Translate

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

badalada




olhar de
tempestade

( a vida corre
densa pelos becos
vielas praças abrigos
calçadas

tudo
emerge na sede )

a vida e seus cascos
de palavras e viagens

tipo credence
best of

(poema vermelho - ls)

FLANAR ESTRELAS - Se algum livro me impressionou ultimamente, este livro é "A desumanização da arte", de Jose Ortega y Gasset. Não eixste ali, creio, o fechamento de uma idéia sobre a qual se deverá assentar a humanidade, mas a necessidade de uma reflexão permanente ao ofício da invenção e ao exercício do pensamento, seja ele qual for. A arte, venha ela das palavras, das tintas ou dos bemóis, sustenta o que se possa conceber enquanto exercício que se estende do racionalismo ao extremo dorso da pele. Enfim, um livro para uma leitura bastante apurada, bastante esfomeada para o que se possa dizer com elegância, com inteligência, com poesia...

TEORIAS DA LITERATURA - No prefácio do livro Teoria da Literatura 'Revisitada', de Magaly Trindade Gonçalves e Zina C. Bellodi, publicado pela Vozes, Benedito Nunes faz algumas provocações interessantes: "Antes conhecimento interpretativo que ciência, antes interpretação que explicação, antes compreensão de um objeto, que o constitui ao ser historicamente pensado, a Teoria da literatura dimensiona conceptualmente a existência do literário. Mas essa existência só toma corpo por meio da prática da leitura. Literatura rima com leitura. E por mais que varie a natureza do ato de ler, seja visual ou tátil, como a silente decifração Braille e a captação horizontal articuladora das palavras no espaço linear da página, seja ainda o luminoso e vertical desfile das linhas numa tela de computador, é esse mesmo ato que confere a existência do literário."

POESIA DE LÍNGUA PORTUGUESA II - Na edição de hoje vamos apresentar a poeta e tradutora brasileira Josely Vianna Baptista, nascida em Curitiba no ano de 1957. O poema de Josely Vianna Baptista que apresentamos a seguir, foi transcrito da antologia Jardim de Camaleões - a poesia neobarroca na américa latina, com organização, seleção e notas do poeta, crítico e tradutor, Cláudio Daniel.

VELU


Lúcido pergaminho, pele argêntea, de prata
(bolsa d'água, placenta), nas raízes aéreas. a cera
e a polidez da pétala encoberta: brácteas
que se abrem (túnica) e desabrocham: filandras
e nervuras na placidez selvagem - flor
e acontecimento que se desdobra em flor.
(Velâmens, em camadas, evoluem no ar.)

A gravidez sem peso dos pecíolos no limbo.

(poema de Josely Vianna Baptista, do livro Jardim de Camaleões)

5 comentários:

Diário disse...

Bom Dia!!! Linda a poesia "Badalada", eu não conheço nenhum poema de Josely Vianna, mas vou a biblioteca procurar esse livro"Jardim de Camaleões"... Eu me interesso muito em conhecer novos poetas, formas de linguagens!!! Tenho um amigo que só gosta da poesia rimada(rsrsr) digo sempre a ele que é um idiota!(rsrsrs) Obrigado por visitar meu humilde blog e por segui-lo!!! Vou estar sempre por aqui me inspirando nos poemas e nas dicas de leitura!!! Bye

Ricardo M.Reis disse...

da uma força ai.. http://sugestaohipnotica.blogspot.com/

Lau Siqueira disse...

Você precisa conhecer Josely. Uma diva da poesia neobarroca. Tem muita coisa dela na net. abs!

Lau Siqueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diário disse...

Pena que moro tão longe, mas vou procurar o livro dela na biblioteca daqui!!! Estava hj folheando uma revista e achei uma matéria sobre um novo livro que fala do Che Guevara.
"Fidel e Che" de Simon Reid-Henry, já esta na minha lista para ler!!! E vc já leu este???? Boa noite! Ah, eu queria saber sua opinião sobre as minhas poesias! Acha que escrevo bem?? Bye