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Mostrando postagens de Setembro, 2011
serpentina







o destempero
dos ventos golpeia
o dorso da árvore
(                           )
as folhas ameaçam
desabar num chão
quase abismo
(                          )
no pouso mortal da
alta tensão o sabiá
encolhe o canto
(                          )
pessoas apressadas
fecham as janelas

(poemas vermelhos – lau siqueira)

II SEMINÁRIO LEITURA NA REDE – Na última quinta participei de um painel sobre democratização da leitura no II Seminário Leitura na Rede, no Teatro do SESI em João Pessoa. Algumas coisas me impressionaram positivamente entre elas a capacidade de articulação dos organizadores e a preocupação com os conteúdos. Em plena tarde de quinta-feira, o teatro guardava praticamente 70 por cento da sua capacidade para pessoas preocupadas com as políticas de leitura. Foi um evento com cheiro de “a luta continua”. Sobre o tema, escrevi este artigo http://lau-siqueira.blogspot.com/2011/09/leitura-enquanto-direito-social-e-as.html
ASTIER BASÍLIO LANÇA LIVRO EM SÃO PAULO – O poeta paraibano Astie…
estratégia



não tenho métodos
escrevo pisando em óvulos
(não sei como pisar
no coração de uma mulher) escrevo apostando no acaso e recolho nas sobras áridas
o melhor do entulho



escrevo como poço
e mal posso diante das
paralisias turvulentas



(poema vermelho – lau siqueira)

EXPERIMENTAR SEMPRE - Não tenho métodos. Não sento para escrever um poema. Mas, óbvio, na maioria das vezes escrevo sentado. Nem sempre, no entanto. Às vezes o poema chega numa caminhada... já está pronto só falta ser escrito. Basta enconstar numa parede para não cair impactado. Noutras vezes é uma plena aventura, como a grande maioria dos poemas que escrevo aqui neste blog e denomino de “poemas vermelhos”. É abrir o espaço word e escrever o primeiro verso para depois de escrito, numa breve leitura, decidir pela sua publicação. Publicação esta que poderá sofrer alterações, pois se trata de um poema escrito para meu blog pessoal... Ou Simplesmente, numa segunda leitura, terceira leitura, décima leitura... ou numa desleitura mais …