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Mostrando postagens de Junho, 2010
SENHA





ela tinha um rio de seda no abraço


(poema do livro Texto Sentido - lau siqueira)


UMA FRASE, UMA IDÉIA...
“Uma das coisas que quase todo mundo conhece, mas não sabe muito bem como demonstrar é que a política de um país reflete o modelo de sua cultura.” (Clifford Geertz, em “a Interpretação das Culturas”)


JOSÉ ALTINO
Um dos artistas mais significativos da Paraíba e, certamente, do Brasil é o camarada José Altino. Vale o impulso de conhecer seu blog, “Xilogravuras Para Todos”, http://xilogravurasparatodos.blogspot.com/


RODRIGO DE SOUSA LEÃO
No próximo dia 2 de julho fará um ano da morte prematura do amigo poeta Rodrigo de Sousa Leão. Nesta data, porém, ele estará mais vivo que muitos poetas que gastam o tempo com intrigas e invejas salobras. Será lançado, às 19 horas, na Livraria Museu da República, localizada na Rua do Catete, 153, no Rio de Janeiro, o livro póstumo “Me roubaram uns dia contados”, pela Editora Record. Conheça um pouco de Rodrigo de Sousa Leão no site www.rodrigodesouzalea…
resilência do sol





sem folhas presas
aos galhos secos


a árvore seca
num solo seco
gera frutos


(poema vermelho – lau siqueira)


UMA BREVE HISTÓRIA DO SEMPRE
Medido em luas e sóis, permanências e distâncias, consumações e sumidouros, alegrias infinitas e descasos desastrosos... o que permanece é apenas o exato e inatingível esquecimento do que somos enquanto sensações e desejos por sobre uma ampulheta de grãos inclementes, derramando multidões sobre o menino que corre em direção ao invisível.


UMA FRASE DE GANDHI
“Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”


GILSON PERANZETA
Em 2007, passeando pelo centro histórico de João Pessoa com o pianista Gilson Peranzeta e sua doce companheira, conversando sobre os desafios de produzir cultura na terra de Augusto dos Anjos, acabei ouvindo uma pérola. Entre outras, Gilson contou que certa vez encontrou com Tom Jobim e Tom veio logo exclamando: “Gilson, Gilson... conheci um músico que é maior que a própria obra.” Curioso, o pianista perguntou quem seri…
poema para uma noite de pequenas chuvas







ainda que não chova nesta noite de passaredos
imensos e misteriosos seres cavalgando nas
sombrassegurarei tuas mãos para construirmos
juntos naeternidade de um relâmpago uma
canção de aparência estática que perfure as
algazarras cotidianas onde somos todos
estranhos como são estranhas as reses no
pasto com seus olhares mortificados em
sonoros silêncios de placidez imersa em algo
de um corpo etéreo montado sobre
pedregulhos  de cor alaranjada e fractais
impressos em  literatura neolítica
ainda que as águas não caiam sobre os
telhados desta noite qualquer espalhada
pela carcaça  inicial do terceiro milênio
vamos mastigando nossos passos ingerindo
caminhos percorridos a um palmo das
cumeeiras de nudez e tradução futurista tal
 criança aprendiz de hacker ou xamã

o poeta sorverá seu próprio lodo em
razão de uma existência que acumula benzinas
e outros fluidos derramados na extensão do
incêndio que se alastra enquanto bêbados
de insônia s…
pluma



quase inexisto quando penso
que n’algum momento tudo esteve
tão imerso que as artérias colidiam

não sou o argonauta que um dia
desceu de uma nuvem imantada
com algo em chamas nos olhos e
um desejo canino de
lamber o invisível

vivi a sensação de penetrar inteiro
no mesmo dilúvio que desencana
ao que não se basta

(você é um argumento ao silêncio
e sua boceta tem algo de céu)


(poema do livro Texto Sentido – Ed. Bagaço, 2007 – lau siqueira)


PENSAR O POEMA - Pensar o poema em tempos de escombros. Pensar o poema em áridas paisagens, com a palavra farrapo como ponto de partida. Pensar o poema na resistência dos dias, na residência das coisas que não existem. Pensar o poema e desistir mil vezes antes do primeiro verso. Escrever o poema inteiro e inacabável... Depois de um dia inteiro de escaramuças com o universo e com a paisagem dual dos sentidos. Para depois rasgar a folha invisível, onde poema algum jamais foi escrito.


MUDANÇA - Mudar de casa é mais ou menos mudar a alma de lugar. Acho que Quintana …
pedra sobre sabão





sem voz nenhuma
nego apelos
.........ao silêncio


(...........................)


vivo porque
em mim fazem pouso
as pelavras e o universo
oco dos sentidos


de onde a poesia sempre
parte como um pássaro
imprevisto

e some como um risco


(poema do livro Texto Sentido, Ed. Bagaço-PE, 2007)

ABELARDO DA HORA - Um dos artistas plásticos mais importantes do mundo está expondo na Estação Ciência, em João Pessoa. Quem estiver por perto não pode deixar de conferir a conjugação da arquitetura de Oscar Niemayer com a obra magistral do pernambucano Abelardo da Hora. Parece que se complementam! Foi um momento de magia, um verdadeiro privilégio ouvir Abelardo nesta quinta-feira, explicando seus motivos inexplicavelmente belos.

BELEZA E ARTE - Arte nem sempre é sinônimo de beleza. O sublime está longe da criação. Apenas respira profundo no silêncio das horas mortas. Mas é exatamente nesta diferença, provavelmente, que reside a maior afinidade entre a beleza e a arte. Porque também a arte tem seus mot…