sexta-feira, 8 de julho de 2011

cerco



eu canto
porque a vida
é um estopim


sou alegre
sou triste
sou poeta


enfim...


(poema vermelho – lau siqueira)

SARAU NO EMPÓRIO CAFÉ
Foi mais que uma performance dos alunos do Curso de Teatro da UFPB. A leitura dramatizada de Suzy Lopes com os atores e atrizes na noite de terça no Empório Café (lotado) foi um caminho em termos de interpretação de texto para o teatro paraibano. O público vibrava com cada uma das belas interpretações dos meninos. O teatro paraibano é do mundo. A poesia, também.


delta


não preciso mais
que lápis e papel
para voar voar...


palavras são asas
palavras são asas


não preciso mais
que lápis e papel
para cumprir-me


(poema vermelho – lau siqueira)

A NOVA CRÍTICA
Na verdade o novo nem sempre se refere à intensidade histórica do texto. Penso que a internet desapegou um pouco a produção crítica e poética brasileira de uma lógica confinada nas editoras, na academia e em nichos perdidos da grande mídia. Na verdade, estamos vivendo tempos de grande estímulo ao pensar o ato poético, a literatura, como alguma coisa que se afirma enquanto processo e não enquanto cãnone. Penso que a poesia do século XXI colocará em cheque os conceitos até então razoáveis do cânone enquanto medida, enquanto parâmetro para o que ainda nem sabemos como será.

 
meu sopro
busca sempre
o melhor do
vento

(poema vermelho – lau siqueira)


SETEMBRO SE ME LEMBRO...
Acertamos para o dia 25 de setembro a participação na Bienal do Livro de Pernambuco. Teremos uma hora para sacudir o planeta. O primeiro momento será do lançamento do Poesia Sem Pele, logo após partiremos para um sarau do Núcleo Literário Caixa Baixa. Também em Setembro, dias 13 e 14, tenho participação numa mesa sobre política de leitura na Casa Pequeno Davi, em João Pessoa, uma ONG que faz um trabalho bacana de formação cultural com crianças e aolescentes, através da arte.


verso conciso
morde o silêncio
se preciso

(ls – poeta vermelho)


TU TE LIVRARIAS?
Duas livrarias de João Pessoa me pediram o livro Poesia Sem Pele. Meu livro está sendo distribuído de forma bastante alternativa. Pode ser encontrado na palavraria, em Porto Alegre, nas bibliotecas e no Paço. Mas, acabei descobrindo que as livrarias não são mais necessárias para os livros fora do eixo... ainda bem.


OUTRO POEMA DE INÊS MONGUILHOTT






Beleza candente sobre um galho
despluma-se em pétalas na aragem.


Perfumar é ferir.

(Rosa, poema do livro “Natural”. Ofício das Palavras Editora, 2011)

3 comentários:

Susanna disse...

Querido Lau, a literatura anda sim nos cipós do mundo, vivendo espaços de crítica e produção mais alternativos. Concordo com vc! Isso talvez gere certo incômodo ao ouvido acostumado a sons tonais e harmônicos. Talvez também por isso a crítica afirme a morte da literatura, pois não mais concentrada nos lugares onde sempre costumávamos encontrá-la. Ando pensando: a palavra falada, se querendo poética, anda tirando a roupa e não tem vergonha de ser devorada por aí. Acho isso um ganho em vários sentidos. Mas também penso que a poesia que se deseja precisa pensar em como tirar essa roupa antes de sair por aí mostrando suas vergonhas... E acho que esse desejo é de quem deseja saber. Hoje recebi um convite e um desafio para dar uma aula de strip tease poético (rsrsr) ou seja, uma oficina de poesia. Vou ter de pensar. Palavra que é boa sabe beijar. Talvez essa seja a primeira lição de poesia.

BAR DO BARDO disse...

Vida longa ao "Poesia sem pele"!!!

Cynthia Lopes disse...

poesia é vento:
digo palavras ao tempo,
tudo vira tempestade.
bjs