pedra sobre sabão





sem voz nenhuma
nego apelos
.........ao silêncio


(...........................)


vivo porque
em mim fazem pouso
as pelavras e o universo
oco dos sentidos


de onde a poesia sempre
parte como um pássaro
imprevisto

e some como um risco



(poema do livro Texto Sentido, Ed. Bagaço-PE, 2007)

ABELARDO DA HORA - Um dos artistas plásticos mais importantes do mundo está expondo na Estação Ciência, em João Pessoa. Quem estiver por perto não pode deixar de conferir a conjugação da arquitetura de Oscar Niemayer com a obra magistral do pernambucano Abelardo da Hora. Parece que se complementam! Foi um momento de magia, um verdadeiro privilégio ouvir Abelardo nesta quinta-feira, explicando seus motivos inexplicavelmente belos.


BELEZA E ARTE - Arte nem sempre é sinônimo de beleza. O sublime está longe da criação. Apenas respira profundo no silêncio das horas mortas. Mas é exatamente nesta diferença, provavelmente, que reside a maior afinidade entre a beleza e a arte. Porque também a arte tem seus motivos invisíveis, inexplicáveis. Portanto, beleza e arte são contraditoriamente proximidades que se afastam e distâncias que se aproximam.

DEDO DE MOÇA - Dia 17 de junho, na Livraria Cultura, em Recife, acontecerá o lançamento da antologia das escritoras suicidas, Dedo de Moça. Vou fazer de tudo para estar por lá. Entre os nomes selecionados, além da minha queridíssima amiga Márcia Maia, tem Cida Pedrosa, Jussara Salazar, Adelaide do Julinho, Virna Teixeira, entre outras. Mais uma dica para quem estiver por perto do blog e por perto da região Nordeste.





PENSANDO BEM... - Será mesmo que os poetas de hoje se dividem em apenas dois grupos? Os que nasceram poetas e os que escolheram ser poetas. Os que nasceram, nem sabem o porquê de terem começado a escrever. Eram ainda meninos. Outros, começaram a escrever na maturidade. Não é esta, portanto, a medida. E poeta tem medida?



OS COVARDES - Os covardes nunca confessam seus motivos. Limitam-se a inventar razões inexistentes. Seus motivos serão sempre os mais miúdos e ridículos. Uma vez confessos, a gelatina das suas reputações desceria mais rápido pelos esgotos do mundo. Por isso são sinistros em suas acusações. Por isso somam suas indecências com fúria. Assim, escondem o próprio desespero e a mediocridade na qual escolheram mergulhar suas almas.

VOCÊ JÁ ASSISTIU A TAL? - Já faz algum tempo que venho recebendo e-mails de uma TAL Televisión de America Latina. Bons programas tenho assistido no meu PC. Revela-se aí o futuro da comunicação? Para onde vai a internet? Enfim, antes disso, confira a TAL – Televisión de America Latina. Veja o link: http://www.tal.tv/video.asp?url_video=902

POEMA DE SEBASTIÃO UCHOA LEITE


Atenção vermes
De Shakespeare a Baudelaire
De Pedro Kilketty a William Blake
De Gottfriend a Augusto dos Anjos
Sem esquecer o Bruxo
A ti pequena erva
Verme vencedor
Estrela eu nunca te supus
Verme invisível
Já nem sei onde pus
Agras esperas.


(Vermes, poema de Sebastião Uchoa Leite – Do livro “A Espreita”, Editora Perspectiva-SP, 2000)

Comentários

é mesmo, lau?! um beijo
Márcia Maia disse…
vem tb.;) beijo de saudade.

Postagens mais visitadas deste blog