segunda-feira, 1 de novembro de 2010

figos maduros






ai de mim
com esta figueira crescendo dentro
sem saber direito o momento da poda
ou da colheita

........................ ai de mim
que não entendo de árvores
e não compreendo o que dizem
o que fazem

como agem na hora do corte
e depois
na transcendência das figueiras


..........não sei da casca
..........grossa no caule leitoso
..........que com o tempo será
..........fibra impermeável


...............................ai de mim
que percorro a mansidão invisível
como um galo cumprindo o ofício
.................................. das manhãs


(poema do livro Texto Sentido – lau siqueira)

VEM AÍ O III SIMPOESIA
Mais uma edição do Simpoesia estará acontecendo entre os dias 5 e 7 de novembro na Casa das Rosas (Paulista nr 37 – São Paulo-SP). O evento propõe um intercâmbio entre poetas brasileiros e estrangeiros. Já estão asseguradas as participações de Arjen Duinker (Holanda), Aquiles Alencar Brayner (British Council/UK) Bruce Andrews (EUA), Erin Moure (Canadá), Farnoosh de Fathi (USA), Martín Palacio Gamboa (Uruguai), e poetas de vários estados do país. O evento terá ainda lançamentos de livros e feiras de editoras independentes de poesia. A realização é da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e a produção fica por conta da Casa das Rosas e da POIESIS. Visite o site do evento, www.simpoesia.blogspot.com .

PENSANDO COM ANTÔNIO CÂNDIDO
“Em 1837 Liszt deu em Paris um concerto, onde se anunciava uma peça de Beethoven e outra de Pixis, obscuro compositor já então considerado de qualidade ínfima. Por inadvertência, o programa trocou os nomes , atribuindo a um a obra do outro, de tal modo que a assistência, composta de gente musicalmente culta e refinada, cobriu de aplausos calorosos a de Pixis, que aparecia como de Beethoven, e manifestou fastio desprezível em relação a este, chegando muitos a se retirarem. Este fato verídico ilustra com mais eloqüência do que qualquer exposição o que pretendo sugerir, isto é, que mesmo quando pensamos ser nós mesmos, somos público, pertencemos a uma massa cujas reações obedecem a condicionantes do momento e do meio.”

(do livro Literatura e Sociedade – Estudos de Teoria e História Literária, 10ª Edição, Editora Ouro sobre Azul-RJ, 2008)

4 comentários:

Digho disse...

Linda poesia.Parabéns pela criatividade.Sucesso!!http://digho.blogspot.com

Cintia Tavares disse...

Bom diaaa meu anjo! Assim como você, tenho tentado bastante expressar meus sentimentos em forma de textos e poemas. Gostei muito do seu Blog e estou te seguindo. Publiquei uns textos meus já e gostaria que desse uma olhadinha. Beeijos e boom final de semana pra você! :D

Sidnei Schneider disse...

gosto muito desse poema.
abração

Juliana Meira disse...

belo poema, Lau. um abraço poeta!