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sábado, 3 de setembro de 2011

estratégia




não tenho métodos
escrevo pisando em óvulos
(não sei como pisar
no coração de uma mulher)
escrevo apostando no acaso
e recolho nas sobras áridas
o melhor do entulho



escrevo como poço
e mal posso diante das
paralisias turvulentas



(poema vermelho – lau siqueira)

EXPERIMENTAR SEMPRE - Não tenho métodos. Não sento para escrever um poema. Mas, óbvio, na maioria das vezes escrevo sentado. Nem sempre, no entanto. Às vezes o poema chega numa caminhada... já está pronto só falta ser escrito. Basta enconstar numa parede para não cair impactado. Noutras vezes é uma plena aventura, como a grande maioria dos poemas que escrevo aqui neste blog e denomino de “poemas vermelhos”. É abrir o espaço word e escrever o primeiro verso para depois de escrito, numa breve leitura, decidir pela sua publicação. Publicação esta que poderá sofrer alterações, pois se trata de um poema escrito para meu blog pessoal... Ou Simplesmente, numa segunda leitura, terceira leitura, décima leitura... ou numa desleitura mais atenta, posso impunemente, inutilmente, invariavelmente... tecer a condenação do poema.

FRASES NO FACE BOOK E TWITTER - Nesses instantes entre a falta de fôlego e o ócio, escrevo algumas frases no Facebook que acabam rendendo bosas visitas e comentários bem humorados. Seguem aqui algumas:

“Antes Sol que mal iluminado.”


“Pareço tanto comigo que às vezes penso que sou eu.”


“A palavra é uma coisa que não precisa dizer nada para dizer tudo.”


“Íntimas são as pessoas das quais nada sabemos...”


“poesia é matemágica”

DEMOCRATIZAR O ACESSO AO LIVRO - No II Seminário da ONG Livro em Rodas, dia 15, vou falar sobre a democratização do acesso ao livro. O problema ém falar de democratização do acesso ao livro para uma instituição que fomenta de forma magnífica a democratização do acesso ao livro. Além disso, são tantas as formas que nada me parece mais lógico que devo buscar um foco para o debate e o que me parece mais lógico é o que aproxima a leiturea enquanto instrumento de construção das identidades de uma comunidade onde não apenas o acesso ao livro é coisa rara. Enfim... os desafios da vida são sempre maiores que os desafios de um debate como esse. Vai ser no teatro do SESI, em João Pessoa. (Em relação ao mercado a democracia começa pelo preço).

POEMA DE JOSÉ CRAVEIRINHA


Nostalgias de Maria
são já o posfácio
de um Zé Póstumo
em única edição.

Capa: Anônimo.

Tiragem: Este exemplar.

(poema "Posfácio", na antologia poética organizada por Ana Mafalda Leite, Editora UFMG. Um dos nomes mais importantes da Literatura Africana  - Moçambique - de Língua Portuguesa.)

7 comentários:

Ro disse...

Adorei teu Blog...é lindo!!
Parabens sempre.
Ro

Poeme-se disse...

Olá,

Sou editor do site www.poemese.com e estou procurando novas iniciativas na área da literatura poética. Gostaria de contar com você na busca por pautas e eventos poéticos em sua cidade. Se possível nos envie por e-mail suas sugestões (contato@poemese.com), por twitter (@poemese) ou pelo Facebook (http://www.facebook.com/fbpoemese)
Paz e Utopia
Gledson Vinícius

Ana disse...

Delícia te ler...
Tô adorando!

**Lana** disse...

Sua poesia é ímpar! Adorei! Passo a seguir, ok? Parabéns! Abraços!

sandra camurça disse...

gosto do seu blog sim
poesia assim assado
enfim :)))

beijos, tou sempre dando uma espiadinha aqui

A Literatura e Hudson disse...

Gostei muito de seus poemas, também sou poeta tenho um blog e abraço tudo isso. HUDSON

Rafa disse...

eu me sinto exatamente assim quando escrevo, parece que a ideia não é minha e sim que a vida me impôs o poema. belo poema. abraços