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Mostrando postagens de Março, 2011
cabaceiras






nos joelhos toscos do granito nas
cuias secas e nos coquetéis do mormaço
somente os cactos resistem aos camaleões
de empório sempre sempre sempre
sempre alumbrados com seus piercings


veemências trincadas no nicho tatuado
do umbigo ( ) consumado ato
do exercício ximango – blindagem
                                   do gibão e do rap


como um oceano invisível
impassível meu canto delata a perenidade
                                           dos pássaros




nas sobras dormidas do cangaço
registro o desabrigo da pele


(poema do livro Texto Sentido, Ed. Bagaço-PE, 2007 – lau siqueira)


DETALHES DO MODERNISMO Logicamente vai aqui uma referência ao excelente blog Retalhos do Modernismo, cujo link pode ser encontrado no Poesia Sim. Todavia, meu desejo é destacar um fato que li recentemente no livro de Neide Rezende, A Semana de Arte Moderna, publicado pela Ática. Segundo Neide, um dos episódios mais divertidos da Semana de 22 foi a apresentação de Villa-Lobos. Ele subiu no palco de casaca, conforme o …
 inundação




nao submeto meus silêncios aos
gritos de quem perdeu o hábito do futuro

sou como uma gota qualquer de plenitude
em um universo que escuta e permanece
mudo

(do livro Texto Sentido, Ed. Bagaço=PE, 2007 – lau siqueira)



QUE MISTÉRIO TEM CLARICE... De repente um amigo alertou e outros começaram a enviar para o meu e-mail, mensagens indicando blogs e sites onde o meu poema “Aos Predadores da Utopia” aparece apócrifo ou atribuído à Clarice Lispector. Coisas da internet, onde o fator “control c control v” ajuda a banir a autoria de algumas obras. Não é pouca a desinformação que circula on line sobre Clarice e outros autores e autoras. O mais bizarro é que meu poema foi postado como frase (alterado) e atribuído à Clarice até mesmo num blog em sua homenagem. (O que é ótimo, mas não é bom.) Assim, agradeço a atitude ética e a sensibilidade de quem corrigiu o erro.
POWER TO THE PIPOL (I) - Depois de quatro anos assinando coluna no portal Cronópios saí de cena. Ou melhor: fui deletado. O mo…
idílio paulistano







somente os pássaros nos quintais
do Morumbi cagam a burguesia pau
lista que sempre parece tão distante
em sua socas rebocadas pelo lucro
das fábricas e pelos suores que des
cem a consolação no coletivo para
lamber pipocas no Ibirapuera


sampa concentra as uvas do estio
nas madrugadas de poemas restritos
ao delírio


(que frio)


(do livro Texto Sentido – Ed. Bagaço-PE, lau siqueira)


II FLIBO, EU VOU – DIA 24 (QUINTA-FEIRA) A abertura da II Feira Literária de Boqueirão, II FLIBO, abre amanhã, dia 24 de março e se estende até o dia 27. O tema deste ano será “Diversidade e Identidade Cultural – preservando e fazeres de um povo.” A abertura do evento contará com palestra do escritor Bráulio Tavares e de Ariano Suassuna, homenageado do evento, às 19:30h. Haverá também a entrega simbólica da biblioteca rural Arca das Letras ao assentamento Carnoió, com a presença do Coordenador do Projeto na Paraíba, Pedro Pereira dos Santos, representante do MDA.
II FLIBO, EU VOU – DIA 25 (SEXTA FEIRA) Às 9h…
aos predadores

da utopia





dentro de mim
morreram muitos tigres


os que ficaram
no entanto
são livres


(do livro O Guardador de Sorrisos, Editora Trema-PB, 1998)

DIREITOS AUTORAIS
Ganhar dinheiro com direitos autorais escrevendo poesia é pouco provável. No entanto exigir respeito é uma obrigação. A internet, como tudo na vida, tem suas vantagens e desvantagens. Sábado, em São Paulo, dpois do sarau, saímos para jantar. Na mesa, eu, Silmara Belleti e os poetas, Frederico Barbosa, Amador Ribeiro Neto e Alice Ruiz. Falávamos dos direitos sobre a obra de Paulo Leminski, recentemente conquistados pela família, junto à editora Brasiliense.

