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Mostrando postagens de Outubro, 2011
pantim





munganga
no dito da rapina


resenha de mico
no circo da mata


no bafo do asfalto
no cerne da bufa


parabólica mente
mídia (macro-íris

na pele do espelho
um anarco-lírio


cravado no pelo


pentelho em nó
acrílico


(poema vermelho – lau siqueira)


QUINTA NA MUSICULTURA – Fui convidado para ler poemas e curtir o projeto Quintas Culturais do Varadouro, na Casa de Musicultura. Vou lá ouvir o que toca em nossos silêncios. Palavras e linguagens cruzarão as senzalas e os moinhos se farão reais. Estaremos por lá.
QUINTA NA MUSICULTURA – É a segunda edição do projeto Quintas Culturais da Casa de Musicultura. Vai rolar um curta de Marcelo Quixaba, participante do III Cinecongo, do Cineport 2011 e convidado especial da Mostra Matizes da Sexualidade. Logo em seguida, uma performance teatral do Coletivo Sofia Clube, com direção de Bertrand Araújo e encenação de Naiara Cavalcanti. Vai rolar ainda uma roda de diálogo, leituras de poemas e sorteio de alguns exemplares do meu livro mais recente, Poesia Sem Pele. E…
Imagem
espetáculo híbrido




todo breu
abriga um céu
um tanto híbrido
um tanto cínico
nem tanto lívido


todo eu
abriga um ego
um tanto ébrio
um tanto célebre
nem tanto never


colheita de uvas
verdes nas mãos
           da chuva


(lau siqueira – poema vermelho)

SANDRA CAMURÇA – Veio de Recife este colar de defeitos da minha fala ocasional, seja no tuíter, seja no feicebuc. Confesso que até pensei em algo, mas não me atrevi. Acrescento às frases colecionadas por Sandra, mais esta: “mais vale um pássaro na mão que bois voando.” Na verdade, chamo estas frases de “desaforismos”. Agradecido pela generosidade de Sandra, aproveito para indicar seu blog que é bacana pra caralho. Confira: http://dimensaosalvadora.blogspot.com/2011/10/tweets-do-poeta-lau-siqueira.html

então...


escrever poemas
já é difícil o bastante


(e ainda querem
           que recite?)


prefiro leituras
      silenciosas


com muita poesia
e poucas prosas


(lau siqueira – poema vermelho)

PEDRO DANIEL – Foi um presente enorme o vídeo-poema que o amigo Pedro Daniel …
apelo da pele










às vezes desnudamos a pele do silêncio


e vamos vestindo palavras
falando coisas que não sabíamos até então
se estavam trancadas no sótão ou nalgum


lugar soprado pelos hálitos da memória


às vezes surpreendemos nossas modorrentas iras
com vontades intransigentes ao lodo sórdido que
nos séculos perdura entre a fartura e a fome

às vezes parece que nada mais suporta nossos
cacos de eternidade na partilha temporal
das gotas do sereno no véu das cachoeiras


(um rio corre em sonolenta paisagem
para as marginais do espelho
onde somos inteiros da nossa metade nome)


(lau siqueira – poema vermelho)


RESPIRANDO MALABARES – Não quero dar cabimento ao que adormeceu no banzo da hipocrisia. Sou como um malabarista de poucos ruídos e muitas imagens. Cancioneiro do que em pouco mais de uma vertente se derrama em meio aos sóis do fim da tarde. Não sei por onde andam as palavras que joguei no truco. Sei menos ainda do próprio jogo das palavras. Sei apenas que com palavras ou sem palavras, diante das imensidõ…
filosofree







dialogar
com o vento


mesmo sem ar
eu tento

(lau siqueira – poema vermelho)

POESIA E CRÍTICA – Existe um distanciamento bastante delicado entre a contundência e a deselegância quando o assunto é crítica de arte. Na verdade, talvez até mesmo a disposição de algumas palavras no texto pode estabelecer um grau de importância maior aos equívocos, em detrimento dos acertos de algum raciocínio crítico. Antes de tudo, devemos não estabelecer o ponto final na análise de uma obra. Mas, acho imprescindível que uma análise minimamente lúcida possa ser definidora entre o que é uma obra e o que é outra coisa. A crítica, mesmo negativa, já afirma a existência de qualquer expressão artística. Quando essa expressão não existe, a crítica deverá vestir as peles do silêncio. Não existe crítica maior que a indiferença. Se não há arte, a crítica não existe.
MUNDO LIVRO S/A – Incrível como alguns setores ainda observam o mercado do livro com uma inexplicável e bovina inocência. Existe uma distância entr…