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Mostrando postagens de Maio, 2011
cratera




nas escotilhas
dantescas do escambo
esgrimando lágrimas
colhidas no sal


mariposas em risco
no riso da lâmpada
olhos de lua lá fora


(poema vermelho – lau siqueira)

SEM PELE NA SERRA DA BORBOREMA - Dia 01, quarta-feira, às 20h, na Sala 15 do Departamento de Humanidades da Universidade Federal de Campina Grande-PB, estarei mais uma vez soltando os bichos do meu quinto livro, Poesia Sem Pele. A promoção é do Núcleo Blecaute de Literatura e a apresentação da obra ficará a cargo dos poetas paraibanos Bruno Gaudêncio e Jairo Cesar. Agradeço ao grupo Caixa baixa pela parceria de sempre, à jornalista Tatiana Sales, da Campina FM, pela imensa coragem de apostar no meu trabalho... Enfim, gracias a la vida!

SEM PELE NA SEMANA ZÉLINS - Dia 02, quinta-feira, às 19 horas, estaremos numa noite de autógrafos no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. Mais uma vez o bicho sangrado, sem pele, uivará para a Lua. O evento faz parte da programação da Semana Cultural José Lins do Rego, promovida …
através dos muros







o significado das coisas
não passa pela compreensão
do poema que é
sobretudo um mergulho e um
renitente ácido roendo
os sentidos


o significado das coisas traz
em si uma multidão de elétrons
uma infinitude que não caberá
no que permite o medo


neste oceano de conjecturas
um gato cinzento caminha
por sobre o telhado


(poema vermelho – lau siqueira)


MAIS DOIS MOMENTOS SEM PELE – Fui gentilmente convidado para uma noite de autógrafos na Semana José Lins do Rego, no Espaço Cultural, agora no mês de junho. Também em junho, em data ainda a ser confirmada, acontecerá um lançamento na cidade de Campina Grande, na UFCG, a convite do poeta Bruno Gaudêncio, da revista Blecaute.
POR QUE LANCEI MEU LIVRO NUM MANICÔMIO? Num texto brutalmente apaixonado, emocionado, sem outra vontade que não a de vomitar meus silêncios, expliquei no blog Pele Sem Pele, os meus motivos para ter lançado meu quinto livro de poemas num manicômio. Foram muitas as perguntas, mas mesmo quem não tenha perguntado, caso que…
cotidiando

barulho de pá e martelo na construção de um prédio
cães latindo e algum canto de pássaro
vozes no corredor
assim uma nova manhã vomita um grande desafio

:
transformar o caos em encanto
(poema vermelho – lau siqueira)
DE VOLTA AO COMEÇO - Estou novamente em João Pessoa depois do pequeno giro para lançar o livro em Porto Alegre e Curitiba. Antes de pensar em sono e cansaço pela viagem, muito trabalho pela frente. Estirei a mirada profunda no olho de um furacão. Na vida cada qual escolhe seus mergulhos e a possibilidade de estancar. Minha sina é encarar os abismos e escancarar minha sede. Foi assim que aprendi a voar.
VIVA CURITIBA! - Cidade deliciosa, cheia de gente bacana. Foi assim a cidade que mais uma vez conheci. Bom demais abraçar Bárbara Lia, Marilda Confortin, Déia Mota, Álvaro Posselt, Marília Kubota, Macaxeira (grande Maca!) Lia Márcia Finn, Nino, Junior, a garotada do site Interrogação (www.interrogacao.org), Sandra Hiromoto... e outras pessoas (poetas ou não) que sabem como dan…
porto de quintana

(para Laís Chaffe e Fernando Ramos)




retorno às ruas de porto alegre
com meu baú de espantos e uma
sensação de eternidade breve


sigo caminhando pelas calçadas
de um tempo que não se perde
dos sentidos ou da memória...


hilário ribeiro cristóvão farrapos
alberto bins otávio rocha rua da
praia praça da alfândega...


o mirante horizontal da esquina
democrática estirando olhares
ao velho e belo mercado público


o cinza imponente e charmoso
da borges de medeiros colhendo
imagens no sumidouro do tempo


pessoas na rua com jeito apressado
de sonhar com as suas imensidões
e suas inexistências cotidianas


vejo nas fachadas antigas aquele
denso olhar de um quintana com
seus passos de sapato florido


foi assim que andei pelas pedras
no meio de uma rua das muitas e
antigas andradas sem praia


então cheguei no antigo majestic
para encontrar o poeta que nunca
deixou o seu quarto crescente


colhi nos olhares o que jamais nos
abandona e descobri que estamos
todos imersos na mesma sinfonia


nos esconderijos do tempo des…