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terça-feira, 24 de agosto de 2010

condição humana







pequenas multidões
no desamparo das horas
sumidas


pequenos desastres
e uma extrema
coragem


(lau siqueira – poema vermelho)




AGOSTO DAS LETRAS
Vem aí mais um Agosto das Letras, evento da Fundação Cultural de João Pessoa - FUNJOPE, com direção executiva do poeta André Ricardo Aguiar. Um evento que trará para a capital da Paraíba, grandes nomes da Literatura Brasileira, como Luiz Fernando Veríssimo, Edson Cruz, Victor Ramil, Maria Valéria Rezende, Rinaldo Fernandes, Pedro Salgueiro, Sérgio de Castro Pinto e outros. Uma festa para a literatura nos próximos dias 27, 28 e 29, no Ponto de Cem Réis, coração da cosmopolita Cidade das Acácias. A Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE é presidida também por um grande poeta da música brasileira contemporânea, o mano Chico Cesar.

A IMPORTÂNCIA DOS EVENTOS LITERÁRIOS
Parece que, finalmente, João Pessoa vai se firmando na rota dos bons eventos literários nordestinos. Um acontecimento que deve ser comemorado pelas pessoas que concordam com Antônio Cândido: “A Literatura deveria ser um dos direitos humanos”. O Agosto das Letras parte para sua terceira edição, absolutamente revestido pela dignidade dos que acreditam que as coisas podem ser diferentes na Paraíba e no mundo. Muita força ao talentoso e comprometido, André Ricardo Aguiar. Merda pra tu, mano!

MINHAS DESCULPAS
Fui gentilmente convidado pelo poeta André Ricardo Aguiar para participar de um debate sobre poesia juntamente com Antônio Mariano e Linaldo Guedes, mediado por Edson Cruz. No entanto, ando circulando na zona de sombra da minha condição poética. Numa terrível crise criativa, com uma dificuldade enorme de concluir meu livro, Poesia Sem Pele. Por crise semelhante, tempos atrás, também acabei recusando participar de uma coletânea publicada em Santa Catarina. A poesia, pra mim, tem um valor existencial. Ocupar espaços importantes como esse é o que menos importa quando estamos com complexo de “Laranjas Iguais”. No entanto, estarei lá ouvindo e aplaudindo meus companheiros.

MINICONTO DE OSWALDO FRANÇA JUNIOR


De repente, no meio da sala, comecei a me sentir menor. E fui diminuindo até que tudo em volta ficou enorme e eu diminuto.
A criança me olhou e disse:
- Olha o papai; olha como ele está pequenininho.
A mulher me olhou e disse:
-Você está se sentindo bem?


(do livro As Laranjas Iguais, de Oswaldo França Junior. Editora Nova Fronteira)

2 comentários:

Fernando disse...

Oi Lau. Tenho jornadas diárias de trabalho que ultrapassam as dez horas e quando chego em casa ainda vou continuando.. a trabalhar.
Hoje me deu saudades do tempo em que trabalhamos juntos e abri teu blog para matar as saudades.
Maravilha a singeleza de tua poesia.É simples, forte e diz tudo.
Beijo no coração irmão.
Fernando Abath

Assis Freitas disse...

reencontrando pedaços, como se já tivesse vivido essas páginas, vívidas

abraço