DIREITOS AUTORAIS II No meio do papo, Fred relatou ter encontrado poemas seus em perfis do Orkut, sem o seu nome. Entrou em contato com algumas pessoas para corrigir. O estranho é que nem todo mundo gosta de ser corrigido e isso eu pude comprovar. Então meu amigo sugeriu que eu buscasse no Orkut o referido poema. Não deu outra. Fiquei espantado com o que vi.

DIREITOS AUTO…
teia

então fui diluindo a loucura ao compreender que a nascente de tudo era um caos
urbano e diurno
aprendi a velejar pelas calçadas como uma sombra entre sombras
                  sem inventar rastros ousei vestir os sapatos da morte e revelar-me ao círculo visceral da existência
nem fui o insano ou o decrépito humano
apenas despi a coragem e vivi sem pele a lapidação da alma
perdi o que não era essência
                      e agora                       pleno de mim                       não sei nem sou
(do livro Texto Sentido, Ed. Bagaço-PE, 2007. LS)
SARAU NA CASA – Os amigos e amigas do Poesia Sim que residem em São Paulo estão convidados para mais um sarau promovido pela Casa das Rosas. Desta vez com participação minha e do poeta Amador Ribeiro Neto, como convidados. A parte musical do evento fica por conta de André Parisi e Léo Nascimento. Neste sábado, na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37, próximo à Estação Brigadeiro do Metrô. Existe um estacionamento conveniado, na Alameda Santos, 74. Maior…
balão de ensaio







sobre o poema
despejo silêncios e
                   abalos


(na insacialidade
do tempo


na permanência
do efêmero) na


certeza que duela
com o sopro

e namora com
o vento



(poema vermelho – lau siqueira)


MODERNIDADE PRIMITIVA Tenho pensado no que vem sendo classificado como “literatura digital”. Tenho sérias desconfianças acerca desse prazer inexplicável de nominar tudo, de classificar as mais diversas mansifestações da raça humana, seja na arte, na ciência ou no pensamento. Na verdade, tudo me parece bem antigo. Até mesmo o chip que será responsável pela transmissão desse texto para os mais diversos lugares, onde será compreendido (ou não) sem maiores reflexões sobre o suporte que o sustenta.

MODERNIDADE PRIMITIVA
Principalmente entre os séculos XIX e meados do século XX os escritores publicavam em primeira mão os seus textos nos jornais. Muitas vezes livros inteiros. Cada capítulo numa edição. Neste sentido, podemos até acreditar que não mudou muita coisa. Afinal, não são poucos …
laranja mecânica





às vezes me desespero
      e cometo absurdos

às vezes simplesmente
                    fico mudo


    não sei de onde vim
    nem porque assim
    me desnudo

(do livro Sem Meias Palavras, Editora Idéia-PB, 2002)


BLECAUTE REALIZA II ENCONTRO DE LITERATURA CONTEMPORÂNEA – Neste domingo sai uma caravana de escritores de João Pessoa rumo à Serra da Borborema. Vai começar em Campina Grande o II Encontro de Literatura Paraibana, no Centro de Educação da UEPB que fica localizado no centro da cidade. Uma vasta programação prosseguirá até a segunda-feira, com palestras, mesas, debates. Um evento que se configura como dos mais importantes do Estado. Estarei à tarde numa mesa com o poeta Jairo Cezar que organiza um evento literário também na cidade de Sapé, terra natal de Augusto dos Anjos e com Mirtes Sulpino, que organiza também um importante evento, a FLIBO – Festa Literária de Boqueirão.
EM DEBATE OS EVENTOS LITERÁRIOS – De suma importância a provocação feita pelos escritores que orga…