razão
nenhuma


o que escrevo
é apenas parte
do que sinto

a outra parte
finjo que minto
e acredito

(do livro Sem Meias Palavras, Editora Idéia-PB, 2002 - Lau Siqueira)

AS SANGRIAS DE 11 DE SETEMBRO
O dia 11 de setembro foi sangrado por duas vezes na história do mundo, com o atentado às torres gêmeas, em Nova Iorque (que só os insanos comemoram) e o golpe militar do general Pinochet, no Chile.Para não esquecer as bestas-feras como Bush, Osama Bin Laden e Pinochet, escute a resistência da raça humana na música de  Salif Keita. A beleza sempre vencerá a bestialidade: http://www.youtube.com/watch?v=4vmLW8Tqg14&feature=related.

SOBRE O SARAU NA CASA DAS ROSAS
Da mesma forma que o Sarau Cidade Poema, na Feira do Livro de Porto Alegre, no final do ano passado, o Sarau da Casa será mais uma oportunidade de estabelecermos laços poéticos, de permutarmos livros e informações poéticas. Começo sempre com uma boa expectativa de cumprir mais um roteiro desse ofício incerto e digno. Afinal, o que nos faz ser poeta num mundo convulsivo? No mais, a presença sempre generosa do amigo poeta Amador Ribeiro Neto trará a certeza de um evento capaz de traduzir as nossas expectativas sobre o que ainda podemos em termos de elaboração de linguagens e imagens. Dia 18 de dezembro, exatamente às 20 horas, estaremos lá. (Repetindo: Avenida paulista, 35 – Jardins, SP-SP) Deveremos olhar de frente os amigos e ler poemas que há muito nos revelam ao cotidiano.

REVISTA CELUZLOSE
A afirmação do ciberespaço como instrumento de veiculação da cultura brasileira e planetária, com amplas vantagens para a literatura e muito especialmente para a poesia é algo difícil de negar (e desnecessário, também). A cada dia surgem instrumentos que nos fazem pensar sobre a qualidade do que circula na internet. Para quem sabe o que procurar o lixo que dizem existir (e que certamente existe), continuará isolado. A revista Celuzlose é um espaço generoso esteticamente. Uma revista eletrônica que precisa ser acessada por quem se pretende ligado no que circula e merece atenção. A edição é de Victor Del Franco que, diga-se de passagem, está de parabéns. Confira o blog da revista: http://celuzlose.blogspot.com/

O PRAZER DA POESIA
Este é o tema que o amigo e poeta dos pampas, Sidney Schneider começou a desenvolver em sua oficina de leitura, no SESC (Avenida Alberto Bins, 635, terceiro andar, centro, Porto Alegre). A oficina vai do dia 6 ao dia 27 de outubro, sempre às quartas-feiras, das 19 às 22 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas também pelo telefone (051) 3284.2071, com Priscila ou Diana. Sidney fará a leitura e a interpretação dos poemas escolhidos, identificando as possibilidades de prazer estético em cada poema, um tipo de prazer que somente a poesia pode oferecer. Um momento interessante para a vida cultural da capital gaúcha. Vai a dica aos leitores e leitoras da minha querida Porto Alegre.

POEMA DE WALDIR PEDROSA AMORIM

Fazer um verso
vale mais do que tudo quando faço.
Bulir um verso, relê-lo senti-lo,
é ter espanto
com uma porção de mim
que nunca decifro.

(Poema: Escala de Valores, do livro O Avesso da Pele, de Waldir Pedrosa Amorim, Editora Manufatura-PB)

Comentários

A wild blumen disse…
Cecília Fidelli (que homenageei no meu blog vidavegetal1.blogspot.com) me indicou o seu, muitíssimo interessante, cultural e variado! A outra parte que finge acreditar que eu tinha em mim está na UTI. Vou seguir teu blog!
Reflexo d Alma disse…
Ei!
Chegando la do perfil do orkut de alguem,
pra poder conehcer aqui.
Vou passsear com calma e depois
comentar com certeza.
Vou aodar que coneça meu canto de poesia.

Bjins entre sonhos e delírios
Deixo-te um presente e uma incumbência, abraços,

http://umalagartadefogo.blogspot.com/2010/09/premio-blog-de-ouro.html
amigo lau siqueira chegou do méxico a revista POSDATA, com poemas seus e ensaio do martin palacio.uma edição dedicada a poesia brasileira; contando com você, donizete galvão e roberto piva, foi editada no ano passado. parabéns e abraços.
nydia bonetti disse…
Acho "razão nenhuma" genial, Lau - sem meias palavras. Abraço.
Carmem disse…
É verdade...
Já o imortal Fernando Pessoa dizia:

«O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.»

E, de pedaço em pedaço, o poeta se vai escrevendo, se imortalizando, para os que tiverem a sensibilidade de o "ver" nesse eterno jogo de palavras.

Adorei descobrir seu blog
Abç

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