através dos muros







o significado das coisas
não passa pela compreensão
do poema que é
sobretudo um mergulho e um
renitente ácido roendo
os sentidos


o significado das coisas traz
em si uma multidão de elétrons
uma infinitude que não caberá
no que permite o medo


neste oceano de conjecturas
um gato cinzento caminha
por sobre o telhado


(poema vermelho – lau siqueira)


MAIS DOIS MOMENTOS SEM PELE – Fui gentilmente convidado para uma noite de autógrafos na Semana José Lins do Rego, no Espaço Cultural, agora no mês de junho. Também em junho, em data ainda a ser confirmada, acontecerá um lançamento na cidade de Campina Grande, na UFCG, a convite do poeta Bruno Gaudêncio, da revista Blecaute.

POR QUE LANCEI MEU LIVRO NUM MANICÔMIO? Num texto brutalmente apaixonado, emocionado, sem outra vontade que não a de vomitar meus silêncios, expliquei no blog Pele Sem Pele, os meus motivos para ter lançado meu quinto livro de poemas num manicômio. Foram muitas as perguntas, mas mesmo quem não tenha perguntado, caso queira saber a resposta, confira o link.

A VENDA DOS LIVROS – O blog Poesia Sim, por enquanto, é o principal condutor da venda do meu livro Poesia Sem Pele. Criei um e-mail especialmente para isso e já tenho algumas encomendas, às quais ainda não respondi. Talvez coloque-os a venda em alguns locais alternativos, mas a preferência será para a ação “olho no olho”. Poesia Sem Pele também poderá ser encontrado na “Palavraria”, um lugar agradável de livros e pensamento na capital gaúcha.

REDES SOCIAIS – O site Interrogação, de Curitiba, fez uma matéria bacana sobre o lançamento do meu livro na capital do Paraná. Depois de me afastar das consignações em livrarias, caminho também para excluir os jornais e a mídia formal da divulgação dos meus passos pela literatura. O lançamento em Curitiba foi articulado e divulgado apenas no Facebook. E foi super demais. Leia a matéria.


POEMA DE MIRIAN CARVALHO




Ouvindo o coração da Torre,
acompanhei as mãos errantes
do escultor em busca da origem.


A caminho das alturas, lendas
burilavam-me escarpas desejosas
das planícies da Terra.

(a caminho do alto, poema de Mirian de Carvalho, do livro Violinos de Barro, Editora Escrituras)

Comentários

Lucas ao vento disse…
Muito bonitas, Lau Siqueira, as suas poesias. encontrei seu blog no de Daniela d. Neu, que postou sobre você recentemente. Já estou seguindo, gostei muito daqui.

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