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morrer é quase
um imprevisto



morro sempre
quando penso
que não existo



(poema do terceiro livro, Sem Meias Palavras. Ed. Idéia-PB, 2002)



POESIA SEM PELE
Quem anda paralisado totalmente é o meu futuro livro, Poesia Sem Pele. Pretendia lançá-lo no final do ano, mas não estou mais achando possível. Estou com profundas dúvidas quanto às possíveis soluções para alguns dos poemas e quanto a mesmice dos poemas. A mesmice é o que menos importa porque nunca pretendi, realmente, escrever algo inovador. Sempre quis escrever e pronto. Para finalizar, o arquivo está no HD do meu computador, pifado há mais de mês devido a minha falta de tempo de levá-lo para a assistência técnica. Vou retomá-lo assim que puder e transmitir por aqui os próximos passos. Na verdade, também estanquei a escrita. Escrevo pouco ultimamente, como se estivesse a procura das palavras... (E estou.)

RECADO DO NERES

Na postagem anterior recebi o seguinte recado do poeta paulista José Geraldo Neres: "amigo lau siqueira chegou do méxico a revista POSDATA, com poemas seus e ensaio do martin palacio.uma edição dedicada a poesia brasileira; contando com você, donizete galvão e roberto piva, foi editada no ano passado. parabéns e abraços." Realmente, eu ando muito vaidoso. Mas... enfim, aconteceu.

A ÂNSIA DAS PALAVRAS
Tenho vivido profundamente uma verdadeira ânsia de palavras. Considerando, logicamente, que as de doma fácil, não interessam. Nos últimos (tantos) dias sequer experimento o poema. Na verdade, a vida vai sendo impulsionada pelo acaso e vou me equilibrando nos argumentos dispersos de quem acredita que o mundo existe dentro de cada palavra. Vou mais uma vez para o mergulho como quem responde ao silêncio. Ou como quem não se esconde do espanto.



FRAGMENTO DE EDGAR MORIN
“Há três séculos, o conhecimento científico não faz mais do que provar suas virtudes de verificação e de descoberta em relação a todos os outros modos de conhecimento. É o conhecimento vivo que conduz a grande aventura da descoberta do universo, da vida, do homem.



(Do livro Ciência com Consciência, de Edgar Morin, publicado pela Bertrand Brasil)

Comentários

susannah disse…
ânsia de palavras... como vc se engana! fez poesia ao pensar sobre isso... olhe lá: "Vou mais uma vez para o mergulho como quem responde ao silêncio. Ou como quem não se esconde do espanto."

onde estão seus olhos, pele e ouvidos?

Bjs!
Valeska Asfora disse…
...
Quis comentar...
Não encontrei as palavras...
Gabi disse…
Olá!

Achei seu blog, gostei muito dos poemas... Adicionei nos meus links favoritos. Também tenho um blog voltado à expressão artística, além de outras reflexões. Dá uma passadinha lá no meu e, se gostar, link tb ;)

www.mel-e-fel.spaceblog.com.br

Abraços e parabéns pelo talento

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