suicídio lento
na mobília da alma
os versos que invento

(do meu terceiro livro, Sem Meias Palavras, Ed. Idéia-PB, 2002. Lau Siqueira)

EM DEZEMBRO NA CASA DAS ROSAS
Um nasceu em Jaguarão-RS e outro em Caconde-SP, mas ambos residindo na capital da Paraíba. Coincidentemente temos estado juntos em alguns eventos. Desta vez, eu e o poeta Amador Ribeiro Neto estaremos participando do “Sarau da Casa”, em São Paulo, no próximo dia 18 de dezembro, às 20 horas. (Convite prontamente recebido e aceito.) A Casa das Rosas é um dos mais importantes monumentos da cultura brasileira, um local de muitas histórias, um prédio de 455 anos, muito bem preservado. A Casa das Rosas fica localizada na Avenida Paulista, 35. A curadoria será do poeta Frederico Barbosa. Até lá vamos comentando sobre o convite. Os amigos e amigas de Sampa já estão convidados.



ENTREVISTA NA CONTEMPORARTES
Altair de Castro realizou uma entrevista comigo que agora está publicada aqui, http://revistacontemporartes.blogspot.com/2010/08/o-poeta-lau-siqueira.html na revista eletrônica Contemporartes. Se tiver saco e tempo, confira e comente. Altair reside em Curitiba, Paraná. Sobre a entrevista... Está tudo lá!



SERIAM OS POETAS UNS CHATOS?
Recebi uma deliciosa provocação nos comentários do blog Poesia Sim, no post anterior, do leitor Álvaro Andrade. A provocação se refere ao poema do Affonso Ávila que é, na verdade, extremamente provocativo. Realmente, existem poetas que extrapolam na vaidade e se tornam terrivelmente chatos. Acho muito bom quando os posts são gerados pelas reflexões dos leitores e leitoras do Poesia Sim. Seriam os poetas uns chatos? Depende.



ENTRE A PERFORMANCE E A ESCRITURA
Existem poetas, como eu e muitos, que são escritores, apenas. Outros são performáticos. Poucos são bons na performance e na escrita. Os performáticos chamam mais atenção pela capacidade cênica que pelo texto. Um bom texto poético é melhor digerido em silêncio, penso. A poesia é assim, tem muitas formas, muitos caminhos. Repentistas, como Oliveira de Panelas, Otacílio Batista e outros não deixam de ser tão brilhantes quanto um Drummond. O que os separa é a diferença que nos torna tão absolutamente iguais.



POEMA DE MALLARMÉ





A carne é triste e eu, ai! já li todos os livros,
Fugir! Fugir pra longe. Ouço as aves aos gritos
Ébrias na espuma ignota e sob o céu, em bando!
Nada, nem vãos jardins nos olhos se espelhando
Retém meu coração que se embebe de mar,
Oh noites! nem a luz da candeia a alumiar
O deserto papel que a brancura defende;
Nem mesmo jovem mãe que seu filho amamente.
Hei-de partir! Vapor em marítimas crises,
Iça o ferro e faz rumo a exóticos países,
Um Tédio triste, em cruel e inútil esperar,
Crê no supremo adeus dos lenços a acenar.
Que os mastros, porventura, atraindo presságios,
São os mesmos que um vento inclina nos naufrágios.
Soltos no mar, no mar, sem ilhas nem esteiros.
Mas ouve, coração, cantar os marinheiros.

(Brisa Marinha, poema de Stéphane Mallarmé. FONTE: Antologia “Oiro de vário tempo e lugar  - De São Francisco de Assis a Louis Aragon-”. Versão por A. Herculano de Carvalho. Porto-Portugal: O oiro do dia, 1983.)

Comentários

Victor Lessa disse…
Lau Siqueira,
estou apaixonado por 1965.
Se puder, dê uma passada no meu blog também, veja meus poemas.
Grande abraço
lis disse…
Lau
Muito me emociona te-lo trazido a minha página de poesias, todas garimpadas nesse veículo- a internet e seus inúmeros blogs.
Li ja não lembro onde poesias suas e gostei muito, passeio por páginas de poesias todo dia , adoro a beleza das palavras e até gostei do que disse na entrevista que tem pessoas que nunca fez poesia e são poéticas, acho que fui poeta em vidas passadas rsrs
Enfim eu que agradeço tanta inspiração! e ainda nao adquiri livros seus,mas claro que vou mandar o endereço pessoal, como sugere.E procurar também onde adquirir , em livrarias ou atraves da internet.
Vou continuar lendo voce e publiquei sem pedir autorização, mas confio que os poetas gostam que seus poemas sejam lidos assim ,como meus amigos o fazem , com carinho e sentimento.
Obrigada pela distinçao e deixo abraços
Caro Lau, há alguma coisa de errado com suas postagens? Pois no meu painel do blog as atuais não aparecem. Apenas as de um ano atrás. Não fosse eu vir em seu blog, pois estava estranhando a "ausência" de publicações, não saberia dos novos posts. Digo-lhe isso, pois talvez outros seguidores seus estejam vendo a mesma coisa.
Fique com Deus,
Grande abraço,
Simonetta disse…
ai, como gosto de vir aqui, sinto-me envolta em lençois macios de puro algodão, com cheiro de sol, sabe como é? protegida.o meu blog também tem esse problema que ele citou acima, já comuniquei a um desses google communication systems e de nada adiantou. se descobrir, conta. obrigada por suas poesias que dão mais sentido ainda aos meus sentidos.a verificação da palavra para aprovar a publicação foi rejoy!

Postagens mais visitadas deste blog