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segunda-feira, 13 de junho de 2011

nuvem outra





viver além do verbo
exercício de poucos

extensão que migra

extermínio dos ritos

passo fora do domínio

mergulhado no ilimite

algo imerso na pele
- turvo e impreciso

(poema vermelho – lau siqueira)


FORTUNA CRÍTICA - Excepcionalmente, neste post do poesia sim, reproduzo um texto do poeta Astier Basílio sobre meu livro, Poesia Sem Pele, publicado no jornal Correio da Paraíba do dia 19/05/11.

Uma verdade poética reafirmada
Novo livro de Lau Siqueira em grande forma, como um filósofo analisando o mundo.

Astier Basílio

Quem define, sem a pretensão de definir nada, é o poeta maranhense Nauro Machado: "Ser poeta é duro e dura/ consome toda uma existência". E é por este viés, o de dedicação de sua existência, que se pode saudar o novo livro de Lau Siqueira, Poemas sem Pele (Casa Verde, 64 pgs).

Ao longo dos livros - este é o seu quinto trabalho -, Lau vai firmando o seu compromisso com sua verdade poética. De sua investigação com a disposição dos signos, seu entrechoque de sentidos, vale destacar o belo poema "espiral", em que, as letras, em fila e em queda, entremeadas por parênteses, formam o seguinte verso: "Meu coração é manso e absurdo".

Mas Lau nos oferece o melhor de sua poesia quando, como se fosse um filósofo, canaliza as antenas da poesia para interpretar o mundo. Um bom exemplo, em que se dá essa pedra de toque pensante que ainda vem embalada em uma deliciosa costura intertextual de letra de música com alta literatura, pode ser visto em "Quarta capa", em que Lau diz: "o poeta é o etéreo e o ácido/ na pele dos valores estáticos// estéticos são seus baralhos// o poeta é o vapor barato e o/ lance de dados/o acaso e o atalho// Macalé e Mallarmé/ no mesmo saco (...)".

Vários outras pedras de toque tornam o livrinho valioso: "(ainda perco meus olhos/ de tanto olhar)", "como raiz/ que floresce asas" ou, ainda, o poema inteiro: "equilíbrio": "quando voa sobre incêndios não derrete minhas asas".

O pequeno, e fulminante, Poesia sem Pele ratifica o compromisso e a permanência de Lau Siqueira como expressão poética de nosso estado.

ENTREVISTAS
A partir do lançamento do livro poesia sem Pele, concedi algumas entrevistas em sites, jornais eemissoras de rádio. Destaco aqui duas delas. Uma das quais concedida ao portal de cultura Interrogação, de Curitiba (http://www.interrogacao.org/2011/06/entrevista-lau-siqueira-poesia-a-vida-inteira/) e a TV Itararé que deu cobertura ao lançamento do livro na cidade de Campina Grande, na Paraíba.



POEMA DE DENISE FREITAS




busquei ao fim do dia
velha vontade nula
tantas vezes emboscada, estendida
na rasura de cantos esquecidos


às sobras da busca quieta
vazio bem fingido
embora tudo me peça (na hora,
na memória mal escrita, na palavra sem medida)
os versos se vão


de pronto


(Fuga, poema da gaúcha Denise Freitas, do livro Maré in Versos, editora Casa Aberta)


3 comentários:

Jane disse...

Olá Lau!

Estive no lançamento do seu livro em maio,no Brooklyn, aqui nesta glacial Curitiba. Passei muito rapidamente e adquiri
o "Poesia..." de capa vermelha.
Fiz algumas fotos também. Gostei demais dos seus poemas, das imagens, da atmosfera, e do que se mostra além delas. Parabéns! Percebi algumas sintonia em nossas formas de escrever. Se tiver um tempinho e quiser conhecer meus poemas, acesse o www.escritorassuicidas.com.br
Um grande abraço!

Jane Sprenger

Jane disse...

Olá Lau! Estive no lançamento do seu livro, no Broklyn, em Curitiba. Passei rapidamente, adquiri um "Poesia..." vermelho e fiz umas fotos. Adorei os seus poemas, as imagens, a atmosfera

Anna Carvalho disse...

Olá Lau,
estou aqui em seus seguidores.
achei seu blog muito interessante, o fundo com o planeta achei bárbaro...
Venha conhecer o meu

http://despertardocoracao.blogspot.com/

beijos e parabéns..

Anna.