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Mostrando postagens de Setembro, 2010
grafite






morrer é quase um imprevisto


morro sempre quando penso que não existo


(poema do terceiro livro, Sem Meias Palavras. Ed. Idéia-PB, 2002)


POESIA SEM PELE Quem anda paralisado totalmente é o meu futuro livro, Poesia Sem Pele. Pretendia lançá-lo no final do ano, mas não estou mais achando possível. Estou com profundas dúvidas quanto às possíveis soluções para alguns dos poemas e quanto a mesmice dos poemas. A mesmice é o que menos importa porque nunca pretendi, realmente, escrever algo inovador. Sempre quis escrever e pronto. Para finalizar, o arquivo está no HD do meu computador, pifado há mais de mês devido a minha falta de tempo de levá-lo para a assistência técnica. Vou retomá-lo assim que puder e transmitir por aqui os próximos passos. Na verdade, também estanquei a escrita. Escrevo pouco ultimamente, como se estivesse a procura das palavras... (E estou.)

RECADO DO NERES
Na postagem anterior recebi o seguinte recado do poeta paulista José Geraldo Neres: "amigo lau siqueira chegou …
editorial





talvez
entre tantas
palavras
submetidas


seja preciso
dizer nada


(do livro O Comício das Veias – Editora Idéia, 1993,PB – Lau Siqueira)


LIBERDADE DE IMPRENSA
O termo é lindo: liberdade de imprensa. No entanto, com as concessões das grandes mídias fazendo a conexão entre o poder político e o poder econômico, falar de liberdade de imprensa é o que há de mais cínico em nossa sociedade.


ESCREVER VIVENDO I
As crises de criatividade são comuns. Alguns escritores chegam a passar anos sem criar absolutamente nada. Outros se consagram em apenas alguns anos de exercício literário. Ando numa dessas fases de absoluto silêncio. Algumas vezes elaboro mentalmente alguns versos que logo somem no ar, como uma maçã mortalmente atingida por um tiro. Então esqueço. Na poesia o que importa é a essência e não o fragmento.


ESCREVER VIVENDO II
Meus dias tem amanhecido e anoitecido na convivência com realidades medonhas e com possibilidades ainda bastante remotas. Escrever é viver o cerco das palavras, den…
razão
nenhuma


o que escrevo
é apenas parte
do que sinto

a outra parte
finjo que minto
e acredito
(do livro Sem Meias Palavras, Editora Idéia-PB, 2002 - Lau Siqueira)
AS SANGRIAS DE 11 DE SETEMBRO
O dia 11 de setembro foi sangrado por duas vezes na história do mundo, com o atentado às torres gêmeas, em Nova Iorque (que só os insanos comemoram) e o golpe militar do general Pinochet, no Chile.Para não esquecer as bestas-feras como Bush, Osama Bin Laden e Pinochet, escute a resistência da raça humana na música de Salif Keita. A beleza sempre vencerá a bestialidade: http://www.youtube.com/watch?v=4vmLW8Tqg14&feature=related.

SOBRE O SARAU NA CASA DAS ROSAS
Da mesma forma que o Sarau Cidade Poema, na Feira do Livro de Porto Alegre, no final do ano passado, o Sarau da Casa será mais uma oportunidade de estabelecermos laços poéticos, de permutarmos livros e informações poéticas. Começo sempre com uma boa expectativa de cumprir mais um roteiro desse ofício incerto e digno. Afinal, o que no…
suicídio lento
na mobília da alma
os versos que invento

(do meu terceiro livro, Sem Meias Palavras, Ed. Idéia-PB, 2002. Lau Siqueira)

EM DEZEMBRO NA CASA DAS ROSAS Um nasceu em Jaguarão-RS e outro em Caconde-SP, mas ambos residindo na capital da Paraíba. Coincidentemente temos estado juntos em alguns eventos. Desta vez, eu e o poeta Amador Ribeiro Neto estaremos participando do “Sarau da Casa”, em São Paulo, no próximo dia 18 de dezembro, às 20 horas. (Convite prontamente recebido e aceito.) A Casa das Rosas é um dos mais importantes monumentos da cultura brasileira, um local de muitas histórias, um prédio de 455 anos, muito bem preservado. A Casa das Rosas fica localizada na Avenida Paulista, 35. A curadoria será do poeta Frederico Barbosa. Até lá vamos comentando sobre o convite. Os amigos e amigas de Sampa já estão convidados.


ENTREVISTA NA CONTEMPORARTES Altair de Castro realizou uma entrevista comigo que agora está publicada aqui, http://revistacontemporartes.blogspot.com/2010/08/o-po…
1965





rabisquei
poemas
e insultos
nos muros

quem dera
meus olhos
de menino
tão verdes
tão puros

nas mãos
fechadas
butiás
maduros

(do livro O Guardador de Sorrisos – Lau Siqueira)

MIRADAS DE AGOSTO Terminou o Agosto das Letras (evento literário da FUNJOPE) com um saldo altamente positivo. Todo evento desse porte agrega momentos agradabilíssimos. Por exemplo, na última sexta saí para jantar com o poeta Edson Cruz que veio lançar o livro “O que é poesia”, Constança Lucas que trouxe uma exposição e uma oficina de Poesia Visual e Lúcia Rosas, do projeto Dulcinéia Catadora que também trouxe a sua oficina. Antes, fomos visitar a exposição de Abelardo da Hora na Estação Ciência Cultura e Artes. Depois fomos experimentar as delícias do restaurante Meio do Mangue, em Cabo Branco e um papo de velhos amigos que se viam (no caso de Lucia e Constança) pela primeira vez. Gente talentosa e generosa faz da vida uma experiência sempre mais densa.
NAS ASAS DA DULCINÉIA Tenho um imenso prazer em participar do …