POR QUE
ESCREVO
POEMAS
CURTOS?



(eu

ando

em

busca

do

silên

cio)


(Do livro “O Guardador de Sorrisos”, Ed. Trema-PB, 1998 – LS)


FELIZ ANO VELHO - Não guardo queixas de 2010. Foi um ano de desbravamentos, desafios imensos e também de boas descobertas. Nos últimos dias do ano estarei encaminhando (finalmente), meu novo livro de poemas para a Editora Casa Verde. “Poesia Sem Pele” vai inaugurar a coleção Cidade Poema, projeto de Laís Chaffe. Uma alegria ímpar publicar no Rio Grande do Sul, minha terra querida mesmo estando no meu Nordeste amado há 25 anos. Um prêmio para a minha vida inteira! É assim que sinto o convite da poeta e amiga muito querida, Laís Chaffe. Eis o site da editora: http://www.casaverde.art.br/

FELIZ ANO NOVO - Vou começar o ano de 2011 com um projeto que não tem nada de novo. Na verdade, uma provocação antiga do poeta e amigo Frederico Barbosa. O desafio é selecionar 100 poemas dos meus livros anteriores e encontrar um bom caminho editorial. Este projeto, prometo, será iniciado assim que estiver totalmente encaminhado o Poesia Sem Pele. Na verdade, vou cumprindo um caminho independente, uma vez que meus livros tem vendido bem aqui em João Pessoa, ainda que não esteja nas livrarias. O último, somente no lançamento, vendeu 193 exemplares. Vendeu também mais uns 120 pelo blog e outros tantos por um site www.lausiqueira.com (e que está desativado, parece) que um amigo criou com esse fim específico e em alguns eventos.

POR BAIXO DO PLANO - Também está nos meus planos difundir mais a minha poesia na banda espanhola e na minha pátria, os países de Língua Portuguesa. Confesso que fiquei feliz ao saber dos meus poemas publicados no México, com a ajuda inestimável do amigo e poeta uruguaio Martin Palacio Gamboa. Também fiquei feliz com algumas traduções, para o catalão, inclusive. Enfim... É tempo de cultivar vaidades saudáveis. Tempo de mergulhar e renovar utopias. Sem perder a ternura, jamais... até mesmo por uma algo tão simbólico na nossa existência: o umbigo.

AMÉLIA PAES - Algumas pessoas são imprescindíveis para a poesia no mundo inteiro. Sempre foi assim, mas a internet tornou isso mais evidente. Amélia Paes, por exemplo derrama para o mundo, a partir de Lisboa, uma antologia permanente de poetas de Língua Portuguesa. Uma “obra aberta”, como diria Umberto Eco. Foi por e-mail que conheci, por exemplo, o poeta português, nascido em 1938, Casimiro Brito. Conheça os blogs de Amélia e confira um poema deste poeta lusitano: http://barcosflores.blogspot.com -http://cristalina.multiply.com/
POEMA DE CASIMIRO BRITO


A luz que me dás, esquiva e dura,
serve-me de abrigo onde desfeito
é já o meu cansaço. Halo escuro
a luz dói – perdição incerta
de um pobre e calcinado coração
que sabe de amor
o que batalhas são.

(BRITO, Casimiro de, Opus Affettuoso seguido de Última Núpcia , Colecção “Os Olhos da Memória”, n.º 75, 1.ª edição, Limiar, Porto, 1997.)

Comentários

Cris de Souza disse…
teu espaço é bacanérrimo...

evoé!
Cris de Souza disse…
(quando quero silêncio ouço as pedras)
nydia bonetti disse…
também curto poema curto - cada vez mais. feliz 2011, lau! e que o "poesia sem pele" venha breve. um já é meu. :) abraço.

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