laranja mecânica





às vezes me desespero
      e cometo absurdos

às vezes simplesmente
                    fico mudo


    não sei de onde vim
    nem porque assim
    me desnudo

(do livro Sem Meias Palavras, Editora Idéia-PB, 2002)


BLECAUTE REALIZA II ENCONTRO DE LITERATURA CONTEMPORÂNEA – Neste domingo sai uma caravana de escritores de João Pessoa rumo à Serra da Borborema. Vai começar em Campina Grande o II Encontro de Literatura Paraibana, no Centro de Educação da UEPB que fica localizado no centro da cidade. Uma vasta programação prosseguirá até a segunda-feira, com palestras, mesas, debates. Um evento que se configura como dos mais importantes do Estado. Estarei à tarde numa mesa com o poeta Jairo Cezar que organiza um evento literário também na cidade de Sapé, terra natal de Augusto dos Anjos e com Mirtes Sulpino, que organiza também um importante evento, a FLIBO – Festa Literária de Boqueirão.

EM DEBATE OS EVENTOS LITERÁRIOS – De suma importância a provocação feita pelos escritores que organizam o evento, apoiados pela Universidade Estadual da paraíba – UEPB e que compõem o Núcleo Blecaute de Literatura. Na verdade, a Paraíba começa a entrar no debate nacional da política do livro e da leitura. O mercado do livro, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro, em 2008 faturou 3 bilhões e 330 mil. No entanto, veremos que essa lucratividade pouco tem a ver com a literatura contemporânea que ainda recebe raros investimentos e compõe a cadeia produtiva do livro porque a maioria dos autores que publicam ainda são os maiores investidores nas suas próprias obras.

OS DÉBITOS DO MERCADO – O governo Lula desonerou o preço do livro, eliminando os impostos. Na contrapartida as editoras deveriam ter baixado os preços e criado um Fundo Nacional do livro e da leitura. Passados 7 anos, nada disso aconteceu. A maioria dos livros continua de difícil acesso para a maioria da população de um país que já colmemora a chegada ao pódium da economia mundial em sétimo lugar e o Fundo ainda é uma promessa. Alguns acham que os escritores não deveriam se preocupar com isso. Eu penso o contrário. Os escritores devem se tornar militantes das políticas de incentivo ao livro e à leitura.


POEMA DE MICHELINY VERUNSCHK


Havia de encontrar
alguma velha ferida
e nela, supurando ainda,
teu rosto:
outonos e infernos
esquecidos
entre páginas amareladas
e a dor,
essa inútil traça.

(da antologia Na Virada do Século – Poesia de Invenção no Brasil, Ed. Landy-Sp, 2002)

Comentários

Ricardow disse…
Adorei o blog, muito bacana, visite o meu, e veja se gosta, são coisas que eu escrevo... http://poesiasemvalor.blogspot.com
Olá, Lau Siqueira.
Gostei muito do seu blog. Vou seguí-lo. Também moro em João Pessoa e já conhecia o seu nome.
Fiquei com vontade de ir ao encontro de literatura contemporânea em campina Grande. Pena que não posso.
Acabei de criar um blog onde irei postar meus poemas, contos e outros escritos. Te convido a seguí-lo e sinta-se livre para acrescentar suas críticas e sugestões.
Um abraço
Tiago Lyra disse…
Gostei da imagem poética a dor como inútil traça
Tiago Lyra disse…
Gostei bastante do blog. Gostaria de fazer uma parceria

http://alyyra.blogspot.com/

Se quiser... é claro
Lilou disse…
Olá, adoro seu blog e estou te seguindo.Parabéns.
E ficaria feliz se você visitasse o meu: http://lilouhappy.blogspot.com/
Eduardo disse…
Sabe, essas poesias sem muitas palavras sempre me intrigaram. Olho o corpo, enxuto, mas depois que passo os olhos paro e começo a ler, realmente fica redundante dizer: Mas que conteúdo?!!rs - Abraços!
Eduardo Lazaro
http://ebrancaglioni.blogspot.com
☆Anjo☆ disse…
Oi Lau poemas maravilhosos... Passando pra deixar um oi+abraço carinhoso!
bjs e bye
Lau Siqueira disse…
Ricardow, poesia é uma coisa tão inútil, tão sem valor que a gente não vive sem ela. Parabéns pelo blog.

Débora, importante a sua participação aqui. Grato pela generosidade. Vamos para a FLIBO? Vai sair transporte de João Pessoa. Como é importante ter uma professora ligada na literatura eletrônica.


Jessé e Thiago, grato pela visita. Vamos nos seguindo por aí, assim estaremos sempre juntos.

Lilou, grato, querida. quem sabe nos encontramos dia 19, em Sampa. Estarei no sarau da Casa das Rosas.

Eduardo, não a poesia enxiuta, mas a linguagem enxuta é uma marca da poesia contemporânea. Grato pelo comentário. Bacana seu blog.

Anjo, já disse: você é um anjo e sua presença aqui sempre será bem vinda. Beijos!
LEANDRO CHH disse…
Olá, gostei muito do trabalho em seu blog. É muito legal, pois aborta temas variados. Já estou seguindo seu blog, se desejar conhecer meu blog o endereço é http://www.construindohistoriahoje.blogspot.com

Leandro
Lau Siqueira disse…
sim, Leando. Vou dar um passeio pelo seu blog, ok? Grande abraço e volte sempre.

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