quinta-feira, 15 de julho de 2010

estirpe





sou inconstante
e uma parte de mim
- confesso ) anda distante



como pássaro noturno
em sobrevôo perco meu sonho
no sumidouro da estrada




sou inconstante
e uma parte de mim
- confesso ) anda distante


(do livro Texto Sentido – lau siqueira)


PENSAR
Pensar é sempre um tanto mais do que podemos. Pensar é mergulho no raso seguro e no distante profundo. E é sempre muito perto de cada gesto. Pensar é a necessidade do abismo.


ANTÕNIO MARIANO
Estou solidário ao poeta Antônio Mariano que pediu exoneração da editoria do Correio das Artes. Mariano não é do tipo de engolir falta de respeito. O poeta foi responsável por algumas edições históricas deste que é o mais antigo suplemento cultural ainda em circulação no Brasil. Destaco a belíssima edição comemorativa dos 60 anos do Correio das Artes. Antônio Mariano, enquanto poeta, produtor cultural e cidadão é merecedor do nosso mais profundo respeito.


TEMPO DE ESTIMAR O DESTINO
Diante de tamanhas retenções e solturas, num mundo que dissemina veneno e mel pelo mesmo orvalho, suor ou escarro... As coisas guardadas e as descobertas de cada instante somam-se onde tudo é sempre muito novo e muito antigo.


HELOÍSA BUARQUE DE HOLANDA
Recebi informação de Marcílio Medeiros que estão disponíveis para download os livros “Tendências e Impasses”, “Impressões de Viagem” e “Pós-Modernismo e Política”, de Heloisa Buarque de Hollanda. Para baixá-los, basta clicar nos links seguintes. Impressões de Viagem , Pós-Modernismo e Política , Tendências e Impasses


POESIA
Poesia é o que acreditamos e o que esprememos todos os dias no sol de cada signo. Viver é linguagem! Poesia é o oco num bosque da paisagem. Beleza que repercute mesmo se apenas sugerida. Linguagem é poesia em estado bruto (e atrevido).


UM POUCO DE ÍTALO CALVINO




“Marco Pólo descreve uma ponte, pedra por pedra.
- Mas, qual é a pedra que sustenta a ponte? – pergunta Kublai Khan.
- A ponte não é sustentada por esta ou aquela pedra – responde Marco - , mas pela curva do arco que estas formam.

Kublai Khan, permanece em silêncio, refletindo. Depois acrescenta:
- Por que falar das pedras. Só o arco me interessa.
Pólo responde:
- Sem pedras o arco não existe.”


(Do livro “As cidades invisíveis”, do escritor italiano nascido em Cuba, Ítalo Calvino. Editora Cia das Letras)

4 comentários:

Marcantonio disse...

Dessa estirpe todos os poetas e outros tantos humanos.
Gostei demais de Tempo de Estimar o Destino.
Estou linkando o Poesia Sim. Pode?

Abraço.

lau siqueira disse...

Valeu, amigo. O tempo é o próprio destino. há braços!

Ádlei Duarte de Carvalho disse...

Muito bons os seus textos.

Desejo-lhe sucesso!

Abraço.

Ádlei Duarte de Carvalho disse...

Belíssimo o seu trabalho literário.

Desejo-lhe sucesso, para o bem da poesia!

Abraço.