórum é uma realização conjunta da representação Nordeste do Ministério da Cultura, Sindilivros, Fórum de Literatura e da Leitura do Estado do Ceará e secretaria da Cultura do Ceará. Confira a programação: http://forumdeliteraturace.wordpress.com.



RICO VENERITO
Meu querido amigo Rico Venerito, depois de se apresentar em João Pessoa em dezembro de 2008 tocando cítara no grupo de música experimental Água Una, aparece com um novo trabalho, agora uma exposição. Confira aqui: http://www.quintaorico.com.br/



FUNDAÇÃO CIA. DA TERRA
Dia 22 a Fundação Cia. Da terra abre as portas para a vida cultural da cidade de João Pessoa, com uma exposição de poemas visuais da consagrada artista visual portuguesa, Constança Lucas. A Fundação Cia. Da Terra fica localizada na Praça Antenor Navarro, no terceiro Centro Histórico mais antigo do Brasil. Será uma bela reunião de artistas e de expressões artísticas, com certeza.



OS DESAPARECIDOS
Li na Cult 144 a entrevista do escritor espanhol Enrique Vila-Matas, um cara avesso à exploração midiática da própria imagem. A matéria destaca também J.D. Stalinger, falecido este ano (autor de Ao Apanhador no Campo de Centeio) que em 1953 deixou Nova Iorque para morar numa fazenda. Samuel Becket, ao saber que havia ganhado o Prêmio Nobel, sumiu do mapa. Por outro lado tem escritor que está mais preocupado com a imagem pessoal do que com a própria obra. Não vou citar nomes, logicamente, mas você saberá tirar suas conclusões.



A CIRCUNSTÂNCIA DO POEMA
Ao ser indagado por Silvana Guimarães sobre a circunstância do poema Aos predadores da utopia (post anterior) fui absolutamente sincero. Parece que decepcionei (pelo menos) uma querida amiga e poeta, a pernambucana Márcia Maia (leia nos comentários). Infelizmente, a sinceridade ainda é o meu principal eixo anti-vaidade. Não poderia ter inventado uma circunstância para um poema que tomou uma dimensão não esperada. Márcia Maia é uma das maiores expressões do lirismo nordestino contemporâneo, para quem fico devendo essa por absoluta incapacidade de transmutar palavras fora do poema.



UM POEMA DE DYLAN THOMAS



Parto esse pão que outrora foi centeio,
Esse vinho sobre uma árvore estranha
Submersa em seus frutos;
O home durante o dia ou o vento à noite
Derrubaram as searas e esmagaram a alegria das uvas.



Outrora nesse vinho, o sangue de verão
Pulsava na carne que recobria a videira,
Outrora nesse pão
O centeio era feliz ao vento;
Mas o homem dilacerou o sol e abateu o vento.



Essa carne que despedaças, esse sangue que permites
Trazer desolação às veias
Eram as uvas e o centeio
Nascidos da seiva e de sensuais entranhas;
Meu vinho que bebes, meu pão que abocanhas.



(Parto Esse Pão, poema de Dylan Thomas, em Poemas Reunidos – 1934-1953 -, editado pela José Olympio Editora, com tradução de Ivan Junqueira)

6 comentários:

Nadine Granad disse...

Aaaaaaa...
Encantada com seu espaço =)

Lendo-o *-*

Abraços!

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE
LAU SIQUEIRA

ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE EL NAZARENO- LOVE STORY,- Y- CABALLO, .

José
ramón...

Antonio Nahud Júnior disse...

Caro poeta, belo blog. Vou aparecer por aqui sempre.
Dê uma navegada no meu www.cinzasdiamantes.blogspot.com

Juliana Meira disse...

belo o poema que faz parte de teu próximo livro, Lau. "Poesia Sem Pele" promete! abraços poeta!

Analuka disse...

Querido Lau lunar, tomei a liberdade de publicar dois de teus poemas lá em meu blog. Beijos pintados e alados!!!

Renata de Aragão Lopes disse...

Que viagem
pela primeira estrofe!
Acho que meu pensamento,
regra geral,
expõe até mesmo suas raízes...

Beijo doce de lira!