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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

leminskiagem




passo pelo mundo
ancorado numa coragem
que desconheço

sei lá de que lado está
meu avesso

(leminskiagem, poema do livro Texto Sentido. Lau Siquera)

DEZEMBRO DE 2010
Aos que calam diante das conveniências o meu mais profundo desprezo. O preço da covardia é o aço do espelho.

DIAS CONTADOS EM GOTAS DE ORVALHO
A vida vai crescendo sobre nossos ombros com sua leveza e seu imenso peso. Suas substâncias e suas influências vertidas pelos poros, pelos olhos e pelos ouvidos. A vida repara seus insultos e seus insumos, com os cotovelos no espalmar da janela.

BAILANDO COM PALAVRAS
Alguns livros que comprei no I Salão Internacional do Livro da Paraíba, ainda descançam pela sala. Esquecidos para serem vistos. Como a lagartixa que cresce por trás da geladeira e passeia pela cozinha, sem se importar com a minha atrapalhada execução sobre o teclado.

TRANSGRESSÃO ESTÉTICA
O mito é o imaginário estremecido.

POEMA DE SEVERO SARDUY


Como bailarino de teatro nô
que detém cada gesto
para mostrá-lo na cena quieta
e detém o desenho de gestos
para surpreendê-lo em uma história
quieta sem desenlace
assim a corrente de palavras
começa a circular detida
lentamente habita o teatro
povoa a cena
com letras
coloca-se em seu papel
(Como um bailarino de teatro nô, poema de Severo Sarduy. Tradução de Glauco Mattoso. Na antoloa Jardim de Camaleões – a poesia neobarroca na América latina. Organizada por Cláudio Daniel. Ed. Iluminuras)

4 comentários:

sandra camurça disse...

gostei muito da leminskiagem ;)

Thiago Lia Fook Meira Braga disse...

Belo poema!

Lau Milesi disse...

Leminski já é tudo de bom, em parceria então...
Show!

Um abraço

(da) Lau :)

Furini disse...

Gostei de sua percepção de Tulipas - um belo poema.

Há um tempo eu também recebi inspiração das Tulipas:
Tulipas

Lateja a vida nos meteoros das cores e das formas,
a artista multiplica tulipas
no universo da tela
y as flores alegram as retinas.