Postagens

Mostrando postagens de Outubro, 2010
GRAFITE







morrer é quase
um imprevisto


morro sempre
quando penso
que não existo

(Do livro Predadores, das edições Dulcinéia Catadora. Lau Siqueira)

GRAFITE II
“Não quero mudar o príncipe, mas o princípio. (Em memória de Lee Oswald)”.Frase colhida da minha memória. Estava escrita com tinta preta no muro da Faculdade de Medicina da UFRGS, no final dos anos setenta.

VOTO PELA DIGNIDADE
A poesia é, naturalmente, apartidária. A poesia é uma paisagem de todas as cores. Pássaro mergulhador das fontes de água barrenta e dos córregos verdejados. A poesia é uma garupa de palavras buscando o instante da velocidade e do salto. O poeta, não. O poeta trava, engole, voa, vomita. O poeta toma partido sempre. Mesmo quando não. Eu tomo partido sempre e sempre respeito as diferenças. Separo o joio do trigo. O respeito deve ser uma condição preponderante na democracia moderna. Este ano, meu voto vai para Dilma, 13, presidente e Ricardo, 40, governador. Voto contra o que pensa, por exemplo, gente como Ferreira Gull…
terceira sombra





dos olhos acesos
do infinito arranco
ventos e chuvas

como quem respira
fundo e de modo
resoluto


(poema novelo – lau siqueira)


POEMA NOVELO
O poema acima não foi totalmente inventado agora. Ele já existia escrito com caneta numa folha de um desses blocos de anotações. Entre letras de forma e riscos, anulações inteiras de versos, parênteses incompreensíveis... Assim nasceu este poema. Possuía, inicialmente, dezoito versos. Acabou com seis. Os demais nem foram tocados e a folha de bloco jogada imediatamente no lixo. Por isso é um poema novelo. Não sei como começou ou se este é realmente seu fim. O fio da meada não está em mim, parece. Quem sabe me chegam outras asas para a mesma revoada. Enfim, é apenas um poema. Nem por isso me dou por satisfeito. Terceira sombra agora não é mais um poema inédito e muito menos imutável. E assim é a poesia... E assim é a vida.


ÁGUIA MENDES
Recebi com muito gosto o livro Sol de Algibeira, do poeta paraibano e amigo, Águia Mendes. Publicação da Edit…
Política





Quando menino era fazendeiro
rico. Tinha um quintal, bois de osso
e um cão chamado Dique. Recebia
presentes da avó que nunca vi.
Marmelo seco. Charque. Tomava
banho de açude.

Como era doce ser rude!

(do livro Texto Sentido, 2007. lau siqueira)


DILMA, 13 - RICARDO, 40 No dia 31 de outubro vou me dirigir à Escola David Trindade, em Mangabeira, para votar em Ricardo para governador da Paraíba e Dilma para presidente. Meu voto vai para os que acreditam que o Brasil e a Paraíba precisam avançar para um enfrentamento com o presente e com o passado e para que o futuro não ria da nossa tristeza e da nossa miséria. Socialismo e Liberdade na terra de Augusto dos Anjos!
POEMA DE LUCAS VIRIATO
Nada machuca tanto (e gera mais espanto) do que este curto corte da fina folha em branco
(Pranto, poema de Lucas Viriato publicado no excelente suplemento, Plástico Bolha – jornalplasticobolha.blogspot, ano 5 nr 28, Rio de Janeiro)
ALBERTO LACET IN CONCERT Já comentei no post anterior, em um dos tópicos, sobre a …
Imagem
girassol





que uma nova manhã
percorra o esplendor das
...........................pétalas


seda laranja
cujos poros movem
o brilho do sol


é tempo de semear
estrelas e conduzir pela
mão o futuro


(joão pessoa, 03.10.10 – 00:30h. vale do timbó, terceiro andar. poema vermelho, lau siqueira)


ALBERTO LACET
Um nome da mais alta nobreza na arte nordestina e brasileira é o paraibano da serra de Teixeira, no Alto Sertão, Alberto Lacet. Sua obra produz cores pulsantes e nos permite dispensar as fronteiras entre o figurativo e o abstrato. Como toda arte superior, a obra de Lacet está além de qualquer definição, de qualquer conceito. Como diria Almandrade, é a mais pura “poesia como objeto do olhar”. Confira o seu site, http://www.albertolacet.com/


parahyband


nas cores alegres
e tristes das esquinas
desta cidade de
multidões em delírio


não cabe o olhar
que as sustenta

( e os tambores
......tocam para
......joão balula )

(poema vermelho – lau siqueira)

JOÃO BALULA
Para quem não conheceu João Balula, diria que foi um prín…