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terça-feira, 31 de maio de 2011

cratera




nas escotilhas
dantescas do escambo
esgrimando lágrimas
colhidas no sal


mariposas em risco
no riso da lâmpada
olhos de lua lá fora



(poema vermelho – lau siqueira)

SEM PELE NA SERRA DA BORBOREMA - Dia 01, quarta-feira, às 20h, na Sala 15 do Departamento de Humanidades da Universidade Federal de Campina Grande-PB, estarei mais uma vez soltando os bichos do meu quinto livro, Poesia Sem Pele. A promoção é do Núcleo Blecaute de Literatura e a apresentação da obra ficará a cargo dos poetas paraibanos Bruno Gaudêncio e Jairo Cesar. Agradeço ao grupo Caixa baixa pela parceria de sempre, à jornalista Tatiana Sales, da Campina FM, pela imensa coragem de apostar no meu trabalho... Enfim, gracias a la vida!

SEM PELE NA SEMANA ZÉLINS - Dia 02, quinta-feira, às 19 horas, estaremos numa noite de autógrafos no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. Mais uma vez o bicho sangrado, sem pele, uivará para a Lua. O evento faz parte da programação da Semana Cultural José Lins do Rego, promovida pela FUNESC. O convite partiu do teatrólogo e escritor paraibano Tarcísio Pereira e de Thais Gualberto.

SEM PELE EM RECIFE - Comecei hoje a amarrar o lançamento na terra de Chico Science. Tarciana Portela, amiga que tanto admiro, apontou com a possibilidade de um lançamento na Bienal de Recife (que acontece em Olinda) ou no Festival Literário de Recife, provavelmente na Livraria Cultura (penso eu). Nos próximos dias devemos ter novidades. Também a poeta Nina Rizzi apontou a possibilidade de uma caravana de peles em Fortaleza-CE, em breve. E assim o Sem Pele segue caminhando pela vida, sem medo de espetar-se no invisível e espatifar-se na brisa marinha...

CONDICIONANTES - Para um lançamento, uma noite de autógrafos, um debate... o Poesia Sem pele exige apenas uma certa conjugação universal, uma conspiração de meteoros, um coquetel de nuvens e estrelas, uma Lua minguante ou algum quarto de sua metade inteira. E nada mais que se possa verter em silêncio. Ainda não pude, por exemplo, honrar minha ausência em Nova Iorque comprometendo-me com a Biblioteca Comunitária Cactus, de Mandacaru ou outra periferia. Mas, ainda há tempo... Afinal, nossa glória é transbordar. Seja no rio, seja no bar...


POEMA DE CHARLES BAUDELAIRE


Você que adora os esqueletos
Mais os emblemas detestados,
Tempera voluptuosidades,

(Fossem os simples omeletes!)
Velho faraó, Monselet!
Frente a tal figura imprevista,
Eu sonhei com você: À vista
Desse cemitério, Café.

(Um alegre Cabaré – Na estrada de Bruxelas a Uccle, do livro Poetas Franceses do Século XIX, organização e tradução de José Lino Grünewald, Editora Nova Fronteira)

7 comentários:

Letícia Palmeira disse...

Boa sorte ao poesia sem pele e aos caminhos que tiver de percorrer.

Um abraço.

Analuka disse...

Adorei o CRATERA! Aliás, sempre é um prazer desfrutar de tua poética, simultaneamente delicada, densa, por vezes cheia de arestas e cortante, por vezes sinuosa e vibrante! Deixo beijos, pintados, alados e azuis, para ti, querido Lau lunar!!!

José disse...

Essa é para quem pensa que não é preconceituoso. Um homem ou uma mulher? Novela digital em 24 capítulos. Meu nome é Ken. http://meunomeeken.blogspot.com. Visite, leia, e se gostar, divulgue. Esse é meu preço.

João Ludugero disse...

Olá, muito boa tarde!
Eu venho te convidar a visitar meu blog de Poesias.
Se gostar e quiser me adicionar, vou gostar de ter por lá seus coments.
Felicidades e saúde!
Abraços,
João, poeta.
www.ludugero.blogspot.com
Até mais!
Já te sigo, pois gostei do seu blog.

Antonio disse...

Grande Lau: fazia tempo que eu não vinha ao seu espaço. Bom te ler e bom saber que teu trabalho gera frutos.. sucesso, poeta !

Antonio
http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

tua poesia é forte e inspiradora, no final do mês vou compra o livro

A Literatura e Hudson disse...

Adorei todas muito lindas...