estand'arte





a noite geme
seus motivos na
sutileza do
gesto sugerido


(ócio de flores
exalando o sublime)

em nervuras

absolutamente
               secas

(lau siqueira – poemas vermelhos)

O CORTE E O VERSO – Uma amiga me fez pensar bastante sobre a minha relação com a invenção do poema. Ela se referia, mais precisamente, ao modo como estabeleço a “tortografia” (segundo Augusto de Campos) do verso. Na verdade, no geral, não uso o corte do verso para estabelecer o ritmo do poema. Pelo menos, não sempre (pra não dizer quase nunca). Na maioria das vezes, o corte serve exatamente para quebrar o ritmo e tornar a leitura uma aventura que somente irá se completar no leitor. A modernidade criou o verso polimétrico, um guardador dos oxigênios para o poema moderno e para a sua sintaxe. No meu caso, uso o corte do verso para que o leitor possa reinventar o poema e para que a invenção se complete num outro olhar. Mas, esse é um longo papo que ainda vou desenvolver de forma mais apurada. Provavelmente no meu outro blog.

CASA DAS ROSAS – Confirmado para o dia 19 de março o Sarau da Casa com a minha presença e com a presença do meu grande amigo, o poeta, tradutor e crítico, Amador Ribeiro Neto. As demais atividades para o Estado de São Paulo não se confirmaram e considero-as canceladas. Aproveito a oportunidade para agradecer o convite do poeta Frederico Barbosa, diretor da Casa das Rosas e grande articulador da poesia brasileira pelos dias e noites do século XXI.

FESTPOA LITERÁRIA – Com ajuda de amigos como Laís Chaffe e Fernando Ramos, vou lançar meu livro Poesia Sem Pele no final de abril ou início de maio, no FestPoa Literária, um Festival de Literatura realizado em Porto Alegre. O livro sairá pelo selo Casa Verde e o seu processo tem sido algo extremamente prazeroso, seja por e-mail, seja em papos no facebook com a editora e poeta Laís Chaffe. Com confirmação da presença e data ainda por ser confirmada, estimo que logo após estarei promovendo um lançamento aqui em João Pessoa.

POESIA DE LÍNGUA PORTUGUESA IV – O poeta Antônio Risério é tradutor, ensaísta, antropólogo e nasceu em Salvador(BA), em 1953. Entre outros títulos, publicou Ënsaio sobre o texto poético em contexto digital”, pela Fundação Casa de Jorge Amado, 1998 Teve seus poemas reunidos em Fetiche, também pela Fundação Casa de Jorge Amado. Entre os poetas traduzidos por risério, destacamos o chileno Vicente Huidobro.

POEMA DE ANTÔNIO RISÉRIO



Querido enigma:
estou bêbado.

Vou, como se diz,
pisando nas asas.

Paro numa estrela
e sorteio o mar.

Mas estranho
- e muito –

O meu e o teu
linjaguar.

(Leminskiana, poema de Antônio Risério, na antologia Na virada do século – poesia de invenção no Brasil – Ed. Landy-SP, org. Fred Barbosa e Cláudio Daniel)

Comentários

Diário disse…
oi Lau, passando pra deixar um "oi"... Lindos poemas, o seu e o de Antônio Risério! Maravilhosos! Um beijo e boa semana!!!! bye
Lau Siqueira disse…
Grato por cada visita ao blog! :)
Manuel Rosa disse…
Grande título: Poesia, sim! Gostei do conteúdo do blog.
Adriana Karnal disse…
Lau,
vou te ver na festPoa, eheheh
Analuka disse…
Amei o poema do início da postagem!... Provoca em mim algum arrepio nostálgico, algo sutil... Beijos alados, querido amigo Lau.

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